Quando o seu negócio cresce, a rotina muda. Mais clientes, mais cobranças, mais contas, mais decisões. O que antes era controle começa a virar improviso, e a sensação de desorganização passa a fazer parte do seu dia a dia.
Se você se identificou, saiba que essas situações acontecem bastante com pequenas e médias empresas. Geralmente, com o crescimento, é comum se perder no processo de gestão. Já vi isso acontecer muitas vezes. Mas, embora seja comum, não precisa ser uma regra.
E existe solução: um sistema de gestão para MPE pode e deve entrar em cena para mudar o jogo do seu negócio. Não como algo sofisticado ou distante da realidade, mas para organizar o crescimento sem perder o controle da sua operação. Vou falar mais sobre o assunto a seguir, continue a leitura!
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Quais são os problemas de gestão empresarial que acontecem com PMEs?
Entre janeiro e novembro de 2025, mais de 4,6 milhões de pequenos negócios foram abertos no Brasil, o que representa 97% das empresas abertas no período.
Entre elas, 77% são microempreendedores individuais (MEIs), 19% são microempresas e 4% são empresas de pequeno porte.
Esse dado evidencia a força dos pequenos e médios empreendedores no Brasil. No entanto, esconde outro ponto importante. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 20% das empresas fecham as portas após o primeiro ano.
Embora muitas empresas sejam criadas anualmente, muitas delas encerram suas atividades em um período muito curto. Os motivos são variados, mas posso destacar um deles: problemas graves de gestão, que atrapalham o início da jornada.
Como Gerente de Engenharia de Software ERP aqui no Asaas, e com experiência de mais de 12 anos desenvolvendo sistemas de gestão, busco criar soluções que impulsionam o desenvolvimento e crescimento, entendendo a realidade das empresas brasileiras.
Durante todos esses anos, observei de perto pequenos negócios, a fim de entender suas necessidades. E, disso, percebi algumas tendências comuns, que podem gerar graves problemas de gestão. Vou explicar nas próximas linhas:
Empresas com o financeiro mal administrado
Isso posso dizer com certeza: é nesse ponto que a maioria das empresas quebra. A gestão financeira é um dos pilares mais importantes da gestão empresarial e, se mal administrada, se torna um grande gargalo.
Sem um conhecimento mais aprofundado e a criação de processos eficientes, é muito provável que você vá enfrentar problemas na sua PME.
Vou trazer algumas situações que já vi acontecer, e que pode estar acontecendo com você também:
- Falta de projeção no fluxo de caixa: essa situação é muito comum, principalmente se você só olha o seu saldo do banco e acha que o dinheiro está livre para uso. Sem entender o seu dinheiro, de onde ele veio e para onde ele será destinado, de maneira detalhada, você nunca terá uma projeção realista;
- Falta de separação entre a Pessoa Física e a Pessoa Jurídica: muitos pequenos e médios empreendedores cometem o clássico erro de pagar a conta de luz de casa com o dinheiro do caixa da empresa, ou usar o cartão pessoal para comprar estoque. Com o tempo, você não consegue saber e a empresa dá lucro de verdade, já que usa o dinheiro para outros fins;
- Inadimplência descontrolada: se você vende prazo (boleto, carnê), mas não tem um processo de cobrança estruturado, pode ser que nunca receba por essa venda. Sem um processo estruturado, seus clientes esquecem da obrigação financeira e o seu caixa descompensa;
- Precificação de produto no “chutômetro”: vi muitos empreendedores darem preço à operação olhando para o concorrente, sem saber realmente os seus custos fixos e variáveis reais. Sem considerar suas particularidades, você pode estar pagando para trabalhar e não sabe.
Esses são alguns dos exemplos mais comuns que posso citar, que podem afetar diretamente o seu financeiro.
Dificuldade na gestão de tempo e de demandas
Além da gestão financeira, MPEs podem enfrentar problemas de organização e planejamento de demandas. E isso impacta diretamente no tempo em que as operações são feitas.
Veja mais: o que é planejamento empresarial?
Por exemplo, se você faz uma venda pelo WhatsApp, mas o seu estoque está numa planilha e ainda precisa conferir o recebimento pelo extrato bancário, percebe que os processos estão descentralizados? Nenhuma etapa conversa com a outra.
Mas não é só isso. E se você errar ao ver o preço do produto? Ou se confundir e ele não estiver mais em estoque?
Além de gerar frustração com o cliente, isso ocasiona outros problemas, como: reemissão de nota fiscal, conferência no financeiro, até estorno, se o cliente solicitar.
Entende a dimensão do gargalo que você tem nessa etapa? O tempo gasto entre atender o cliente, localizar o estoque e dar baixa no pagamento é muito alto. Além de ser um grande risco para erros facilmente contornáveis com um sistema especializado.
Continue a leitura sobre relacionamento com o cliente.
Então, enquanto a empresa tem poucos clientes, os processos manuais podem ser viáveis. Mas, conforme a base cresce, toda a jornada começa a falhar.
O impacto não está apenas no atraso em si, mas nos erros e na falta de visibilidade da sua operação.
Centralização de demandas no dono do negócio
Se você gasta 90% do tempo “apagando incêndios”, sem focar em como crescer, isso evidencia um grande risco para a sua operação.
Afinal, enquanto empreendedor, você deve focar seus esforços na gestão do negócio, ou seja, em planejar formas de crescer, vender mais, captar mais clientes, direcionar a empresa. E não no operacional.
Por isso, é importante delegar as tarefas para profissionais capacitados. Imagine que você precisa se ausentar, alguém sabe fazer o operacional? Como emitir uma nota fiscal, criar uma cobrança? Se a resposta for não, os processos da sua empresa precisam mudar.
E ainda trago outro questionamento: esses passos são feitos manualmente? Porque, se sim, os problemas do tópico anterior podem estar próximos de acontecer, e você terá mais uma questão para resolver.
É por esses motivos que sempre indico o uso de sistemas de gestão para MPEs. Eles auxiliam muito na organização, facilitando o processo para todos os envolvidos, seja você gestor ou algum outro profissional da sua empresa.
Para te auxiliar na sua escolha, a seguir vou elencar os tópicos que acho mais importantes a se considerar na escolha de um sistema de gestão.
Como escolher um sistema de gestão para MPE?
Embora pareça fácil, ao pesquisar por sistemas de gestão para MPEs, é comum se deparar com muitas opções e promessas parecidas.
Nesse momento, escolher pela quantidade de funcionalidades costuma gerar frustração. O ponto de partida precisa ser outro.
Antes de pensar em “qual é o melhor sistema”, vale responder a algumas perguntas mais simples: onde a desorganização mais atrapalha o meu negócio hoje? Quais são as funções que mais sinto falta? O que mudaria o jogo para o meu negócio?
Embora não pareça, essas respostas são fundamentais para nortear a escolha do sistema correto para o seu negócio.
Por isso, considerando suas respostas para as questões que levantei acima, vou te dar algumas dicas para escolher o sistema ideal para a sua empresa:
1. Comece pelo problema que mais pesa no dia a dia
Elenque quais são os pontos em que a sua pequena ou média empresa mais precisa de auxílio. Afinal, escolher uma solução muito ampla, mas que não ataca o problema, costuma gerar mais trabalho do que resultado.
Na prática, esse problema costuma aparecer nas atividades que mais consomem tempo, geram retrabalho ou criam insegurança.
Leia mais: como fazer a gestão financeira de uma empresa?
Pode ser a dificuldade de controlar o caixa, a falta de clareza sobre o que ainda vai entrar, a cobrança manual de clientes ou a necessidade constante de conferir informações em planilhas diferentes. Esses pontos indicam onde a gestão está travando a rotina.
Não sei se é o seu caso, mas como já disse anteriormente, para muitas MPEs, o financeiro acaba sendo esse ponto crítico. É ali que os erros aparecem mais rápido e onde a falta de organização gera mais ansiedade.
É por isso que sempre digo: quando o controle financeiro não funciona bem, o restante do negócio sente.
Por isso, sistemas que organizam contas a pagar e a receber, integram cobranças e façam o controle do fluxo de caixa costumam ser o primeiro passo mais eficiente.
2. Avalie os recursos disponíveis no sistema de gestão para PME
Após elencar as suas prioridades, é hora de avaliar os recursos disponíveis nos sistemas do mercado. Esse é um dos passos mais importantes se você pretende evitar frustração após a contratação.
Isso porque vejo que, para PMEs, o grande problema é uma ferramenta que não conversa com a realidade do negócio.
Para muitas PMEs, recursos ligados à organização do caixa, controle de contas a receber e pagar e organização das entradas costumam ser muito mais relevantes do que funções avançadas que raramente serão exploradas.
Outro aspecto importante é observar como esses recursos funcionam na prática. Não basta que o sistema tenha determinada funcionalidade. É preciso avaliar se ela é simples de usar, se faz sentido para a rotina da empresa e se realmente economiza tempo.
3. Pense no crescimento antes de ele acontecer
Outro ponto importante é avaliar se o sistema acompanha o crescimento do negócio. Todos os pontos que te trouxe até agora são considerando seus problemas atuais.
O que é natural, mas também pode gerar um problema a longo prazo: a necessidade de troca pela falta de adaptação e flexibilidade.
Por isso, pensar no crescimento antes de ele acontecer é parte essencial da escolha. Com o tempo, você terá mais clientes, mais cobranças e transações. Isso gera mais informação para organizar.
O sistema deve continuar te atendendo mesmo que o volume de informações aumente, sem exigir controles paralelos ou outros tipos de adaptação.
E, para MPEs, esse é um ponto sensível. Trocar de sistema no meio do crescimento costuma ser trabalhoso e consome tempo justamente quando você mais precisa focar no negócio.
Por isso, escolha um sistema que vai te acompanhar em todas as situações. Aqui no Asaas, por exemplo, nossa prioridade é solucionar os problemas do dia a dia dos nossos clientes.
E, pensando nisso, desenvolvemos um sistema de gestão que se adapta às suas necessidades de diversas formas.
Seja por meio do ERP do Asaas, ou na própria conta digital, você encontra recursos que vão te acompanhar em todas as etapas do seu negócio. Vou te explicar mais sobre eles a seguir.
Como o Asaas se encaixa na sua jornada de getão das PMEs
O Asaas é uma plataforma completa para empresas, com conta digital, sistema ERP integrado e outros recursos financeiros essenciais para a gestão.
Na prática, o Asaas vai te apoiar justamente nos pontos que mais pesam no dia a dia. Entre diversas funcionalidades, vai te ajudar com:
- Centralização do controle financeiro, com organização de contas a pagar e a receber;
- Integração de recebimentos em um único fluxo, com automação de cobranças via Pix, boleto e cartão;
- Criação e personalização de notificações e mensagens de cobranças, para o manejo e combate à inadimplência financeira;
- Relatórios completos disponíveis diretamente na sua conta digital Asaas, para uma visualização completa da situação empresarial;
- Conciliação contábil, com a emissão automática de notas fiscais após a recebimento da cobrança.

Essas são algumas funcionalidades da conta digital. Mas, como eu disse, o Asaas também oferece um sistema ERP completo, o Base. Ele fica disponível para todos os clientes PJ da plataforma.
Como o ERP do Asaas auxilia PMEs
O Base ERP tem a proposta de organizar a operação e conectar diferentes informações ao financeiro, com recursos customizáveis e acessíveis. Além da flexibilidade para se adaptarem ao crescimento da empresa.
De maneira modular, você pode adaptar as necessidades do seu negócio aos recursos oferecidos.
Com o Base, ERP do Asaas, você usufrui de:
- Cadastro de clientes: com registro e consulta de informações de clientes;
- Cadastro de produtos e serviços: é possível controlar itens disponíveis para a venda, com detalhes como descrição, preço, unidade, códigos, estoque, etc.;
- Gestão de vendas: com emissão de orçamentos e pedidos, além de armazenamento de propostas realizadas;
- Emissão de notas fiscais: com o ERP do Asaas, é possível emitir notas fiscais de serviço, produto, para o consumidor, para a adequação às necessidades da empresa;
- Gestão de estoque: para o controle de entrada, saída, saldo de produtos em tempo real;
- Controle de contas a receber e a pagar: no ERP, é possível organizar as entradas e saídas, com relatórios completos sobre suas movimentações.

O Asaas tem recursos que vão auxiliar a sua pequena ou média empresa a crescer e se desenvolver com mais rapidez e eficiência.
Conheça o ERP do Asaas e implemente o nosso sistema de gestão empresarial.
