Gestão Financeira

Como fazer o planejamento financeiro escolar? 6 dicas para implementar

Publicado em . Atualizado em
Por João Vitor Possamai . Tempo de leitura: 6 mins
Corpo docente e gestores analisando gráficos e participando de reunião da criação do planejamento financeiro escolar.

Uma instituição de ensino privada é, também, uma empresa. E, por isso, um de seus focos a longo prazo deve ser a sustentabilidade financeira

Para a escola continuar crescendo e retendo alunos, é necessário investimento em estrutura, sistema de ensino de qualidade, equipe pedagógica qualificada, entre outros fatores. E tudo isso tem um custo alto para o caixa empresarial. 

Por isso, é importante criar um planejamento financeiro escolar. Para entender o que ele é, sua importância para o desenvolvimento empresarial e como colocá-lo em prática, continue nas próximas linhas.  

Qual a importância do planejamento financeiro escolar?

É importante realizar o planejamento financeiro escolar e conhecer as métricas da empresa. Com as informações contidas nele, os gestores podem administrar os recursos de maneira eficaz, alocando conforme a necessidade com eficiência, seguindo a estratégia central. 

Segundo estudo realizado pelo Sebrae, um fator que contribui para o fechamento de negócios é a falta de planejamento. Dentre as que fecharam, 17% não fizeram nenhum planejamento, enquanto outras 59% fizeram para no máximo 6 meses. 

Com a falta de organização e planejamento, muitas informações importantes para o crescimento da escolar são excluídas da análise. E isso gera problemas financeiros graves.  

Além do que citamos acima, existem outros pontos que tornam o planejamento financeiro escolar essencial, confira: 

  • Maior previsibilidade de receita: ao acompanhar os indicadores do negócio, a escola pode planejar a longo prazo, sabendo as receitas e despesas anuais;
  • Melhor alocação dos recursos: ao identificar falhas e erros no processo, a escola evita desperdícios financeiros, criando orçamentos mais eficientes; 
  • Maior competitividade: escolas bem preparadas conseguem oferecer melhores serviços, atraindo mais alunos e profissionais; 
  • Mais facilidade em gerir crises: o planejamento auxilia em previsões de crise, evitando fechamento da empresa, por exemplo; 
  • Cumprimento de obrigações: a escola, assim como outras empresas, deve pagar impostos e manter a gestão tributária, que fica mais fácil com estratégias no planejamento. 

Como fazer o planejamento financeiro escolar?

Para implementar o planejamento financeiro escolar, é necessário criar estratégias baseadas em métricas reais. Para isso, é preciso entender os conceitos e seguir alguns passos para a estruturação. 

Afinal, para alcançar os objetivos estabelecidos para o ano-letivo da escola, o plano a ser seguido deve ser sólido e real, com metas tangíveis e acompanhamento periódico. 

Para isso, separamos alguns dos principais passos para implementar um planejamento financeiro: 

1. Revisão da situação financeira da escola

Antes de traçar objetivos para a empresa, é preciso analisar as informações financeiras. Ou seja, identificar todas as receitas e despesas mensais, incluindo o valor já previamente em caixa ou investido. 

Unifique essas informações em um só lugar, como uma planilha, por exemplo. Certifique-se de categorizar cada um dos gastos ou recebimentos, para facilitar a análise posterior. 

Confira a planilha de fluxo de caixa do Asaas.

Com essas informações, é possível ter um panorama da situação financeira da escola e, a partir disso, pensar em estratégias para escalar o negócio ou para conter momentos de crise.  

Imagem descreve as etapas do fluxo de caixa.

Lembre-se: os métodos de monitoramento devem ser atualizados frequentemente, para evitar erros na análise e no decorrer das estratégias. 

2. Definição de metas para a instituição

Com relatórios levantados, o próximo passo é analisar cada setor da escola, para estimar e prever cenários futuros

Essas metas devem abranger os objetivos prioritários da escola, como, por exemplo: aumentar o número de matrículas, melhorar o sistema de ensino, contratar professores especialistas, combater a inadimplência, etc. 

Com essas metas definidas e um orçamento para alcançá-las, é necessária uma revisão periódica para reajustá-las, caso seja preciso.

Para auxiliar na criação, leia mais sobre como definir metas financeiras.

3. Criação de relatórios financeiros detalhados

A criação de relatórios é muito importante para a gestão de negócios. Neles, constam todas as informações necessárias para a tomada de decisões, além de criar um histórico mais apurado da trajetória financeira da escola. 

Alguns dos relatórios mais comuns, são o Demonstrativo do Fluxo de Caixa (DFC) e a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE). Neles, é possível compreender sobre os resultados obtidos, a liquidez da empresa e outras informações importantes. 

Exemplo da demonstração de resultado do exercício DRE.

Os materiais também servem como documentos fiscais, essenciais para a regularização da escola perante os órgãos competentes, como a Receita Federal. Por isso, a área fiscal e contábil da escola deve prepará-los periodicamente. 

4. Identificação de possibilidades de investimento

Parte do planejamento das empresas é identificar mudanças ou áreas que necessitam de investimento

Assim, com a criação do plano, é mais fácil mapear e controlar as receitas, identificando o momento de investir, seja em estrutura, funcionários, novos recursos ou em alguma área mais estratégica da escola.

É possível dividir os recursos para diferentes áreas, como:

  • 20% para qualificação de funcionários: cursos pedagógicos; 
  • 10% para as necessidades de alunos: contratação de cursos, workshops, palestras, etc.; 
  • 50% para melhoria na infraestrutura da instituição: obras, reformas, compra de equipamentos e materiais, etc; 
  • 20% para tecnologia: incentivar a aprendizagem dos alunos e modernizar o ambiente escolar. 

5. Monitoramento e corte de gastos da escola

Assim como os investimentos podem ser mapeados, os gastos excessivos também. A instituição deve controlar a receita para que o planejamento financeiro escolar seja efetivo. 

E esse processo de monitoramento envolve a gestão de recebíveis e de saídas financeiras. Ou seja, monitorar as despesas fixas e variáveis, calcular valores a receber e identificar possíveis problemas orçamentários. 

6. Criação de estratégias de combate à inadimplência

Na criação de um planejamento financeiro, é essencial considerar a taxa de inadimplência escolar. Afinal, são diversas as situações que podem levar à falta de pagamento da mensalidade escolar

E, para isso, os gestores precisam pensar em estratégias para combater o endividamento. Seja em condições de pagamento especiais, descontos para pagamentos à vista, parcelamento, renegociação, etc. 

Algumas plataformas, como o Asaas, permitem a gestão das pendências financeiras de maneira eficiente, oferecendo diversas formas de cobrança. Ela facilita o recebimento e automatiza o processo. 

Além de disponibilizar a régua de cobrança automatizada, por exemplo, que envia lembretes de pagamento periodicamente, conforme a configuração do gestor escolar. Esse envio relembra o responsável pelo pagamento, diminuindo as taxas de esquecimento. 

Régua de cobrança para escolas.

Continue aprendendo sobre Gestão Financeira Escolar em nosso blog e coloque em prática todas as dicas para garantir um crescimento saudável da sua instituição de ensino!

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Escrito por

João Vitor Possamai

Diretor Financeiro do Asaas. Formado em Finanças e Contabilidade pela New York University (NYU), possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro. Atuava como diretor no CPP Investments, maior fundo de pensão canadense, com quase 500 bilhões de dólares sob gestão. Já teve passagem pelo Macquarie, em Nova York, e pelo HSBC, em São Paulo.

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