Automação financeira

Como evitar golpes na Black Friday e ter compras seguras

Publicado em . Atualizado em
Por Aline Steinwascher . Tempo de leitura: 25 mins
Mão mexendo em notebook com tela escrito “Black Friday”. A pessoa está desconfiada se são golpes da Black Friday ou ofertas legítimas.

Todo mês de novembro, o comércio digital brasileiro entra em contagem regressiva para um dos períodos mais intensos do ano, a Black Friday. São semanas de expectativa, carrinhos cheios, descontos tentadores e uma enxurrada de anúncios por todos os lados.

Mas, junto com a empolgação, também chega o alerta de golpes na Black Friday, que cresce a cada ano, e os criminosos estão cada vez mais sofisticados. Como Chief Legal and Risk Officer do Asaas, acompanho de perto a forma como o comportamento de consumo e os crimes digitais evoluem.

A Black Friday é um dos momentos mais vulneráveis para o consumidor e também para as empresas. E entender como esses golpes acontecem é o primeiro passo para se proteger. Nesse artigo especial, entrevistei a Larissa Oliveira, especialista em Chargeback do Asaas , para trazer dicas de segurança nas compras.

A promessa dos grandes descontos na Black Friday e seus perigos

A Black Friday chegou ao Brasil em 2010 e rapidamente se consolidou como um dos eventos comerciais mais esperados do ano. A ideia era oferecer grandes descontos em um único dia. Hoje, o evento se estende por semanas, e é justamente aí que mora o risco.

Projeções da Confi com E-commerce Brasil afirmam que o comércio eletrônico brasileiro deve movimentar cerca de R$ 13,3 bilhões durante o evento de compras este ano, um crescimento de cerca de 20% em relação a 2025, que faturou por volta de R$ 11 bilhões.

Com tantas promoções, notificações e mensagens chegando de todos os lados, é fácil baixar a guarda. O consumidor está ansioso, comparando preços e tentando garantir o melhor negócio possível.

Banner BaaS

E é nesse momento de pressa que os golpistas agem.

Muitas vezes, os golpes não parecem nada óbvios. Uma página quase idêntica ao site oficial de uma marca, um boleto aparentemente legítimo ou uma mensagem convincente no WhatsApp. Basta um clique para que seus dados sejam comprometidos.

Diante desse cenário, Larissa alerta:

“O conhecimento é a sua melhor defesa. Saber identificar os principais golpes é fundamental para aproveitar as promoções sem cair em armadilhas”.

Quais são os golpes na Black Friday mais comuns?

Agora, quero te explicar como os cinco golpes digitais mais comuns da Black Friday funcionam na prática e, mais importante, como se proteger de cada um deles.

Mas, antes de irmos direto à lista, vale reforçar que os golpes de hoje não são mais amadores. Segundo Larissa, eles evoluíram junto com o avanço do próprio e-commerce.

Sites falsos estão mais bem feitos, mensagens de phishing parecem legítimas e até os boletos fraudulentos têm um nível de detalhamento que engana até os mais atentos.

Eu vejo diariamente o impacto que essas fraudes podem causar, tanto para os consumidores quanto para as empresas. A dor é do cliente, que perde dinheiro e confiança, e do lojista, que, mesmo sendo vítima indireta, sofre com a perda de credibilidade.

Por isso, mais do que listar golpes, o intuito é te ajudar a desenvolver um olhar mais atento.

Agora sim, vamos aos golpes na Black Friday mais comuns citados pela Larissa e o que você precisa observar em cada um deles.

1. Golpe do site falso (que imitam grandes varejistas)

Esse talvez seja o golpe mais conhecido e, ainda assim, continua sendo um dos mais eficazes.

Criminosos criam páginas praticamente idênticas às de lojas conhecidas, com logotipo, layout e até avaliações falsas. A diferença está no endereço. Um pequeno erro de digitação, um domínio diferente ou um link patrocinado suspeito.

Esses sites falsos aparecem em buscas, redes sociais e até em anúncios pagos. Ao comprar por eles, o consumidor fornece seus dados pessoais e financeiros diretamente aos golpistas.

Para evitar o Golpe do Site Falso, Larissa reforça que essas práticas são indispensáveis:

  • Confira o endereço completo do site antes de inserir dados;
  • Desconfie de domínios diferentes do oficial na URL, mesmo que a diferença pareça pequena.

Se eu posso te dar uma dica, é para não confiar só no cadeado: o https mostra que a conexão é criptografada, não que a loja é verdadeira. Confira também o domínio, o CNPJ e o endereço, que o Decreto 7.962/2013 obriga as lojas virtuais a exibir.

A recomendação é simples, mas eficaz: digite o endereço da loja direto no navegador em vez de clicar em links recebidos por mensagem ou redes sociais.

O golpe de phishing é um clássico do mundo digital e, na Black Friday, ele ganha força.

Larissa explica que o consumidor recebe um e-mail, SMS ou mensagem em redes sociais com uma oferta irresistível, um cupom de desconto exclusivo ou até um aviso de “pedido pendente”.

Ao clicar, é redirecionado para uma página falsa, onde seus dados são capturados.

Em outros casos, o link baixa um arquivo malicioso, capaz de roubar informações sigilosas armazenadas no dispositivo.

Essas são as formas mais assertivas para evitar esse golpe:

  • Não clique em links enviados por remetentes desconhecidos;
  • Desconfie de mensagens que geram senso de urgência (“últimas horas”, “últimas unidades”);
  • Acesse sempre o site da loja digitando o endereço manualmente;

Lembre-se de que nenhuma loja confiável envia links pedindo atualização de dados pessoais ou bancários.

3. Golpe das falsas centrais de atendimento

O golpe das falsas centrais de atendimento se baseia na confiança. O golpista se passa por um atendente oficial da loja, muitas vezes usando o mesmo nome, o mesmo tom de voz e até o mesmo número de WhatsApp (ou um número muito parecido).

Ele entra em contato dizendo que houve um erro no pedido, que é preciso confirmar dados, ou que há um pagamento pendente.

A conversa é convincente, e o cliente, acreditando estar resolvendo um problema real, acaba compartilhando informações sensíveis, ou realizando um pagamento indevido.

Larissa reforça que essa é uma tática que explora o impulso de resolver rapidamente uma situação. Por isso, respire antes de agir. Um minuto de atenção pode te poupar muito prejuízo.

Além disso, aja da seguinte maneira:

  • Desconfie de contatos não solicitados;
  • Nunca forneça senhas ou dados de cartão por telefone ou mensagem;
  • Entre sempre em contato pelos canais oficiais da loja (e nunca o contrário);
  • Se algo parecer estranho, finalize o contato e acesse o site oficial da marca.

Aprenda mais sobre: golpes no cartão.

4. Golpe do boleto falso

Com o aumento das compras online, o boleto bancário segue sendo uma opção comum, especialmente para os desbancarizados e os que preferem pagar à vista.

Mas, durante a Black Friday, muitos consumidores acabam pagando boletos falsos, enviados por e-mail, WhatsApp ou até pelo próprio site clonado.

Esses boletos redirecionam o valor pago para contas de criminosos, e a vítima só percebe o golpe quando o produto não chega.

Essas são as dicas mais indicadas para evitar o golpe do boleto falso:

  • Confira sempre se o beneficiário do boleto é o nome da loja;
  • Pague apenas boletos emitidos dentro do site oficial;
  • Verifique o CNPJ do recebedor e o valor do documento;
  • Evite reenviar boletos por aplicativos de mensagem. Prefira sempre o acesso direto pela plataforma da loja.

Leia mais em: como saber se o boleto é falso?

5. Como evitar golpes com Pix na Black Friday?

O golpe do Pix na Black Friday acontece quando o consumidor paga uma chave ou QR Code que não pertence à loja. Como o valor cai na hora, o golpista movimenta o valor em minutos. Por isso, gere o Pix só no checkout oficial e confira o nome do recebedor.

O Pix é seguro como meio de pagamento. O risco não está na tecnologia, e sim em para quem você transfere.

Na Black Friday, esse golpe costuma aparecer de três formas: a loja falsa só aceita Pix e anuncia preços muito abaixo do mercado, um suposto vendedor oferece um “desconto extra” para quem pagar por uma chave enviada no WhatsApp, fora do site.

Ou, ainda, o QR Code ou o código copia e cola está adulterado, que direciona o dinheiro para a conta do criminoso. Em todos os casos, a vítima só percebe o golpe quando o pedido não chega.

Para conhecer outras variações, veja como identificar um Pix falso.

Essas são as práticas que ajudam a evitar o golpe do Pix:

  • Gere o Pix apenas na página de pagamento do site ou do app oficial da loja;
  • Antes de confirmar, confira se o nome e o CNPJ do recebedor que aparecem no app do banco são da loja;
  • Desconfie de chaves enviadas por WhatsApp, e-mail ou redes sociais, principalmente se forem CPF ou celular de uma pessoa física;
  • Não aceite “desconto extra” para pagar fora do checkout;
  • Nunca faça a transação para “liberar” um pedido, pagar um frete extra ou confirmar uma compra que você não reconhece.

Se o nome que aparece na tela do banco não é o da loja, cancele a transação. Esses segundos de conferência são o que separa uma compra segura de um golpe.

6. Golpes via WhatsApp e redes sociais

Com o aumento das vendas via chat, surgiram também os golpes por aplicativos de mensagens. Os criminosos se passam por lojas conhecidas ou até por amigos e familiares, enviando links promocionais, cupons falsos ou ofertas milagrosas.

O apelo emocional é forte: “Olha essa promoção que achei pra você”, “Essa loja tá com 80% de desconto hoje!”. Basta um clique para cair na armadilha.

Larissa reforça que é preciso seguir as seguintes recomendações:

  • Não compartilhe dados pessoais em grupos de promoções;
  • Nunca clique em links recebidos por WhatsApp sem confirmar a origem;
  • Verifique sempre o número oficial da loja e busque o selo de verificação;
  • Desconfie de qualquer pedido de pagamento fora do ambiente da loja virtual.

A regra de ouro é simples: se a comunicação não veio por um canal oficial, não confie.

GolpeComo funcionaSinal de alertaComo se proteger
Site falsoCopia o visual de uma loja conhecida em outro domínioEndereço com letra trocada ou extensão diferente; preço muito abaixo do mercadoDigitar o endereço da loja; conferir CNPJ e endereço no rodapé
Phishing e links falsosE-mail, SMS ou mensagem com cupom ou “pedido pendente” leva a página falsaUrgência (“últimas horas”), remetente desconhecido, pedido de dadosNão clicar; acessar a loja pelo app ou site oficial; ativar autenticação multifator
Falsa central de atendimentoGolpista se passa pela loja e cita erro no pedido ou pagamento pendenteContato que você não pediu; pedido de senha, código ou novo pagamentoEncerrar o contato e falar com a loja pelos canais oficiais
Boleto falsoBoleto adulterado direciona o pagamento ao golpistaBeneficiário ou CNPJ diferentes da loja ou do intermediário dela; boleto enviado por mensagemPagar só boletos gerados no site oficial; conferir CNPJ e valor
Pix fora do checkoutChave ou QR Code enviados por mensagem, com “desconto extra”Recebedor pessoa física ou nome diferente da lojaGerar o Pix só dentro do site ou app; conferir o nome antes de confirmar
WhatsApp e redes sociaisPerfil falso de loja ou de conhecido envia link de ofertaNúmero sem selo de verificação; desconto fora do padrão (ex.: 80%)Confirmar o número oficial no site da loja; não pagar fora da loja virtual
Golpes na Black Friday mais comuns.

Golpes na Black Friday também acontecem em lojas legítimas?

Durante a entrevista, Larissa reforçou que um ponto importante, e pouco falado nesse período, é que nem todo problema na Black Friday é causado por criminosos.

Algumas lojas legítimas usam estratégias questionáveis, que podem confundir ou prejudicar o consumidor. Não são fraudes, mas são práticas que exigem atenção:

  • Aumento de preços antes da Black Friday: produtos com valores inflados dias antes, apenas para parecerem com grandes descontos no dia do evento;
  • Fretes abusivos: promoções irresistíveis, mas com custos de entrega tão altos que anulam o desconto;
  • Mudanças de preço no carrinho: o valor do item aumenta na etapa final da compra;
  • Prazos de entrega excessivos: produtos vendidos com desconto, mas que levam meses para chegar.

Por isso, ela reforça a importância de verificar o histórico de preços, comparar valores e analisar a reputação da loja antes de finalizar a compra.

Dicas para não cair em falsas promoções na Black Friday.

O que fazer se cair em um golpe na Black Friday?

Se você caiu em um golpe na Black Friday, aja rápido e avise o banco ou o emissor do cartão, guarde comprovantes e conversas e registre um boletim de ocorrência. Quanto antes a instituição for acionada, maior a chance de bloquear o valor e recuperar o dinheiro.

O primeiro impulso costuma ser a vergonha ou tentar resolver com o golpista. Os dois atrasam o que importa: avisar quem pode bloquear o dinheiro.

Assim que perceber o golpe, siga estes passos:

  • Interrompa o contato: não faça novos pagamentos nem envie códigos, mesmo que o golpista prometa devolver o valor;
  • Reúna as provas: comprovantes, prints das conversas, o anúncio e o endereço do site;
  • Acione o banco ou o emissor do cartão: pelo app ou pelos canais oficiais;
  • Registre um boletim de ocorrência: a maioria dos estados aceita o registro online;
  • Troque suas senhas: se digitou dados de login em um site ou link falso.

No Pix, o pedido de devolução é feito pelo MED, o Mecanismo Especial de Devolução do Banco Central, em até 80 dias após a transação. A devolução depende de ainda haver saldo na conta do golpista e não vale para Pix enviado por engano.

No cartão, a contestação com o emissor abre um chargeback. No boleto, não há mecanismo como o MED, e a recuperação é mais difícil.

Se o problema foi com uma loja real, procure primeiro a loja e, sem solução, o Procon ou o consumidor.gov.br. Em compras online, o Código de Defesa do Consumidor garante 7 dias para desistir (art. 49).

Como você pagouPrimeira açãoPrazo / base
PixPedir ao banco a abertura do MEDAté 80 dias da transação; quanto antes, maior a chance de recuperar
Cartão de créditoBloquear o cartão e contestar a compra com o emissorConforme regras do emissor e da bandeira
BoletoAvisar o banco e registrar boletim de ocorrênciaSem mecanismo de devolução automática: agir rápido
Compra em loja legítima com problemaPedir cancelamento à loja; reclamar no Procon ou consumidor.gov.br7 dias para desistência em compra online (art. 49 do CDC)

Agir nas primeiras horas faz diferença: não espere o prazo de entrega vencer para avisar o banco.

A importância da educação digital e da confiança nas transações

No Asaas , acreditamos que a confiança é o ativo mais valioso do ambiente digital.

Por isso, além de desenvolver soluções seguras de pagamento, também investimos constantemente em educação e conscientização, tanto para consumidores quanto para empresas.

Afinal, cada transação é uma relação de confiança. Quando o cliente se sente seguro, ele compra mais, volta a comprar e recomenda. Quando há dúvida, todo o relacionamento é comprometido.

A Black Friday é, sem dúvida, uma oportunidade incrível para o varejo e para o consumidor. Mas, para que essa data continue sendo sinônimo de boas compras, e não de arrependimentos, é fundamental adotar uma postura preventiva.

Seja você consumidor ou empreendedor, entender como esses golpes acontecem é a chave para não se tornar mais uma vítima.

Como lojista, parte essencial dessa proteção está na escolha das ferramentas certas. Usar plataformas financeiras e operacionais confiáveis, como o do Asaas, é uma forma eficaz de reduzir riscos.

A plataforma conta com sistema antifraude avançado, criptografia de ponta e segue os padrões internacionais de segurança PCI DSS.

Isso significa que cada transação passa por múltiplas camadas de verificação, garantindo que os dados sensíveis de clientes e empresas estejam protegidos de ponta a ponta.

Em um cenário em que os golpes se sofisticam a cada ano, tecnologia e confiança caminham lado a lado. E é exatamente isso que defendemos no Asaas. Um ambiente digital mais seguro, transparente e preparado para o futuro.

Abra sua conta digital e comece a usar a API de pagamentos Asaas para usufruir de um gateway de pagamentos seguro na sua loja virtual.

Perguntas frequentes sobre golpes na Black Friday

Promoção enganosa e golpe de loja falsa são a mesma coisa?

Não. Promoção enganosa é uma oferta que induz o consumidor ao erro, como anunciar um desconto calculado sobre um preço artificialmente elevado. Já o golpe de loja falsa envolve uma página criada para receber pagamentos ou capturar dados sem entregar o produto.

Ambos podem causar prejuízo na Black Friday, mas exigem providências diferentes: guarde anúncios e histórico de preços para reclamar de publicidade enganosa ao Procon; se houver suspeita de fraude, preserve também conversas, comprovantes e o endereço do site para comunicar a instituição financeira e registrar ocorrência.

Como perceber se um anúncio de Black Friday usa vídeo ou voz falsa?

Um vídeo ou áudio convincente não prova que uma oferta de Black Friday é legítima. Golpistas podem usar deepfakes, vozes sintéticas e imagens de pessoas conhecidas para divulgar links fraudulentos. Observe se o anúncio promete um preço incompatível com o mercado, exige pagamento imediato ou direciona para um domínio diferente do divulgado nos canais oficiais.

Em vez de confiar apenas no rosto ou na voz, procure a mesma campanha no site ou aplicativo da loja e confira as condições completas. Erros visuais podem ocorrer, mas sua ausência não autentica o anúncio.

Como descobrir se o desconto da Black Friday é real?

Compare o preço final com o histórico do mesmo produto, não apenas com o valor riscado no anúncio. Use uma ferramenta de acompanhamento de preços para consultar registros de semanas ou meses anteriores e confira se o modelo, a capacidade e o vendedor são os mesmos. Inclua frete e taxas na conta: um item anunciado por R$ 900 com R$ 100 de entrega custa R$ 1.000. Salve capturas da oferta e do carrinho.

Essa verificação ajuda a identificar a “metade do dobro”, prática em que o preço sobe antes de um desconto aparente.

Pix, boleto ou cartão: qual pagamento exige mais cuidado na Black Friday?

Os três meios exigem cuidado, mas oferecem formas diferentes de reagir a uma fraude. No cartão, é possível pedir contestação à instituição emissora, sujeita à análise. No Pix, uma suspeita de golpe deve ser comunicada imediatamente ao banco para avaliação pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED); a devolução não é garantida.

No boleto, confira os dados do beneficiário antes de concluir o pagamento, pois recuperar valores pode ser difícil. Em qualquer caso, confirme o recebedor e o valor na tela final: o meio de pagamento não torna uma loja falsa confiável.

Um site com cadeado pode aplicar golpes na Black Friday?

Sim. O cadeado e o HTTPS indicam que a conexão com aquele site é criptografada, mas não comprovam que a loja é verdadeira ou que entregará o pedido. Uma página fraudulenta também pode obter certificado digital. Para avaliar uma oferta de Black Friday, verifique se o domínio pertence à loja pretendida, consulte os dados da empresa e procure reclamações com atenção às respostas e aos padrões relatados.

Confira ainda se o nome do recebedor no pagamento combina com a operação anunciada. Trate o cadeado como requisito técnico básico, nunca como selo de confiança comercial.

Paguei por Pix em uma loja falsa: o que faço agora?

Avise imediatamente a instituição em que você fez o Pix e solicite a abertura de uma contestação por suspeita de fraude via Mecanismo Especial de Devolução (MED). Em geral, o pedido pode ser feito em até 80 dias após a transação, mas agir cedo aumenta a chance de localizar valores. Envie comprovante, chave ou dados do recebedor, endereço da loja e conversas. Registre boletim de ocorrência e preserve as provas.

O MED depende de análise e de recursos disponíveis; não garante reembolso e não se destina a simples desacordos comerciais.

Usei cartão em um site suspeito: devo contestar e bloquear?

Conteste a compra imediatamente com a instituição emissora do cartão se houver suspeita de fraude na Black Friday. Informe o valor, a data e o nome exibido na fatura, e guarde anúncio, pedido e conversas. Se você digitou os dados do cartão em uma página suspeita, peça também o bloqueio ou a substituição do cartão e acompanhe novas transações.

A contestação, frequentemente chamada de chargeback, passa por análise e não garante estorno. Se houve apenas atraso ou problema na entrega, explique esse contexto ao emissor, pois o tratamento pode ser diferente.

Como usar o Asaas para não aceitar comprovantes falsos na Black Friday?

Confirme cada cobrança no painel ou pela API do Asaas antes de liberar o pedido, em vez de confiar em uma imagem de comprovante enviada pelo cliente. Um MEI ou e-commerce pode gerar cobranças por Pix, boleto, cartão ou link de pagamento e associá-las ao número do pedido. Para automatizar a conferência, use notificações por webhook e valide o status atualizado da cobrança no sistema antes de separar o produto.

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Escrito por

Aline Steinwascher

Aline Steinwascher é CLRO do Asaas e especialista em Segurança e Tecnologia. Pioneira em inovação jurídica no Brasil, usa excelência técnica e visão estratégica para transformar o Direito em crescimento. Com vasta experiência em fintechs e cofundadora da Plain, ela garante no Asaas que a tecnologia opere sob um arcabouço legal robusto. Seu propósito é simplificar o Direito. Ela afirma: "Meu propósito é gerar impacto e mostrar que o Direito pode ser simples, estratégico e transformador." Confie na expertise de Aline Steinwascher.

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