15 erros que não devem ser cometidos na saúde financeira do seu negócio

Todo negócio precisa de alguns cuidados especiais para ser bem-sucedido. Ele deve oferecer um ótimo atendimento, produtos ou serviços de qualidades e destaque da concorrência. Também é necessário ficar de olho em questões estratégicas ou burocráticas, como a contratação de pessoas e a atenção com a saúde financeira.

A gestão do dinheiro tem que ser feita com cuidado, já que ela garante os recursos para que seja possível manter e crescer a atividade. No caminho, entretanto, alguns erros impedem a conquista de bons resultados. Além do mais, eles podem colocar em risco toda a operação.

Ao conhecer as principais falhas, fica fácil contornar as dificuldades e garantir valores sempre em dia. Quer ver como fazer? Então, confira 15 erros para evitar em relação à saúde financeira do seu negócio!

1. Começar com empréstimo

Para dar o pontapé inicial, muitos empreendedores recorrem ao banco para ter os recursos necessários. Na instituição, solicitam empréstimos ou financiamentos que ajudam a realizar diversas tarefas. Da compra de máquinas e de produtos à reforma do espaço, o dinheiro é usado para tirar os planos do papel.

No entanto, isso pode prejudicar a continuidade do seu negócio. Afinal, tudo começa já com uma dívida — que, muitas vezes, é de vários milhares de reais. O resultado é que o preço acaba sendo afetado. Além de cobrir os custos da empresa, é preciso pagar as parcelas do empréstimo.

Na prática, é uma decisão que pode tornar a sua atividade menos atraente. Fica difícil competir com empreendimentos maiores e/ou mais consolidados, o que prejudica os resultados.

Além de tudo, os empréstimos têm taxas bem altas. Mesmo os financiamentos empresariais cobram alguns juros elevados, o que aumenta o custo total a ser pago.

Como não cometer esse erro?

Antes de abrir as portas do seu negócio, sente e coloque tudo na ponta do lápis. Entenda quais serão os gastos, o quanto é preciso para dar os primeiros passos e de quanto você dispõe atualmente.

Depois, crie estratégias para juntar o dinheiro necessário. É possível pedir para parentes e amigos, criar um financiamento coletivo ou até estabelecer uma sociedade. Reduzir a dependência dos bancos e de suas ofertas fará bem para a sua atuação e para os resultados.

2. Ter o volume errado de capital de giro

Quando um negócio surge no mercado, é natural que ele ainda não tenha muitos clientes — ou, até mesmo, nenhum deles. Então, é importante conseguir se manter por um período, até que as vendas engrenem e tudo se estabilize.

No mundo empresarial, capital de giro é o nome dessa reserva. Ele serve para garantir que todas as operações serão mantidas dentro de um determinado período, o que traz segurança.

O problema é que a saúde financeira fica em risco quando ele não é definido corretamente. A falha pode acontecer tanto para mais, quanto para menos. Um capital de giro pequeno é insuficiente, o que faz com que a empresa tenha menos segurança para operar. Já um muito grande impede que o estabelecimento possa investir em outras áreas e crescer.

Como não cometer esse erro?

Em vez de apenas tentar adivinhar um número, a dica é sempre calcular o valor pela fórmula correta. É só diminuir aquilo que a empresa tem (como o estoque e o caixa) do que ela deve (como para os fornecedores).

Há calculadoras online específicas para o tema e um contador também ajuda a definir esse valor. Com as orientações certas, fica fácil saber o quanto tem que ser mantido como capital de giro para pequenas empresas.

3. Misturar as contas pessoais e da empresa

Especialmente quando não há tanta profissionalização do negócio, é comum que as contas comerciais se misturem com as pessoais. É o que acontece com quem paga uma conta de casa com o dinheiro do estabelecimento ou quando usa os próprios recursos para quitar uma dívida com fornecedor de matéria-prima.

Ao não criar uma separação clara, é muito complicado acompanhar a real situação do empreendimento. Ao acrescentar cifras que deveriam seguir para a sua vida pessoal, não dá para perceber que, na verdade, a empresa está com problemas.

Além disso, usar os valores do negócio para pagar as próprias contas atrapalha a medir os resultados. No final, tudo fica uma bagunça só e é muito difícil estimular a saúde financeira.

Como não cometer esse erro?

O jeito mais simples de evitar essa falha é ao separar totalmente as contas e deixar que cada dinheiro fique em seu lugar. Crie uma conta separada da sua pessoal para empresa. Nela, concentre todas as movimentações como pagamentos dos fornecedores e do aluguel do espaço.

Em relação às suas finanças pessoais, evite tirar recursos do empreendimento. Vale definir um salário fixo (ou pró-labore). Assim, você garante a remuneração, mas não corre o risco de misturar tudo.

4. Falhar no planejamento

Muitos empreendedores ainda atuam no improviso. A tomada de decisão é feita sem qualquer previsibilidade, o que não deixa considerar as necessidades ou enxergar à frente.

A falta de planejamento financeiro, portanto, é um dos mais sérios deslizes. Sem conhecer os seus gastos e as suas receitas e sem entender como devem ser os novos investimentos, é muito difícil atingir as expectativas para o empreendimento.

Para piorar, as chances de errar ao tomar uma decisão se multiplicam e, então, fica complicado chegar aos resultados desejados.

Como não cometer esse erro?

O único meio para que essa falha não se concretize é pensar de forma antecipada. Crie um orçamento e determine como o dinheiro deve ser distribuído entre as diversas áreas do estabelecimento. Defina, por exemplo, custos com estoque, aluguel, energia elétrica e assim por diante.

Aproveite para determinar quais devem ser os investimentos e como eles têm que acontecer. Pense em cenários otimistas, pessimistas e realistas, de modo a sempre saber por qual caminho seguir.

5. Errar na precificação

Qual é a principal fonte de renda para o seu negócio? Se tiver respondido “as vendas”, você acertou. É graças às decisões dos clientes que há um aumento de faturamento e até do lucro.

O problema é que muitos estabelecimentos falham em decidir qual é o preço que será cobrado. Definir o menor valor do mercado pode parecer uma verdadeira isca de consumidores, mas não é bem assim. As pessoas podem achar que o seu produto não tem qualidade e, com isso, desistirem da compra. Além do mais, preços baixos talvez não sejam capazes de cobrir nem os custos.

Já o preço muito alto até aumenta a margem de lucro, mas diminui a atratividade das pessoas. Como consequência, as vendas caem.

Como não cometer esse erro?

Definir por quanto um produto ou serviço será oferecido é uma das decisões mais importantes. Portanto, é indispensável analisar qual é a média do mercado e quanto é o valor considerado ideal pelos consumidores.

Verifique, ainda, os seus custos por unidade. Afinal, não dá para pagar para empreender, certo? Além de cobrir os gastos, o número deve gerar uma margem de lucro média, para manter as contas em dia.

Depois da definição, lembre-se de que a demanda está em constante movimento. Então, vale rever os preços de tempos em tempos, para garantir que estejam sempre adequados.

6. Desconsiderar gastos ocultos

É comum ter facilidade para nomear as maiores despesas do empreendimento. O custo do aluguel da sala ou loja, o valor da conta de luz e o estoque são apenas alguns citados com frequência.

Mas e quanto aos custos menores ou menos frequentes? Também conhecido como ocultos, eles não são vistos logo de cara — e, por isso, são ignorados. Se a empresa precisou fechar por alguns dias, houve perda de produtividade e, portanto, gastos ocultos. Se oportunidades são desperdiçadas ou se as taxas no banco são caras, também surgem essas despesas.

O problema é que esses valores se acumulam com o tempo e, ao final, comprometem a saúde financeira.

Como não cometer esse erro?

Acompanhar todas cifras, tintim por tintim, é sempre a melhor pedida. Não ignore centavos ou gastos que não acontecem com frequência. Mesmo que pareçam insignificantes, eles saem do seu bolso, então é fundamental estar atento.

Mais que conhecer esses valores, é preciso saber como reduzi-los ou até eliminá-los. Desse modo, fica bem fácil garantir que tudo saia conforme o esperado.

7. Criar metas impossíveis

Ter bons objetivos é sempre importante, inclusive em relação às finanças. Definir algumas metas de economia, investimento e distribuição do dinheiro é positivo porque orienta a atuação, de forma geral.

O erro está em estabelecer números inalcançáveis. Determinar que o lucro deve ser 3 vezes maior, por exemplo, não é razoável se não houver uma tendência de vendas na mesma medida. De maneira semelhante, não adianta querer gastar 50% a menos se grandes mudanças não forem feitas.

Ao estabelecer padrões inalcançáveis, há uma perda de motivação no cuidado com o dinheiro e uma incômoda sensação de objetivos não alcançados.

Como não cometer esse erro?

Em vez de estipular o que não pode ser atingido, por que não começar devagar? Ao especificar números razoáveis e consistentes com a atuação comercial, fica mais fácil ver o que dá certo.

É o caso de determinar que o lucro do negócio deve aumentar 10% em 3 meses, em relação ao período anterior. Com ajustes nos preços, ampliação das vendas e redução nos custos é possível chegar a esse valor. Então, estude bem as condições do mercado e da empresa para estipular objetivos que podem ser conquistados.

8. Não entender prazos de pagamento e de recebimento

Parece simples operar um estabelecimento: você compra matérias-primas e produtos e vende para os clientes, certo? No entanto, há muitas questões no meio dessas etapas. Frequentemente, é preciso pagar fornecedores à vista, enquanto vários consumidores quitam as dívidas a prazo.

Isso significa que o negócio tem que “financiar”, de certo modo, os pedidos de quem compra. A grande dificuldade existe quando a gestão não se preocupa em entender esses prazos. Não fazer o controle de contas a receber e a pagar é muito prejudicial. Sem compreender como anda o ciclo financeiro, é mais difícil se planejar e obter bons resultados.

Como não cometer esse erro?

O melhor jeito de garantir que tudo seja feito corretamente é por meio de um fluxo de caixa projetado. Basta lançar todos os pagamentos e os recebimentos dos próximos meses ou semanas.

Assim, dá para entender quando é preciso ter mais dinheiro e qual é a receita média que dá para esperar. Se for o caso, dá para pensar na antecipação de recebíveis para fechar as contas e garantir o funcionamento adequado das operações.

É indispensável ficar sempre de olho nesses valores do futuro para que a gestão não seja pega de surpresa. Como consequência, a saúde financeira é fortalecida.

9. Ignorar o processo de cobrança

Um dos maiores problemas para qualquer empresa é a inadimplência. Clientes que não pagam em dia atrapalham questões como a previsibilidade de receita. Então, o negócio pode ficar em apuros por conta disso.

O principal erro, nesse sentido, está em ignorar a importância da cobrança. Quando o processo não é realizado de maneira estruturada, são grandes as chances de os débitos se arrastarem muito além do desejado. Como consequência, o empreendimento tem maiores dificuldades para receber o que é devido.

A falta de cobrança também leva à perda de consumidores. Afinal, quem está inadimplente tende a escolher o seu concorrente. Então, a perda é dupla.

Como não cometer esse erro?

Depois de acompanhar os valores para receber, mantenha-se sempre por dentro dos prazos. Verifique quando vencem as parcelas ou a mensalidade de um cliente e o informe de maneira antecipada. Em vez de esperar o vencimento, agir desse jeito melhora as chances de evitar os atrasos.

Também é preciso enviar mensagens de cobrança sobre o que já passou do prazo. Usar ferramentas que ajudem a ter a certeza que os indivíduos receberam as mensagens é essencial para otimizar o seu controle.

10. Não registrar tudo

Sabe aquela ideia de que não é urgente registrar aquela venda ou o pagamento de um fornecedor? Pois é, esse é um hábito muito prejudicial e que pode atrapalhar toda a questão da saúde financeira.

Ao não fazer os registros adequados, não dá para comparar o desenvolvimento das finanças, os valores e as necessidades. Isso prejudica, por exemplo, a emissão de boletos na empresa ou o ato de receber pagamentos online. Sem previsibilidade, não dá para tomar boas decisões.

Como não cometer esse erro?

A ferramenta mais conhecida para fazer um registro adequado é o fluxo de caixa. Basta adicionar todas as entradas e saídas de dinheiro da empresa, de forma diária. Assim, fica fácil entender quando há recursos disponíveis e quando os pagamentos são intensos.

Também é válido usar outras ferramentas, como uma planilha de gastos, os balancetes e os demonstrativos. Desse modo, fica simples avaliar as condições atuais do dinheiro, assim como um médico diagnostica o paciente. Com ações melhores, é possível prevenir perdas ou desperdícios.

11. Não ter atenção com a cultura da empresa

Ao falar em fazer o registro, inclusive, não dá para desconsiderar todas as pessoas que estão envolvidas. Mesmo assim, ainda é comum ver gestores que não reconhecem a relevância de poder contar com a participação de todo mundo.

É o que acontece ao não envolver os funcionários com a prestação de contas ou com a necessidade de reduzir custos. Sem uma cultura organizacional forte, cada setor atua de um jeito e o controle da saúde financeira é o principal prejudicado.

Como não cometer esse erro?

Por ser uma questão estrutural, é preciso começar a agir desde já. Construir uma cultura de colaboração e participação faz com que cada um se sinta um pouquinho responsável por cuidar do dinheiro do negócio.

Vale estimular todo mundo a registrar entradas e saídas financeiras, bem como a manter uma cultura de grande transparência. Ao agir desse jeito, fica fácil verificar os dados, acompanhar as movimentações e entender quais são os setores que gastam mais. Para completar, é algo que envolve a todos para gerar uma economia consistente.

12. Ter dificuldade em delegar tarefas

Ainda é muito comum encontrar gestores centralizadores, com uma postura de tomar conta de tudo. Envolver-se com o negócio é indispensável, mas não dá para fazer tudo sozinho. Especialmente quando as finanças são o tema principal, não dá para ignorar a importância de contar com outras pessoas.

Sem a capacidade de delegar tarefas, o resultado é uma sobrecarga de funções, o que leva a uma perda de eficiência na atuação. Então, torna-se quase impossível garantir a saúde financeira se vários aspectos terminam ignorados.

Como não cometer esse erro?

Não existe uma fórmula mágica para aprender a delegar, mas ter as pessoas adequadas ao redor já ajuda bastante. A confiança é um componente fundamental, o que significa que é preciso conhecer muito bem os funcionários para definir quais estão indicados para cuidar dessa parte.

Se for o caso, contrate um especialista no tema. Um contador ou administrador é capaz de dar conta da movimentação financeira do jeito certo. Assim, você ganha mais tempo para focar nas decisões que são importantes.

13. Parar de estudar sobre finanças

Ainda existe a ideia de que as finanças empresariais é um assunto que pode ser completamente dominado em algum tempo. No entanto, é preciso considerar que o mercado muda e as formas de agir, também. Diante de uma crise na economia, as ações devem ser diferentes do que ao planejar o crescimento, certo?

Por isso, um dos erros consiste em parar de estudar sobre finanças. Ao não se manter constantemente atualizado e mais capacitado, boas oportunidades são desperdiçadas junto com o dinheiro. Não buscar novas informações, no final, torna a sua atuação limitada.

Como não cometer esse erro?

A melhor maneira de evitar esse obstáculo é por meio da capacitação contínua. Não é preciso fazer um curso extenso sobre finanças ou ter o seu diploma na área. No entanto, é relevante procurar outras informações, tirar dúvidas e trocar ideias com empreendedores.

Ao buscar novas soluções e pontos de vista inéditos, fica muito mais fácil resolver problemas e conseguir um bom desempenho. Então, não ignore a importância de se manter curioso e interessado sobre esse tema.

14. Não contar com o apoio da tecnologia

Muitos negócios já estão na internet e utilizam sites, redes sociais e e-commerces. Também adotam a tecnologia quando o assunto é segurança ou mesmo o controle de certos setores, como o estoque.

A questão é que nem sempre a saúde financeira recebe a atenção que deveria nesse sentido. Então, um erro é o de se manter preso a planilhas descentralizadas, em documentos desorganizados e na falta de automação.

Ao não apostar na tecnologia como forma de otimização do dinheiro do empreendimento, há perda de produtividade, aumento dos gastos e menos possibilidades.

Como não cometer esse erro?

Com um desenvolvimento cada vez mais rápido, não é nada difícil encontrar boas ferramentas. Em vez de ficar para trás, é muito melhor buscar plataformas e serviços que ajudem no controle das finanças.

Poder contar com um uma plataforma de gestão que ajude em etapas como a cobrança e o recebimento é essencial. Com a automação de várias fases, fica simples garantir que o empreendimento sempre tenha aquilo de que necessita para se desenvolver.

15. Ignorar indicadores de performance

Não basta planejar e executar todos os passos corretamente. É claro que essas etapas são importantes, mas são apenas parte do caminho. Sem um acompanhamento preciso, fica difícil saber o que tem dado certo.

É para isso que servem as métricas e os indicadores de performance. São elementos que ajudam a medir o desempenho das finanças e quais são as principais necessidades. Um erro consiste, justamente, em achar que não é tão relevante fazer esse acompanhamento, ignorando os indicadores.

Como não cometer esse erro?

Se a intenção é tomar decisões melhores, não tem outro jeito: é preciso incluir os indicadores no planejamento financeiro e acompanhar os seus números. Ao comparar os dados anteriores, por exemplo, dá para identificar evoluções ou a necessidade de agir para obter a melhoria.

Cada negócio tem métricas importantes, que devem ser selecionadas de acordo. No entanto, algumas das mais usadas são:

●    faturamento do período;

●    custos totais;

●    lucratividade;

●    rentabilidade;

●    endividamento do negócio;

●    margem bruta;

●    evolução da receita;

●    recebimentos;

●    Custo de Aquisição do Cliente (CAC) e assim por diante.

Novamente, a tecnologia ajuda a ficar de olho em tudo isso, como ao juntar informações e encontrar tendências. A partir desse entendimento, é possível tomar decisões acertadas!

Os erros quanto à saúde financeira podem comprometer a estabilidade e a continuidade do mercado. Ao identificar os principais e ao saber como evitá-los, é possível aumentar as chances de o estabelecimento crescer e ter cada vez mais sucesso.

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