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Como calcular juros de boleto? Aprenda aqui!

Por Diego Contezini
Publicado em 27 de novembro, 2017 | Atualizado em 4 de junho, 2021

O boleto bancário é uma das modalidades de pagamento mais tradicionais e utilizadas da atualidade. Nesse contexto, esse método se torna atrativo para o consumidor, que terá segurança ao quitar seus débitos, a possibilidade de receber descontos ao fazer pagamento a vista e, por fim, a facilidade em realizar compras, uma vez que não é necessário nenhum cadastro ou aprovação prévios.

Além disso, o boleto bancário traz benefícios também para os gestores, empreendedores e microempreendedores, visto que amplia o número de clientes e aumenta o seu índice de vendas, já que qualquer um pode emitir um boleto e pagá-lo em agências bancárias, ou até mesmo pela internet.

Entretanto, existem empresas que, por não saberem calcular multas e juros decorrentes de atrasos no pagamento do boleto, acabam deixando de adotar essa forma de pagamento, consequentemente, perdem diversas oportunidades de vendas. Portanto, nesse artigo mostraremos como realizar esses cálculos. Confira!

Conteúdo

O que são os juros de um boleto?

Agora que você já sabe que o boleto é um método de pagamento simples, seguro e funcional, podemos falar sobre os seus juros.

Os juros sobre atraso de um título de cobrança são conhecidos como juros de mora, e estão relacionados a ausência de pagamento do boleto no período estipulado. Além dos juros de mora, o consumidor pode ter que pagar por uma multa referente ao atraso.

Segundo a lei, os juros de mora podem representar no máximo 1% ao mês. O valor total fracionado deve ser aplicado sobre o número de dias excedentes à data do vencimento. Assim, quando o atraso é inferior a 30 dias, o cálculo considera 0,0333% por dia de atraso, totalizando 1%. Já a multa por atraso tem um valor fixo pode corresponder a até 2% do valor total do boleto

O boleto bancário é um método de pagamento seguro?

Podemos afirmar que sim! Além de seguro, é também prático, tanto para o empreendedor, quanto para os seus clientes. Gerar um boleto é algo simples e não exigirá uma conta de PJ, por parte do emissor, além de ter um custo de lançamento consideravelmente menor do que as demais alternativas.

Oferecer a possibilidade de realizar pagamentos por meio de um boleto bancário demonstra ao cliente que sua empresa trabalha com profissionalismo e é, de fato, bem estruturada, além de transmitir credibilidade e confiabilidade ao público, o que é fundamental para o sucesso de qualquer negócio.

Para isso, é possível contratar uma plataforma de gerenciamento financeiro para o seu negócio e emitir boletos bancários, o que possibilitará a você o recebimento por seus serviços ou pela venda de seus produtos de forma ágil e segura, seja em seu site ou em sua empresa física.

Como são calculados os juros e multas?

Conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC), alguns limites devem ser respeitados para que a cobrança de juros e multas de um boleto sejam aplicados corretamente.

Multas

Por exemplo, no cálculo de multas, a porcentagem está diretamente ligada ao preço contratado pelo cliente no ato da compra. Ou seja, independe de quanto tempo o boleto esteja atrasado, portanto, o valor da multa corresponderá ao valor total do boleto, multiplicado por 2%.

O resultado dessa conta deve ser somado ao valor inicial da equação. Por exemplo:

500,00 x 2% = R$ 10,00 (multa).

Valor total do pagamento + a multa: R$ 510,00.

Juros

Vale ressaltar, ainda, que os juros também têm um valor máximo de cobrança assegurado pelo CDC, e guardam relação com o tempo em que o cliente leva para realizar o pagamento do boleto.

Assim, a taxa deve ser de até 1% ao mês, mediante o valor do título e proporcional ao tempo de atraso. Isso significa que, a cada mês, é somado 1% ao valor inicial. Para fazer esse cálculo, considere que um mês comercial tem 30 dias e corresponde a 1% de juros.

A divisão dos juros pelo mês comercial representa 1/30, resultando em uma porcentagem diária de 0,033%. A porcentagem obtida é, então, multiplicada pelo número de dias de atraso.

Caso o cliente atrase o pagamento em 10 dias, por exemplo, a conta deve ser a seguinte: 10 x 0,033% ao dia. O valor final precisa ser somado ao valor inicial do boleto.

O valor dessa porcentagem, dessa forma, deve ser multiplicado pelo número de dias em atraso. Utilizando os mesmos números do exemplo anterior, chegamos à seguinte equação:

Juros de 1% ao mês = 0,033% ao dia.

0,033% ao dia x 10 dias de atraso = 0,33%.

500,00 x 0,33% = 1,65.

O preço total cobrado por 10 dias de atraso (valor do boleto + valor da multa) será de R$ 501,65.

Como simplificar o calculo de juros e mora?

A princípio todos esses cálculos podem parecer muito complicados e tanto o consumidor quanto o empresário podem sentir dificuldade para aprender tantas regras legais e matemáticas. Felizmente, é possível simplificar esse processo e ganhar não só tempo, mas também agilidade nesse processo.

Existem ferramentas online capazes de fazer esses cálculos de maneira automática, sendo necessário apenas preencher os campos informando o valor total do boleto, o vencimento, a porcentagem da multa e os juros diários. Com apenas um clique, o site atualizará o valor da cobrança automaticamente.

Então, para quem não tem muita intimidade com os números, há sempre uma alternativa que agilizará seu trabalho, poupando você de mais uma dor de cabeça!

Existe possibilidade de negociação?

Existem algumas situações em que é possível a inscrição do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do consumidor no Serviço de Proteção ao Crédito, caso ele seja inadimplente. É o caso de serviços contratados, por exemplo, por provedores de internet, ou contas de água e luz: você usufrui do serviço e é obrigado a pagar por ele. Difere, por exemplo, de comprar um tênis por uma loja virtual e não pagar: neste caso, o não pagamento será entendido apenas como uma desistência da compra.

No primeiro caso, porém, temos um caso do não cumprimento de uma obrigação, o que poderá acarretar encargos para o consumidor. Nessa situação, para serem evitados os constrangimentos e interrupção do serviço, é possível negociar a dívida, mas ficará a critério da empresa aceitar ou não.

No ordenamento jurídico brasileiro, não há legislação que obrigue prestador de serviços ou fornecedor de produtos a parcelar dívidas do cliente, ou seja, não há imposição legal para o seu parcelamento. Porém, se sabe que o credor também tem interesse na quitação do débito, e, por vezes, a negociação é a única alternativa.

Se, por um lado a empresa não é obrigada a negociar, por outro, o devedor não é obrigado a aceitar a forma imposta para o pagamento da inadimplência. A melhor forma, portanto, é chegar a um acordo. Vale salientar que, o consumidor deve aceitar uma proposta que seja possível executar e, quanto maior o número de parcelas, maior a incidência de juros.

É vantajoso para a empresa adotar esse tipo de cobrança?

A maior parte dos empresários que adotam o boleto bancário em sua gestão de negócios considera esse um método vantajoso, pois ele garante que clientes que não têm limite de crédito pré-aprovado possam realizar compras sem problemas, o que torna todo o processo seguro tanto para a empresa, quanto para o consumidor.

Além disso, o recebimento das multas e juros por atraso é realizado automaticamente pelo sistema e cobrado no ato da quitação do título. Dessa forma, fica explícito que existem vantagens para a empresa que adota essa modalidade de cobrança.

Portanto, é válido considerar a implementação desse método em seu negócio, já que os clientes são atraídos e fidelizados por empresas que trabalham com variadas formas de pagamento.

O que a legislação diz sobre a incidência de juros e multa?

O CDC faz algumas ressalvas que deverão obrigar as partes envolvidas no processo de liquidação de dívida. Vejamos algumas:

As informações sobre os tributos devem ser comunicadas

O CDC, obriga que seu cliente seja informado a respeito do valor que pagará, caso atrase o pagamento. Sendo assim, você irá informá-lo que os juros são calculados da seguinte forma: valor total do boleto + multa por atraso + juros de mora.

Conforme o exemplo:

500 (valor total do boleto) + 10 (valor da multa) + 1,65 (valor dos juros por atraso) = 511,65 (valor final cobrado).

A emissão do boleto não obriga o consumidor a quitá-lo

É importante lembrar que nem sempre será necessário cobrar juros e multas. Quando o consumidor opta por fazer a compra de um produto e gera um boleto, seu pagamento é opcional. Nesse caso, se ele não pagar o boleto, ele não receberá pelo produto ou serviço, então não há sentido em cobrar os encargos, concorda?

Há possibilidade de redução de juros

A lei ainda aborda a possibilidade de liquidação da dívida antes do prazo estipulado. Nesse caso, se o cliente optar por antecipar o pagamento das parcelas, total ou parcialmente, terá os juros e acréscimos reduzidos proporcionalmente.

O teto do valor da multa deve ser respeitado

Tanto o Código Tributário Nacional, como o CDC são taxativos: o valor da multa por atraso não pode exceder a 2% do valor total do boleto, essa porcentagem não deve ser alterada, independente do tempo de atraso após a data do vencimento.

Além disso, o Conselho Nacional de Justiça já editou súmula que assegura a revisão contratual e a declaração de nulidade absoluta de cláusulas abusivas, que pode inclusive serem feitas pelo próprio Poder Judiciário, sem necessidade de provocação por parte do interessado.

Gostou das nossas dicas? Quer saber mais sobre cobrança via boleto bancário? Acesse nosso post completo sobre o assunto e fique por dentro de tudo.

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