Modelos de negócios para saas

modelo de negócioA vida de qualquer empresa depende, substancialmente, do faturamento dela. Startups, em especial, podem viver por muito tempo sem faturamento, apenas com o dinheiro de investidores. Mas são casos especiais em que, mesmo sem qualquer garantia, ainda estão procurando um modelo de negócios.

Modelo de negócios é a forma pela qual uma empresa cria valor para os seus principais públicos. É através dele, também, que é possível definir se uma empresa possui viabilidade econômica ou não. Basicamente, modelo de negócios é a forma como uma empresa irá ganhar dinheiro com seu produto ou serviço.

Para empresas que trabalham com venda de software as a service, o popular saas, há uma infinidade de modelos de negócios para serem explorados. O modelo de assinantes, muito utilizado, é apenas uma das maneiras de se conseguir faturamento. Abaixo listamos mais alguns para você decidir qual o melhor modelo para a sua startup:

Utilizando assinaturas

Modelo muito popular entre startups de saas, as assinaturas funcionam bem para qualquer tipo de negócio, mas isso não significa que seja o modelo ideal. Este modelo consiste em entregar acesso à funcionalidade de acordo com o valor que está sendo pago mensalmente. Facilita bastante disponibilizar algo grátis que sirva como um aperitivo para o cliente.

Há dois fatores que complicam este modelo: saber escolher quais funcionalidades pertencerão a cada um dos planos e trabalhar com conversões pequenas: escolher o que é fundamental para que o usuário se interesse a trocar para um plano pago ou fazer um upgrade do plano atual. O Dropbox, por exemplo, oferece mais espaço para quem paga mais. Já outros serviços, como Wufoo (gerador de formulários) ou TypePad (serviço para blogs), oferecem mais funcionalidades em modelos pagos do que nos modelos grátis.

Outro problema no modelo de assinaturas é que a porcentagem de conversões é baixa. Ou seja, em geral, apenas 5% do total de assinantes gratuitos se tornam assinantes pagos. Dessa forma, você precisa se preocupar em ter uma base grande de usuários grátis para que seu faturamento dê conta de manter toda a empresa.

Cobrança por quanto foi consumido

Outro modelo que está se popularizando rapidamente é o pagamento pelo quanto o seu cliente consome. Neste caso, também é comum que a empresa ofereça um período gratuito e depois cobre o quanto for consumido.

A Amazon AWS, divisão de servidores da gigante da web, trabalha exatamente dessa forma. Enquanto você ficar dentro da cota de tráfego, você não pagará nada pelo serviço. Se extrapolar a cota, ao invés de pagar um valor de mensalidade, irá pagar apenas o quanto consumiu.

Este modelo é excelente para empresas cujos serviços possam ser estimados precisamente, como o caso do tráfego da AWS.

Venda através de sua API

Recentemente o Twitter anunciou que iria limitar que sua API fosse usada para mais de 100 mil requisições por mês. Esta é uma clara estratégia de tentar faturar dinheiro baseado na enorme base de usuários que eles possuem. Mesmo não tendo uma base tão grande, esta pode ser uma boa estratégia para a sua empresa.

Quando você cria uma API e permite que outras empresas a utilizem você constrói uma relação de dependência. Aproveite-se disso para limitar o número de requisições na sua API e cobre pelo que ultrapassar.

Considere oferecer serviços gratuitamente

Por mais que tenhamos falado nos últimos parágrafos sobre modelo de negócios para saas, você pode considerar não ter um modelo e oferecer seus serviços de forma gratuita. De qualquer maneira, você precisará gerar valor de algum outro jeito, seja por anúncios, eventos ou até mesmo vendendo conteúdo, como palestras, e-books e vídeos.

É uma estratégia arriscada e pode dar errado. Porém, se você confia que seu serviço terá mais tração sendo grátis, vá em frente.

É fundamental saber onde sua empresa está criando valor. Seja por meio de assinaturas, venda por demanda, API ou mesmo sendo gratuita e tendo anúncios no meio do serviço. O que não pode acontecer é você se tornar escravo de um modelo e levar sua empresa ao fundo do poço tentando prová-lo.

Startups vivem de testar hipóteses. Portanto, teste alguns modelos, veja qual deles se encaixa melhor no seu serviço, entenda o que o mercado está fazendo, como seus clientes pensam. O modelo de negócio deve ser baseado em uma conjuntura de fatores, não apenas no que sai da cabeça do empreendedor.

Bons negócios!

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