Venda no cartão: vale a pena para pequena empresa?

 

Cada empresa tem suas necessidades conforme seu tamanho e sua área de atuação. Apesar disso, há um aspecto que costuma se repetir na maioria delas: a escolha pela venda no cartão.

Já faz um bom tempo que o dinheiro está perdendo o seu posto de principal forma de pagamento. Por que isso está acontecendo? Podemos elencar 2 motivos principais:

  • o 1º é a questão da falta de segurança em andar com dinheiro vivo;
  • o 2º é a vantagem que o cartão magnético oferece tanto para o cliente quanto para o empresário.

E, ao contrário do que muitos microempresários possam imaginar, esses benefícios também podem ser sentidos nos pequenos negócios, sejam eles uma loja de bairro ou até mesmo um profissional autônomo.

Se você fica com um pé atrás quando pensa em autorizar as vendas no débito ou no crédito, então este post vai te ajudar. Confira quais são as vantagens, as desvantagens e a importância de permitir a venda no cartão magnético:

Prós e contras de aceitar o cartão como forma de pagamento

Uma pesquisa divulgada pelo Sebrae–SP mostrou que 39% dos micro e pequenos empresários aceitam os cartões de crédito e débito nas suas vendas. Será que isso significa que você também deve oferecer essa opção para os seus clientes?

Para responder a essa pergunta, é importante compreender o perfil dos consumidores que você atende. Eles têm o hábito de perguntar sobre a possibilidade de pagar com cartão? Se sim, então é muito importante que você pense no assunto.

Outro detalhe que você precisa avaliar é o perfil do negócio. Afinal, nem tudo o que funciona para uma empresa dará certo na outra.

Por isso, listamos os prós e os contras do uso do cartão magnético para você tomar uma decisão mais consciente. Acompanhe:

Os benefícios

Um cliente pede para você parcelar uma compra. Como a sua empresa tem um sistema de crediário próprio, você aceita e faz o pedido contando com o comprometimento do consumidor. No entanto, ele para de pagar na 3ª parcela e some sem deixar pistas. O que você faria em uma situação dessas?

Com o uso de um cartão, você não precisaria fazer nada. Nesses casos de inadimplência, quem assume a responsabilidade é a operadora.

Outra vantagem que não pode passar batida é a do crescimento nas vendas. Hoje em dia, muitas pessoas andam somente com o cartão na carteira. Ou seja: quando elas entram em um comércio, as únicas opções de pagamento são no débito ou crédito. E, se você não oferecer nenhuma das 2, certamente perderá a venda.

Quem aceita o cartão como forma de pagamento aproveita todas as oportunidades de negócio que aparecem. Essa possibilidade reflete positivamente no volume de vendas e na satisfação dos clientes.

Veja a seguir outros benefícios que a sua empresa terá ao aceitar os cartões de crédito e débito:

Mobilidade no pagamento

As máquinas sem fio possibilitam que você efetue a venda onde quer que esteja, na sua empresa ou na casa do cliente. Se você utilizar o serviço de motoboy para entregas, poderá deixar uma máquina portátil com ele para acelerar o pagamento e, assim, vender mais.

Facilidade no controle de vendas

Você sabe quanto vendeu no mês passado? É importante ter essa informação atualizada para conhecer o fluxo de caixa da empresa.

Se você anota tudo sozinho, pode ser que, em algum momento, deixe uma venda escapar e depois não consiga se lembrar do valor ou da forma de pagamento.

Quando você utiliza uma máquina para cartão, por outro lado, pode ficar tranquilo: todas as vendas realizadas nessa ferramenta estarão relacionadas em um mesmo lugar.

Assim, você só precisará somar as vendas no cartão com as em dinheiro para descobrir quando foi seu rendimento.

Competitividade a seu favor

Conquistar e manter uma carteira de clientes é uma tarefa complicada para quem dirige uma pequena empresa. No entanto, quanto mais opções você tiver, mais vezes os clientes comprarão na sua empresa.

É por isso que a aprovação de compras no débito e no crédito precisa ser considerada com atenção. Se você não permitir que os seus clientes paguem com cartão, outras empresas farão isso e você terá menos clientes fechando negócio.

Possibilidade de oferecer mais com menos

O uso da maquininha não intensificará apenas a venda no cartão. Com ela, você poderá administrar e receber o pagamento de vales-refeição ou alimentação, dependendo do seu comércio, e fazer recargas de celular, por exemplo.

Isso significa que, com um único objeto, você terá diversas maneiras para otimizar a renda da sua empresa.

Os malefícios

Nem tudo é perfeito quando o assunto é a autorização da venda no cartão. Mesmo com as vantagens, existem alguns pontos negativos aos quais você deve prestar a atenção para não se arrepender no futuro.

Um deles é a questão do custo para manutenção da máquina. Depois de pagar pelo equipamento, você precisará desembolsar uma quantia mensal para mantê-lo funcionando perfeitamente.

O valor não costuma ser muito alto, mas, de qualquer forma, deverá entrar na sua lista de contas a pagar.

Confira abaixo outras desvantagens da utilização do cartão como forma de pagamento:

Necessidade de aumento no capital de giro

Para que o uso da máquina realmente dê lucro, é importante que você mantenha um bom controle sobre o capital de giro. Isso porque as empresas que administram esse serviço têm prazos distintos para cada forma de pagamento.

As compras feitas no débito à vista, por exemplo, caem na conta do empresário no dia útil seguinte. Por outro lado, as compras no crédito podem levar mais de 30 dias para se transformar em dinheiro para você.

Sendo assim, é fundamental ter a consciência de que uma venda no crédito realizada hoje não será revertida em faturamento automaticamente.

Antecipar o pagamento requer taxas extras

Existe a possibilidade de você solicitar o adiantamento das vendas parceladas caso seu capital de giro não esteja tão alto. Contudo, esse procedimento não sairá de graça. Se você optar por adiantar um recebimento, saiba que o valor será um pouco menor do que a venda realizada devido à taxa paga pelo procedimento.

Custos não podem ser repassados ao consumidor

Essa é uma tática comumente utilizada quando o valor da matéria-prima ou qualquer outro custo operacional sobre para o microempreendedor. Só que, no caso das tarifas, quem paga é o empresário.

Essa é mais uma razão que evidencia a importância de analisar a saúde financeira antes de adotar a venda nos cartões magnéticos.

O risco de fraude existe

Você se livra da dor de cabeça de cheques devolvidos, mas tem que lidar com outro problema: a fraude na utilização dos cartões. Se uma pessoa aprovar uma compra utilizando um cartão roubado ou clonado, esse valor será estornado do cartão e, consequentemente, das suas contas a receber.

Para ficar mais tranquilo e evitar esse problema para você e seu cliente, peça o documento de identidade ao portador do cartão e confira se o nome impresso nos documentos. É uma atitude simples, porém extremamente útil.

As taxas do cartão para débito e crédito​

Para ter acesso a uma máquina que aceite os cartões magnéticos, você terá que desembolsar um valor a mais da sua renda. Além da manutenção, existe uma taxa específica para cada transação realizada.

Você poderá escolher um dos seguintes tipos de máquina: a que funciona somente para débito, somente para crédito ou a que aprova ambos. É interessante esclarecer essa questão, pois muitos acham que todas as máquinas disponibilizam 2 funções, o que não é verdade.

Antes de qualquer coisa, analise o comportamento do seu cliente para decidir qual máquina vai adquirir. Você pode fazer isso com uma pesquisa de satisfação a cada finalização de compra ou, então, apenas contabilizando o número de pessoas que questionam sobre a maquininha durante um período de 3 meses, por exemplo.

O próximo passo é estimar quanto você vai pagar apenas com as taxas. O preço muda de acordo com a administradora do cartão, mas, no geral, os gastos serão assim:

Venda no cartão de débito

Dependendo do modelo da máquina (que você verá com mais detalhes neste post), a taxa para o empresário poderá ir dos 2% para os 3%. Ou seja: quando você passar uma venda de R$ 300,00 no débito, pagará a quantia de R$ 6,00 de taxa para as máquinas que cobram 2% e de R$ 9,00 para as que cobram 3%.

Venda no cartão de crédito

Você terá 2 tipos de taxas nessa modalidade. Para as vendas realizadas no crédito à vista a porcentagem paga varia entre 2,5% e 4%. Isso quer dizer que, quando você passar uma venda de R$ 500,00 no crédito à vista, poderá pagar de R$ 12,50 a R$ 20,00 apenas de taxa de transação.

Entretanto, quando a compra é parcelada em 2 ou mais vezes, o empresário paga uma taxa pela transação e outra por cada mensalidade. Tendo em mente as diferenças entre as operadoras, o valor pode ficar na faixa dos 3% e 12%.

A importância de aceitar o cartão

A maneira como os clientes decidem vem mudando bastante nos últimos tempos. Mesmo com essas transformações, alguns empresários optam por manter as coisas como estão por não ver a urgência na atualização das relações de consumo.

Se você é um deles, saiba que essa atitude pode estar te impedindo de alavancar no mercado. Isso porque uma empresa de sucesso, principalmente aquelas que estão em fase de crescimento, precisam acompanhar e atender ao que o mercado e os seus consumidores pedem.

Caso contrário, há o risco da concorrência te passar para trás e você perder a chance de explorar ao máximo o potencial da sua empresa.

Quer ver como a tecnologia vai melhorar os seus resultados? Confira a seguir algumas justificativas difíceis de contestar:

Você aproveitará a empolgação do cliente

Vamos imaginar que você está conversando com um cliente em potencial sobre os benefícios que seu produto/serviço proporciona. O consumidor fica animado e decide comprar — porém, só pode pagar no cartão e você não tem uma máquina.

Será que essa pessoa vai sacar o valor só para não perder a oportunidade? O mais provável é que ela agradeça pela oferta e vá embora. E você perde uma chance de ouro. Por esse motivo, aceitar o pagamento em cartão garantirá mais vendas para o seu negócio.

Daí você pensa: “ah, mas isso não vai acontecer agora! Afinal, o país está em crise e ninguém está comprando”. É aí que você se engana. De acordo com um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 33% dos consumidores brasileiros fazem compras por impulso.

A oportunidade é real. Basta que você esteja preparado para ela.

Você não terá problema com troco

O uso de cartões para transportar dinheiro é uma realidade tão presente que é cada vez mais difícil ter troco. Só que você deve devolver o valor correto para o cliente, independentemente de ele pagar uma compra de R$ 10,00 com uma nota de R$ 50,00 ou de R$ 100,00.

Com uma maquininha, você não precisará se preocupar tanto com troco. Se você mantiver uma pequena quantidade de moedas e notas de R$ 5,00 ou de R$ 2,00, será o suficiente.

Você e seu cliente estarão mais seguros

Além das pessoas estarem mais receosas em andar com dinheiro na rua, o fato de você permitir o pagamento no cartão garantirá segurança para o seu negócio.

Quanto mais você realizar transações na maquininha, menos perderá em casos de assalto. Afinal, você terá apenas um valor simbólico para a compra de itens de escritório, de limpeza e para o troco.

É sempre bom ter mais de uma opção

Nenhum cliente gosta de se sentir encurralado ou forçado a fazer algo. Se a sua empresa não aceita o pagamento no cartão, isso poderá ser visto com maus olhos pelos consumidores.

Sendo assim, mesmo que seu cliente pague em dinheiro, ele ficará satisfeito em saber que, mesmo quando estiver despreparado, poderá fazer uma compra no cartão. Acredite: a diversificação na forma de pagamento funciona como um impulsionador de vendas.

O parcelamento continua sendo o queridinho dos clientes

A pesquisa do SPC Brasil e do CNDL também destaca a preferência pelo parcelamento: 42% dos consumidores entrevistados disseram que preferem pagar em 2 ou mais vezes do que perder a oportunidade de comprar, sobretudo quando eles sabem que o valor está mais barato do que o praticado em outros estabelecimentos.

Por isso, mesmo que na pesquisa interna os clientes não demonstrem um interesse direto pelo parcelamento, deixar de oferecer essa opção pode te privar de uma venda incrível. Você está disposto a arriscar?

As taxas podem até não pesar muito

Colocando na ponta do lápis, é bem capaz de você perceber que as taxas não atrapalham tanto no seu faturamento.

Vamos imaginar que você vendeu R$ 10 mil no mês passado. Depois de adquirir uma máquina para receber pagamentos no débito, você alcança R$ 20 mil de faturamento no mesmo período, com um desconto de R$ 600,00 de taxa de transação.

Ainda assim, o seu lucro seria de R$ 19,4 mil. Você conseguiria um resultado similar aceitando apenas dinheiro?

Redução de erros no controle do caixa

Chega mais um final de expediente e você senta com o operador do caixa para fazer o balanço do dia. Ao somar as notas emitidas e compará-las com o dinheiro em caixa você percebe que faltam R$ 200,00 para a conta fechar. Como você vai reaver essa quantia?

Quem passou por uma situação como essa sabe que ela pode ser muito prejudicial para o negócio. Não somente pelo valor em si, mas, acima de tudo, pelo relacionamento entre você e seu funcionário, que certamente ficará desestabilizado.

Para os que cuidam de tudo sozinho, é fundamental ficar atento a possíveis erros, porque eles podem acontecer e, se isso se confirmar, o prejuízo será certo.

Como escolher a melhor máquina para sua empresa

Existe uma série de máquinas disponíveis no mercado, e saber como escolhê-las é essencial para garantir o melhor custo-benefício para o seu negócio.

Depois de averiguar o fluxo de vendas da empresa e a preferência dos clientes, é chegada a hora de decidir qual será o parceiro nessa empreitada.

Confira abaixo quais aspectos você deve considerar antes de bater o martelo:

Verifique qual é o modelo ideal

Você encontrará 3 distintos:

  • o convencional, que é ligado às redes telefônica e elétrica;
  • o sem fio, que se conecta com a rede Wi-Fi;
  • e o leitor de celular, que funciona como um aplicativo por meio de Bluetooth.

Para decidir pelo modelo, analise a estrutura da sua empresa. Se você atende apenas em um endereço, pode ser que o convencional seja o mais adequado. Em contrapartida, se você costuma visitar os clientes pessoalmente, pode ser que o sem fio seja a opção mais adequada.

Coloque os benefícios na balança

Cada modelo de máquina tem recursos específicos que valem ou não o seu preço — tudo dependerá do que você precisa.

Por exemplo: você decide adquirir a máquina convencional, que usará mais da rede elétrica, mas que, em compensação, aceita um número maior de bandeiras e ainda aceita recargas de celular. Com essa variedade, você neutraliza o valor gasto com a energia e potencializa a margem de lucro.

A máquina com leitor de celular não oferece essas vantagens, e você pode perder vendas pelo fato dela abranger menos bandeiras.

Decida entre o aluguel ou a compra do equipamento

Não são todas as máquinas que estão disponíveis para venda. A convencional é a única das 3 que só pode ser alugada. Além disso, elas também exigem um valor de adesão que pode ser um pouco mais salgado do que nas demais.

Caso você queira pagar pelo equipamento de uma vez, sua melhor alternativa será o leitor de cartão. Com ele seu gasto ficará na média dos R$ 400,00 e haverá apenas as taxas das transações, conforme falamos neste post.

As máquinas com Wi-Fi também não são alugadas. Porém, seu valor pode ser um dos mais caros. Se você quiser um equipamento com a possibilidade de envio do comprovante por SMS, por exemplo, poderá desembolsar a quantia de R$ 800,00.

Pesquise pela operadora com valor mais acessível

As empresas responsáveis pelo oferecimento e pela administração da venda no cartão trabalham com valores bem diferentes. Para citar um exemplo: a Cielo cobra um valor de credenciamento de R$ 70,00, aproximadamente, e de R$ 140,00 para a mensalidade da máquina fixa.

Quanto às taxas de transação, a operadora se baseia no segmento de atividade da empresa para definir um valor. Para os que têm uma padaria, a taxa de vendas a crédito é de 4,2%, sendo que em supermercados e em restaurantes a porcentagem é de 2,9% e 5%, respectivamente.

A Bin é outra administradora que faz valores diferenciados dependendo do setor. As padarias pagam uma taxa de 3,2%, os supermercados, de 2,5% e os restaurantes, de 3,5%.

Por todas essas variantes, e também dos recursos que cada uma oferece, é interessante que você pesquise e negocie com a administradora em questão para que o investimento caiba perfeitamente no seu bolso.

Apesar de muitos empresários serem avessos a gastarem dinheiro, quando o assunto é o progresso empresarial, uma regra permanece absoluta: é preciso investir hoje para ganhar mais no futuro.

Aliás, essa é uma lei aplicável em todas as esferas da nossa vida. Pense em como você chegou até aqui: você precisou gastar para comprar a casa onde mora, para assistir aos seus jogos preferidos aos fins de semana e para oferecer uma maior qualidade de vida para os seus filhos.

Da mesma maneira, a sua empresa precisa de investimento para que ela cresça e conquiste cada vez mais clientes.

Se você quer potencializar seu faturamento, analise a viabilidade da venda no cartão considerando todas as informações que destacamos aqui. Quanto mais consciente você for na sua decisão, maior será sua satisfação a curto, médio e longo prazos.

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O Autor
Vice-presidente no Asaas
Gerar boleto

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