Veja como se proteger dos vírus que alteram boleto bancário!

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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) decidiu acabar definitivamente com os boletos sem registro. Essa determinação vem com o objetivo de diminuir os pagamentos por esse meio, devido ao problema com fraudes causadas por um vírus que altera os boletos bancários, fazendo com que o pagamento realizado vá direto para o bolso dos golpistas.

Quer entender como funcionará o novo tipo de boleto? Continue lendo este artigo!

O que provocou essa mudança?

Essa medida, que pode aumentar os custos e o gerenciamento de cobranças para as empresas, foi tomada com base na segurança dos clientes. Os boletos comuns (sem registro) serão emitidos até o mês de janeiro de 2017. Mas existe a previsão da migração completa para os boletos registrados para dezembro de 2016.

Atualmente, os boletos bancários representam aproximadamente 15% dos pagamentos das lojas virtuais e são um meio de pagamento aceito por, praticamente, todos os vendedores. A nova medida vem para coibir as extensas fraudes ocorridas pelo vírus que altera o boleto bancário e causa enormes prejuízos, tanto para clientes quanto para lojistas.

Porém, com essa mudança, comprar via boleto bancário irá gerar um custo extra para as lojas, que repassarão esse valor aos clientes, que podem pagar até R$5 por boleto emitido. Cada boleto deverá ser pago pela loja, mesmo que o cliente faça a compra e desista da mesma, não efetuando o pagamento. Esse processo poderá gerar um imenso prejuízo para as lojas virtuais menores, que precisarão pensar em seus modelos de recebimento, a fim de evitar prejuízos e pagamentos de taxas extras.

Boleto sem registro x boleto registrado

Para compreender melhor essa mudança, é interessante destacar as diferenças entre esses dois tipos de cobrança: o boleto sem registro é enviado diretamente para que o cliente faça o pagamento. Essa emissão não passa pelo registro do banco, a menos que o pagamento seja realizado. Para as lojas virtuais, essa é uma vantagem, uma vez que elas não pagam a taxa de emissão de boletos, a menos que seja realizado pelo cliente no banco.

Já no caso do boleto registrado a regra é diferente: primeiramente, o lojista deve enviar um arquivo para o banco, que já cobra imediatamente uma taxa. Isso é complicado para quem vende, já que a pessoa paga o valor no momento da emissão do boleto registrado e não na finalização da compra. Esse processo torna a transação mais cara, porém, evita as fraudes causadas pelo vírus que altera os boletos bancários.

Por outro lado, o boleto registrado tem como vantagens a gestão da carteira de clientes do lojista (ou seja, quem pagou e quanto pagou). Torna-se mais simples elaborar relatórios de vendas e de gestão e há mais segurança e comodidade na transação eletrônica, já que os boletos podem ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado), mesmo após o vencimento.

Opções ao boleto registrado

Como essa nova modalidade de boleto eleva o custo para as lojas virtuais (especialmente as menores), muitos optam por ofertar outros meios de pagamento aos seus clientes. Como o pós-pago para as compras virtuais, que também é seguro, mas tem um custo-benefício mais interessante para os lojistas. Além do mais comum de todos, que é o pagamento via cartão de crédito ou débito.

Acha que o boleto bancário registrado diminuirá as fraudes causadas pelo vírus que altera boleto bancário? Ou outros meios de pagamento podem ser mais interessantes? Deixe o seu comentário e até o próximo post!

O Autor
Vice-presidente no Asaas
Gerar boleto

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