Professor particular: quanto devo cobrar pelas aulas?

Professor particular quanto devo cobrar pelas aulas

Decidir quanto valem suas próprias aulas certamente parece uma vantagem, não é mesmo? Mas a verdade é que estabelecer o preço do serviço que você mesmo presta não é uma tarefa tão simples assim. E quando o que é comercializado é imaterial, pode ser ainda mais complexo. Assim, diferentemente de um produto qualquer, o preço de uma aula particular deve ser definido a partir do trabalho desenvolvido pelo educador. Mas como estabelecer isso? Como saber quanto cobrar por aulas particulares? Pois confira agora mesmo nossas dicas sobre como precificar seu serviço e o que deve ser analisado para executar essa tarefa com sucesso! Vamos lá?

Qual é sua base de preço?

Comece seus cálculos por um preço de base, que nada mais é do que o valor mínimo de suas aulas baseado em suas despesas pessoais. Esse valor representa a quantia monetária que, se não for atingida, interferirá diretamente em sua qualidade de vida. Para estabelecer esse montante, você deve ter uma boa noção de quanto precisa para sobreviver durante um mês. Depois que chegar a esse número, divida-o pela média de horas que pretende trabalhar durante aquele período. Até que é simples, não concorda? Então veja abaixo mais dois critérios para serem analisados antes de definir sua base:

Que custos tem com suas aulas?

Depois de calcular suas despesas pessoais, é preciso pensar nas despesas que você tem especificamente com as aulas. Nesse momento, contabilize todos os materiais gastos e, novamente, estime um custo mensal. Divida esse resultado pela quantidade de horas que você trabalha no mês e some o valor a seu preço de base.

Onde você trabalha?

O local onde você atenderá os estudantes também é um quesito essencial. Se você dá aulas em sua própria casa e mora longe do centro da cidade, por exemplo, deverá estipular um preço mais em conta. Caso dê aulas em um lugar bem localizado ou se desloque até o domicílio de seus alunos, já pode cobrar um valor um pouco mais alto, pensando nos gastos que terá com sua locomoção.

Qual deve ser seu lucro?

Está na hora de pensar no lucro que você precisa — ou deseja — obter. Vale ressaltar que aqui não há uma fórmula muito exata, variando mais de acordo com o valor que você acha justo cobrar. Um bom critério é, por exemplo, refletir sobre cursos de especialização ou intercâmbios — a trabalho ou a estudo — que você tenha vontade de fazer. Ou você pode pensar também nos equipamentos que deseja comprar, até mesmo para investir em sua profissão, como um projetor para passar slides.

Também é preciso decidir qual é a rotina profissional que mais combina com você. Assim, defina se você prefere pesar mais no lucro e ter menos alunos ou obter um lucro menor a fim de nunca faltar trabalho. Lembre-se de que, por mais estável que pareça ser trabalhar com vários estudantes, de nada adianta se dedicar exaustivamente e acabar prejudicando seu desempenho nas aulas! Para ajudá-lo nesse raciocínio, levantaremos agora algumas questões para que você tenha uma melhor noção se deve cobrar um valor mais alto ou mais baixo:

Qual é sua experiência?

A verdade, pro mais dura que seja, é que os serviços prestados por um profissional experiente são, sim, mais valiosos do que os oferecidos por alguém que está apenas começando. Assim, se você trabalha com aulas particulares continuamente há pelo menos mais de dois anos, já pode considerar que tem experiência na área. E esse critério definitivamente conta!

Que matéria você leciona?

Nesse tópico o que vale é a lei da oferta e da procura. Professores que dão aulas particulares de alguma disciplina de graduação ou que lecionam línguas menos comuns podem cobrar um valor mais alto. Também é possível aumentar o preço se você é especializado em aulas para passar no vestibular, devido ao grande número de estudantes interessados em ingressar em uma faculdade. Já aulas particulares de matérias do ensino fundamental, por exemplo, já não têm por que serem mais caras que as outras.

Quais os resultados atingidos?

Bons resultados com ex-alunos são excelentes justificativas para cobrar mais alto por suas aulas. Assim, faça estimativas de quantos ex-alunos seus passaram no vestibular ou saíram da recuperação, por exemplo. Conseguir 4 ou 5 casos de sucesso já é um bom número para comprovar sua excelência como professor particular.

Como cobrar pelo pagamento?

As formas por meio das quais você recebe o pagamento por suas aulas também podem se transformar em um grande diferencial. Dessa maneira, tenha em mente que, apesar de existir a possibilidade de seus alunos pagarem à vista, é bastante provável que eles queiram parcelar as mensalidades ou mesmo pagá-las quando mais for mais conveniente. E uma forma super simples de proporcionar esse agrado é por meio do boleto bancário. Para tanto, há plataformas que podem facilitar — e muito! — o gerenciamento desses pagamentos, cuidando de todo o processo de cobrança. Então o que ainda está esperando para dar um up no seu negócio?

Agora que você já sabe como fazer os cálculos, levando em conta suas particularidades, comente aqui e nos conte se ainda restou alguma dúvida ou se gostaria de dar uma sugestão! Participe e enriqueça nosso post!

 

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