Conheça os cinco Cs do crédito

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Oferecer crédito e prazo aos clientes, sejam eles físicos ou jurídicos, é sempre uma tarefa arriscada. Embora estratégias assim sejam necessárias, é preciso uma competente análise e estudo antes de fechar negócio.

As empresas financeiras, especialistas nesse tipo de transação, utilizam um método conhecido como 5 Cs do crédito para obter o menor número de erros nessas negociatas.

Quando a negociação é feita sem intermediário — como um banco, por exemplo —, a transação é ainda mais arriscada, pois caberá à empresa concedente a obrigação da cobrança da dívida. Isto acontece muito em transações entre empresas.

Para se precaver de futuros revés, métodos como os 5 Cs se tornam essenciais. Por isso, neste artigo veremos o significado deles e entenderemos a classificação feita e como utilizar esta estratégia de forma correta. Confira!

Os 5 Cs do crédito

Os 5 Cs do crédito são análises feitas pelas empresas especialistas para traçar um perfil do cliente ideal. A partir dessas características, elas seguem um direcionamento para a aprovação ou não do crédito desejado.

Esse tipo de estratégia é comum no mercado e pode ser utilizada por pequenas, médias e grandes empresas. Abaixo veremos cada um dos cinco componentes:

1. Capacidade

Como o próprio nome já diz, o primeiro C se refere à capacidade que o cliente possui efetivamente para pagar o crédito solicitado. A análise deste quesito se faz pela empresa e é através de itens como:

  • a idade da empresa;
  • o fluxo de caixa do solicitante;
  • as opções que poderão ser utilizadas para a quitação da dívida;
  • o perfil dos sócios;
  • a experiência e o setor de atuação da empresa;
  • se o negócio é de sucessão familiar ou profissionalizada;
  • escolaridade dos sócios;
  • potencial de pagamento;
  • como o crédito será utilizado.

2. Colateral

O C de colateral também é conhecido como as garantias que a empresa solicitante oferece para pagamento do crédito. Essa garantia pode ser móveis, imóveis, contas a receber, estoque e tudo aquilo que possa cobrir o valor da negociata, caso necessário.

A resolução ou reclamação desses bens podem acontecer até mesmo por decisões judiciais. Um bom exemplo de garantia nesse sentido, são as fianças ou fiador exigidos em aluguéis de imóveis — essa burocracia dificilmente é excluída antes de um contrato ser fechado entre as partes.

No trâmite entre empresas, também podem ser incluídos avalistas de negociação para que as garantias sejam aprovadas sem objeções. Os avalistas podem ser escolhidos por ambos os lados. Quanto mais valiosas e superiores forem, maiores são as chances de se conseguir o valor concedido, daí o conceito de colateral.

3. Caráter

O caráter se refere ao histórico financeiro da empresa solicitante. Ou seja, é feita uma varredura em transações anteriores da empresa, e analisado se esta cumpriu corretamente com os prazos de pagamentos e quitou toda a dívida no tempo estipulado.

Caso o solicitante seja novo no mercado ou não possua um histórico grande para ser analisado, é feito um estudo em cima dos sócios e seus perfis físicos. Então, é colocado em questão se os sócios cumpriram seus deveres e se são idôneos no mercado.

4. Condições

Este quesito se refere ao atual momento da empresa solicitante. Esta etapa tem o objetivo de entender a real situação dos empreendimentos e o momento financeiro da empresa, suas perspectivas e se a organização está em crescimento, estagnação ou declínio.

Através desse estudo, as aprovações e reprovações de créditos ficam mais claras: se uma empresa está em declínio, aumentando suas dívidas, não é o momento mais indicado para uma aprovação.

Porém, numa situação de crescimento, de aumento de caixa, a aprovação de crédito é indicada, contanto que o dinheiro adquirido não esteja sendo utilizado para cobrir grandes dividendos.

Em uma análise justa e para que se alcance um entendimento real sobre o caso, também é feito uma pesquisa sobre todo o contexto econômico que se encontra a empresa, o que inclui até os concorrentes.

5. Capital

O capital de uma empresa é facilmente entendido no mundo empresarial como o patrimônio líquido de uma organização e seus sócios. Esse quesito mede toda a capacidade de investimento do solicitante, não incluindo o crédito desejado.

Não apenas o poderio do capital é observado, mas também a rentabilidade do mesmo, bem como o valor agregado das dívidas pendentes que subtraem o patrimônio da empresa.

Como utilizar os 5 Cs na sua empresa

Muitas empresas sentem receios de conceder créditos devido à alta taxa de inadimplência, vide o grande número de recusas que acontece por parte das empresas de móveis e eletrodomésticos.

Porém, a partir da aplicação dos 5 Cs de crédito, as grandes financeiras mostraram que é possível minimizar os riscos e investir na liberação de prazos e créditos para os clientes.

Embora seja amplamente utilizado por empresas que trabalham com avaliações de crédito, os 5 Cs podem ser adotados e se mostrarem efetivos, também, para o seu negócio. Você pode utilizar de duas formas: para analisar os seus clientes, minimizar os riscos e reduzir a inadimplência ou fazer uma autoanálise e verificar sua situação em relação à tomada de crédito.

Para o primeiro caso, o ideal é utilizar algum aplicativo web ou mobile. Além de ter mobilidade, já contará com toda metodologia e infraestrutura pronta, tudo isso com baixo custo.

Para o segundo caso, como se trata de uma situação mais pontual, é ideal que você se aprofunde no assunto. Busque sites e blogs referência no assunto, siga as principais redes sociais e profissionais de especialistas e leia revistas e livros do setor.

Na internet, você também pode encontrar planilhas prontas, facilitando colocar em prática o conhecimento obtida e fazer uma boa análise do seu negócio. A partir de uma análise ficará mais fácil conseguir o crédito ou entender a recusa do mesmo.

Vimos que o principal objetivo dos 5 Cs do crédito não é restringir o número de clientes ou dificultar a aprovação de créditos e prazos, mas sim, entender e conhecer a fundo o cliente em todos os seus aspectos relevantes, identificando situações que podem mudar ou não a capacidade da empresa de cumprir com os seus acordos.

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