O que é capital de giro e por que ele é tão importante

Por João Vitor Possamai
Publicado em 10 de setembro, 2014 | Atualizado em 17 de fevereiro, 2022

Um bom planejamento financeiro é essencial para a sobrevivência de qualquer negócio. Ter uma reserva financeira para passar por possíveis  imprevistos sem sufoco também se faz necessário. Por isso, é importante saber o que é o capital de giro.

Isso porque a ideia por trás desse capital é exatamente essa: a de estar preparado para as épocas de vacas magras, tendo a chance de manter as contas em dia e um funcionamento adequado, para, mais à frente, colher os frutos. 

É fato que para conseguir manter essa reserva é essencial contar com um bom planejamento, além de estar em dia com todas as dívidas. Compreender as questões orçamentárias e o funcionamento do fluxo de caixa também faz a diferença.

Quer descobrir exatamente o que é capital de giro e como esse mecanismo pode ser indispensável para o seu negócio? Então confira:

Conteúdo

O que é capital de giro?

De maneira simples e precisa, o capital de giro é o valor necessário para que as atividades de um determinado empreendimento possam continuar em funcionamento por um determinado período. 

O cálculo e a formação são feitos por meio da soma de todos os ativos correntes, incluindo estoques, caixa e o capital a receber de clientes. Com o resultado em mão, basta subtrair os passivos, ou seja, os pagamentos a bancos e débitos com fornecedores, impostos e outras despesas

Vale ressaltar que é por meio dessa quantia que a empresa consegue continuar em funcionamento, mesmo nos casos de inadimplência dos clientes, queda nas vendas e diversos fatores externos ou internos que podem atrapalhar os ganhos. 

Nesse caso, o dinheiro deve ser gasto para manter os pagamentos em dia, para atualização do estoque e até mesmo para o investimento em novos equipamentos ou produtos. É importante destacar que esse capital de giro só é adquirido nos casos em que o empreendedor mantém uma reserva mensal, separando determinado valor a cada mês.

Por isso, é fundamental ter um planejamento que inclua essa reserva, para, se for preciso, usá-la antes de mexer no dinheiro investido, no fundo de reservas pessoais ou, em última instância, pegar empréstimos bancários. 

O lucro nas fases iniciais de um empreendimento tende a ser pequeno — ou mesmo inexistente —, portanto, pode ser que você precise se valer desses artifícios. Seja precavido!

Tipos de capital de giro

Existem alguns tipos de capital de giro e cada um deles pode variar de acordo com o seu investimento e com o tamanho da empresa. Confira: 

  • Capital de giro líquido: essa opção inclui os recursos financeiros da empresa, menos aqueles que não contam como liquidez (bens e imóveis).
  • Capital de giro próprio: é quando a empresa possui o dinheiro próprio, sem precisar de investimentos externos.
  • Capital de giro negativo: nesse caso é preciso estar atento, já que os recursos podem estar indisponíveis no futuro.
  • Capital de giro associado: situação em que a empresa já tem o objetivo de realizar novos negócios e começa a economizar o valor com essa intenção.

Qual a importância do capital de giro?

Ter esse montante disponível pode ser crucial para que sua empresa sobreviva, especialmente nos anos iniciais ou em momentos de crise, concorda? Como dito, quando um empreendimento está se fixando no mercado, pode ser que a lucratividade não seja alta o suficiente para compensar, sozinha, todo o investimento.

Esse dinheiro vai, assim, garantir a liquidez e agilidade da empresa, podendo cobrir despesas que não estavam previstas e até uma expansão de atividades necessária.

Mesmo que você possua dinheiro em estoque, sua liquidez pode ficar comprometida se as contas superarem o dinheiro disponível em caixa.

Sendo assim, quando você compreende o que é capital de giro e como pode ser fundamental para salvar o seu negócio, a empresa fica segura. Afinal, com uma quantia de reserva fica mais fácil pagar as dívidas e manter o planejamento orçamentário, não é mesmo?

Quer saber mais? Então leia o conteúdo completo sobre gestão financeira e veja o que não pode faltar na organização da sua empresa. 

Como calcular o capital de giro?

O próximo passo depois de aprender o que é capital de giro está relacionado com o cálculo que deve ser feito para chegar ao número final. 

É importante lembrar que a quantia que deve ser economizada não pode ser uma escolha pautada em uma opinião. Existem contas e métodos que podem ser aplicados para assegurar um resultado sólido e que pode fazer a diferença. 

Antes de iniciar a conta, é preciso ter em mente que o capital é o valor total dos ativos. Porém, quando falamos do capital de giro líquido, o processo envolve a subtração do ativo circulante (AC) pelo passivo circulante (PC). 

Para que você possa compreender esse processo, confira o significado das duas siglas: 

Ativo circulante (AC)

Os ativos circulantes são os bens e operações que podem ser convertidas em dinheiro, em determinado período. Dinheiro, títulos que podem ser comercializados, despesas pré-pagas e ativos líquidos são exemplos que podem ser enquadrados no AC.

Passivo circulante (PC)

Por outro lado, os passivos circulantes são as obrigações e dívidas do negócio que devem ser quitadas  em um curto espaço de tempo. Essas despesas são pagas com os ativos disponíveis ou por meio de novos negócios e operações. 

Contas a pagar, parcelas, empréstimos e financiamentos são alguns dos exemplos de PC.

Assim, sempre que for necessário realizar o cálculo do capital de giro, lembre-se que o importante é a verba  que será usada nos próximos meses, sem levar em consideração o recurso que está destinado aos débitos do mês atual.  

O cálculo mais comum para resultar no capital de giro é: 

AC – PC = CGL (capital de giro líquido).

Como controlar o capital de giro?

Após entender o que é capital de giro, essa é a hora de saber como controlar esse valor e quais métodos podem ser aplicados para aumentar os ativos da empresa. Confira algumas dicas que podem fazer a diferença no dia a dia: 

Desenvolva um planejamento

É fato que um bom planejamento pode ser a solução para qualquer negócio, afinal, é por meio dessas informações que o fluxo de caixa será mantido, contando com menos imprevistos no futuro.

Esse também é um mecanismo eficiente para que as contas sejam pagas na data correta, melhorando o relacionamento com fornecedores, colaboradores e até mesmo com os clientes. 

Para isso, é preciso ter em mente quais serão os gastos futuros, as entradas e saídas de valores e a redução de custos desnecessários. Aproveite o planejamento para definir quais são os objetivos a médio e longo prazo. 

Confira o estoque

Esse acaba sendo um dos pontos fracos de muitos empreendedores: a atualização do estoque. É fundamental saber como funcionam as vendas e quais itens estão com uma demanda alta. 

Não deixe de analisar a sazonalidade das vendas e os períodos que podem contribuir com um número elevado de pedidos. Assim, será mais fácil pensar em promoções ou até mesmo em reposição, levando em consideração as tendências do mercado. 

A gestão é fundamental, afinal, se todas as dívidas estiverem pagas e sobrar pouco dinheiro, não será possível comprar mais produtos e o estoque precisa estar em dia, com todas as opções disponíveis. É essencial encontrar o equilíbrio na quantia adequada, avaliando os dados e mantendo a atualização.

Conte com um sistema de cobrança eficiente

Muitos empreendedores acabam deixando de lado a comunicação com o cliente, principalmente nos momentos de cobrança. O resultado: pagamentos atrasados e a falta de uma gestão de cobrança

Para que esse não seja o cenário do seu negócio, escolha um sistema que seja capaz de avisar os consumidores sobre a data de vencimento, por meio de mensagens de cobrança. A plataforma também deve disponibilizar outras funções, como a diversificação nas formas de pagamento e a opção de um cartão de crédito sem taxas. 

Quer aprender mais? Continue aqui no blog e leia nosso conteúdo completo sobre gestão financeira!

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