O que é uma startup? Saiba tudo aqui

 

No Brasil, o mercado das startups cresce a passos largos. Se, há alguns anos, esses negócios se concentravam nos polos da região Sudeste, hoje pessoas de todo o país já estão colocando em prática o sonho de criar o próprio negócio.

O fato é que, mesmo diante de problemas políticos e econômicos, o país vem atraindo capital estrangeiro. E, como já adiantamos por aqui, a tendência é que em 2016 esse mercado continue forte, com empresas cada vez mais inovadoras e focadas no consumidor. De acordo com a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), publicada no Brasil pelo Sebrae, cerca de 70% dos empreendimentos no país não são mais criados por necessidade, e sim por oportunidade. Ou seja, as pessoas não precisam mais empreender — elas querem empreender.

O principal atrativo dessa forma de trabalho é a liberdade profissional que a acompanha, além da possibilidade de colocar uma ideia em prática sem as amarras de um sistema corporativo e, de quebra, ganhar dinheiro com isso. Então, quer entender melhor o que é uma startup? Continue lendo este e post e fique por dentro!

Empresas tradicionais x startups

Para quem deseja se arriscar na área do empreendedorismo, é muito comum confundir um negócio tradicional com o conceito de startups.

A palavra, em inglês, vem da junção do termo “start up” que se refere a começar algo. Na prática, para que um negócio seja classificado como uma startup, ele não precisa ser apenas novo, mas precisa ser também inovador. Ou seja, precisa trazer soluções para problemas que, muitas vezes, nem o consumidor conhecia ainda.

Por exemplo: mesmo que a abertura de uma padaria seja uma novidade no seu bairro, e até mesmo na sua cidade, dificilmente ela trará algo que mude a forma como as pessoas se comunicam, se relacionam e resolvem as suas questões do dia. Por isso, nem toda empresa iniciante pode ser considerada uma startup.

O “boom” da internet

Por conta dessas características, geralmente as startups geralmente estão ligadas ao setor de tecnologia — até mesmo a sua criação surgiu na época da “bolha da internet”, entre 1996 e 2001. Nessa época, as startups eram associadas à implantação de boas ideias que poderiam gerar lucro. E, mesmo com algumas mudanças, essa definição persiste até hoje.

Geralmente, as startups são empresas que já nascem com um futuro promissor. O Facebook, por exemplo, surgiu em um período que a maior parte do mundo já estava em redes sociais, como o Orkut. No entanto, seu potencial, e a forma como podia mudar a comunicação entre as pessoas, já era visível: em apenas oito anos — tempo em que a maioria das empresas ainda está se consolidando no mercado — ele já era a maior rede social do mundo.

Características de uma startup

Para entender o que realmente significa uma startup, o melhor caminho é prestar atenção às suas principais características:

A sua estrutura deve ser enxuta

Para manter um modelo de negócios escalável, é fundamental ter uma estrutura enxuta. Por isso, é comum encontrar startups com um quadro de funcionários reduzido, contando com as habilidades dos próprios empreendedores. Nessa fase, é essencial saber como aproveitar os poucos recursos e despertar o interesse dos investidores. Áreas como contabilidade e marketing devem ser uma prioridade para quem está começando.

Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, acreditava que com um marketing bem-feito, não havia qualquer necessidade de se esforçar para vender. No contexto das startups, isso significa entender as necessidades do mercado, oferecer um produto inovador, um serviço personalizado e um atendimento humanizado, de uma forma que os concorrentes não fazem.

Uma startup deve gerar valor

Empresas que nascem com ideias que podem ser facilmente vendidas, que atraem o consumo de massa e que podem promover mudanças relevantes possuem mais chances de receberem investimentos e sobreviver diante das incertezas do mercado. Nomes como o Google, o Buscapé e o Facebook, por exemplo, geram valor com anúncios e publicidade de outros sites, lojas e marcas, sem exigir que os seus usuários tenham de pagar pelos serviços.

Seus criadores devem ter habilidades específicas

Um empreendedor que deseja abrir a sua startup precisa ser ágil, flexível, produtivo e estar atento ao que acontece no mundo. Nesse cenário, os perfis que mais se destacam são os das pessoas que se arriscam, que não esperam para dar o primeiro passo e que têm a capacidade de se reinventar diante dos fracassos (muito comuns na criação de qualquer negócio).

Uma startup deve ser repetível

Pode parecer estranho para você que uma startup tenha que ser inovadora e repetível ao mesmo tempo, mas a ideia é mais simples do que parece. Ser repetível é ter a capacidade de entregar o mesmo produto em uma escala ilimitada, mantendo a sua qualidade e com um estoque disponível para uma grande demanda.

O modelo de negócios deve ser escalável

Ter lucro sem precisar elevar significativamente os seus custos é uma das características de startups promissoras. Se uma empresa consegue apresentar um crescimento contínuo em sua receita, e aumentar a cartela de clientes sem mudar o seu modelo de negócios, ela é escalável.

Quando alcançam esse patamar, elas deixam de ser startups para se tornarem empresas altamente lucrativas — e esse é o objetivo de quem se arrisca nessa área: não deixar que a sua ideia morra prematuramente.

Uma startup precisa ser (realmente) inovadora

Um erro comum é acreditar que ser inovador quer dizer apenas criar algo novo. Inovar significa mudar ou quebrar padrões, e, com um mercado tão saturado de ideias e empresas que abrem facilmente, para atingir o sucesso uma startup precisa realmente ser diferente.

E isso exige uma árdua pesquisa de mercado, análises de tendências e um poder de observação sobre o que acontece a sua volta. Antes de se lançar no mercado, um empreendedor precisa enxergar um caminho que ninguém viu, ou que já foi visto, mas não foi explorado.

Bancos que funcionam exclusivamente on-line, aplicativos que avisam o tempo de chegada de um ônibus, softwares que ajudam deficientes visuais a se comunicarem, e até moedas virtuais. Esses exemplos nos mostram que sempre há algo bom a ser criado — e esse é o maior poder que as startups possuem, o demudar a vida das pessoas.

Agora você já sabe o que é uma startup, certo? Ainda tem alguma dúvida sobre o assunto? Então deixe um comentário!

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