O que é um pivot?

pivotO pivot virou moda no meio das startups depois que Eric Ries, na sua metodogia Lean Startup, utilizou a palavra para ajudar a pensar certas posições que os empreendedores precisam adotar para se firmarem nos negócios. Um pivot é, basicamente, algo que se mantém firme por um ponto e é capaz de se mover em outras direções a partir desse apoio.

Para uma startup, o pivot é uma correção da estrutura do modelo de negócios em curso para testar uma nova hipótese sobre o produto, sobre a estratégia ou sobre o próprio crescimento do empreendimento. Você planeja o empreendimento supondo vários pontos que precisarão achar um lastro na realidade. Pode ser que suas suposições se comprovem ou não. O que Eric Ries afirma é que se seu negócio tem se mostrado menos satisfatório do que esperado ou tenha atingido um ponto de estagnação, simplesmente abandonar a ideia não é o melhor caminho. É preciso analisar o cenário, absorver as lições e pensar a partir disso os novos rumos que serão tomados.

No conceito de pivot, a startup pode ser pensada como um processo contínuo em que as ações de tropeçar, aprender e modificar fazem parte do manual de adequação e sobrevivência. O modelo de negócios inicial precisa se adaptar ao caminho e às pedras que estão nele.

As pedras podem estar no próprio produto, no tipo de público-alvo, nos canais de distribuição, nos preços ou na concorrência. É a realidade da prática que irá mostrar o que precisa ser repensado e readaptado.

Aproveitando o legado

Se procurar saber as histórias das startups de sucesso, verá que a maioria esmagadora precisou ‘pivotar’ e promover algumas mudanças em seus caminhos até chegar a um modelo de negócios que proporcionasse o retorno satisfatório. Geralmente, as empresas de tecnologia têm mais facilidade de fazer o pivot, pois revisitam o trabalho de programação que já está pronto e acrescentam nele algo que irá redirecionar seu produto. O custo da mudança é mais baixo, mas o impacto da ação é grande.

Um dos exemplos mais emblemáticos é o Twitter. O microblog começou como Odeo, que pretendia oferecer aos usuários uma plataforma de podcast. Mas quando a Apple lançou em 2005 a mesma solução incorporada ao iTunes, o negócio desceu pelo ralo. Nesse momento, as lideranças da empresa encorajaram seus funcionários a pensar em como seguir em frente a partir da tecnologia que haviam desenvolvido. Foi quando Jack Dorsey, que trabalhava na startup, teve a ideia do serviço de microblog e a Odeo passou a se chamar Twitter. Atualmente, o Twitter é um sucesso mundial com mais de 200 milhões de usuários e seu valor estimado é de 10 bilhões de dólares.

Outro pivot de sucesso foi o de Kevin Systrom que, depois de trabalhar no Google e no Twitter, lançou seu próprio projeto chamado Burbn. Ele funcionava mais ou menos como o Foursquare e permitia que o usuário fizesse chek-in em diferentes lugares e trocasse mensagens com os amigos. Systrom chegou a arrecadar meio milhão de dólares em investimentos em 2009, mas o negócio não decolou. No ano seguinte, ele e seu sócio Andreessen Horowitz pegaram algumas das tecnologias desenvolvidas para o Burbn e criaram um aplicativo de fotografia chamado Instagram. Só no primeiro dia de funcionamento, atraiu 25 mil usuários. Hoje, o Instagram tem mais de 100 milhões de usuários e foi adquirido pelo Facebook por 730 milhões de dólares no ano passado.

Mudando radicalmente de perspectiva

O Groupon se transformou em um negócio de mais de cinco bilhões de dólares mudando radicalmente sua perspectiva. Ele começou em 2006 como uma plataforma de crowdfunding para arrecadar fundos para boas causas, como afirma seu criador Andrew Mason. Ele chegou a levantar um milhão de dólares em investimentos. Depois de um ano, esses investidores cobravam um retorno de Mason e ele pensou em três soluções que poderiam fazer com que a plataforma fosse rentável. Publicidade, cota nos fundos arrecadados e a terceira e certeira: adesões coletivas. As campanhas de arrecadação só chegariam à plataforma caso um certo número de pessoas aderissem. Foi a partir da ideia que Mason e sua equipe decidiram aplicar esse modelo para que lojas pudessem oferecer produtos e serviços com desconto, caso obtivesse previamente uma quantidade certa de compradores.

Todos esses casos atestam que a capacidade de se reinventar a partir do que já foi criado e de estabelecer uma nova perspectiva são virtudes que podem garantir ao empreendedor a sobrevivência no mercado. Fazer o pivot é tirar sua startup da inércia, recontextualizá-la perante a realidade e usar as pedras do caminho para construir a base fundamental de um negócio de sucesso.

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