Conheça as principais dicas de segurança com Priscila Coelho

Coordenadora de Cibersegurança do Asaas dá dicas para evitar cair em golpes digitais. Veja!
Publicado em . Atualizado em
Por Natália Caringi . Tempo de leitura: 8 mins
Mulher mexendo em computador, estudando sobre dicas de segurança no ambiente digital.

Segundo pesquisa do DataFolha com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 26,3 milhões de pessoas foram vítimas de golpes financeiros desde maio de 2025.

Esses dados mostram a importância de conhecer sobre segurança nos ambientes digitais. Por isso, neste conteúdo, a Coordenadora de Cibersegurança do Asaas, Priscila Coelho, vai dar dicas de boas práticas para você implementar.

A profissional compartilha sua experiência, explica o panorama do mercado nos dias de hoje e oferece dicas de segurança para evitar cair nesses golpes. Veja!

Maiores desafios de segurança que o mercado enfrenta atualmente

Há um tempo, quando o assunto era segurança da informação, o que vinha à mente eram os golpes mais tradicionais, como golpes por telefone ou softwares maliciosos que sequestram informações. Além da já conhecida engenharia social, que utiliza argumentos para enganar vítimas.

Veja mais sobre: golpes com engenharia social.

Embora até hoje ainda apareçam nos grandes ataques, o maior desafio da segurança da informação atualmente é outro : o avanço da tecnologia e a modernização dos golpes – com o uso de ferramentas de inteligência artificial.

As IAs impulsionaram muito a produtividade das empresas, e isso é positivo. Porém, também desperta alertas em quem trabalha com segurança:

“Hoje, lidamos com golpes cada vez mais realistas, capazes de reproduzir até a voz e a imagem de lideranças de uma empresa. Isso torna a defesa e a preparação dos colaboradores para reconhecer esse tipo de ataque um desafio ainda maior do que era há poucos anos”, compartilha Coelho.

Com a modernização dos golpes, é preciso estar sempre informado das mudanças, tendências e seguir as principais dicas de segurança. Continue lendo para saber mais.

Segurança da informação é custo ou investimento?

No contexto empresarial, é comum entender a segurança da informação como um custo: algo que só existe para evitar um problema. E, por isso, costuma ser deixada de lado ou receber um orçamento reduzido em algumas empresas.

Mas, com o aumento da complexidade e do número de ataques, essa visão já não faz mais sentido. Segundo Priscila, a segurança deve ser vista como um investimento na continuidade do próprio negócio:

“Um incidente de segurança não afeta só o caixa da empresa naquele momento, ele afeta a confiança que o cliente tem no negócio. E confiança, uma vez abalada, é muito mais difícil e cara de reconstruir, em comparação a investimento preventivo. Por isso, meu conselho é: pense em segurança como o seguro do seu negócio. Você espera nunca precisar usar, mas é isso que garante que, se algo acontecer, a empresa continue de pé”, compartilha.

Como responsável pelo time de segurança da fintech, Priscila ressalta uma boa notícia para quem empreende usando a plataforma: o Asaas já nasce com camadas de proteção próprias, o que reduz o quanto o empresário precisa investir sozinho nesse tipo de estrutura.

Leia mais: o Asaas é seguro?

Como equilibrar segurança e boa experiência do usuário?

Equilibrar segurança e boa experiência do usuário é, de fato, uma missão difícil, mas não é uma tarefa que é feita por um único time.

Sempre que é preciso reforçar uma defesa, seja no produto ou no ambiente interno, o ideal é que haja uma conversa com todos os times que conhecem de perto a realidade do público que será impactado por aquele novo controle.

Segundo Coelho, é importante que nenhuma decisão ou controle seja implementado pelo time de segurança sem uma avaliação de risco. Afinal:

“Isso nos ajuda a priorizar o que precisa ser feito primeiro e a calibrar o nível de exigência de cada controle: um login feito a partir de um dispositivo já conhecido que passou por etapas importantes de validações de segurança, por exemplo, pode fluir sem nenhuma fricção extra, enquanto um acesso a partir de um dispositivo novo ou de uma localização incomum pode pedir uma camada adicional de verificação, como a confirmação em duas etapas”, ressalta.

Ela ainda acrescenta: “A ideia nunca é dificultar o uso, é garantir que a experiência simples continue sendo, também, uma experiência segura.”

Dicas de segurança da informação para se proteger contra golpes

Um dos maiores conselhos que Priscila compartilha para quem deseja se proteger dos golpes mais modernos, seja empresa ou profissional, é: não tente reinventar a roda.

Em um contexto empresarial, isso significa que a segurança da informação não exige a criação de processos do zero: “existem referências que já funcionam ao redor do mundo, e o caminho mais eficiente é adaptá-las à sua realidade ou à do seu negócio”, diz.

As referências dependem do setor em que a empresa atua. Alguns exemplos são:

  • PCI DSS, certificação de segurança que o Asaas possui e que é exigida de toda empresa que processa dados de cartão;
  • Resolução BCB nº 85, obrigatória para o Asaas e para as demais instituições de pagamento;
  • LGPD, que vale para toda empresa que opera no Brasil. 

Ela ainda vai além e ressalta algumas referências “não obrigatórias”, mas que podem ser a porta de entrada para a estruturação de um time de segurança:

“Destaco o CIS Controls, uma ótima porta de entrada para pequenas e médias empresas; o NIST CSF 2.0, que traz um norte completo para quem está estruturando um time de segurança do zero; e a ISO/IEC 27001, que reúne um conjunto robusto de controles para quem quer se tornar referência no tema.”

Ela ressalta que outras exigências específicas variam de acordo com o setor de atuação de cada organização.

Agora, para pessoas físicas ou funcionários de empresas, é preciso seguir o básico bem feito, como:

  • Evitar clicar em links suspeitos;
  • Utilizar a autenticação multifatores em contas; 
  • Reportar aos responsáveis atividades fora do comum;
  • Nunca compartilhar dados sensíveis/confidenciais por telefone, mensagem ou e-mail.

Como o Asaas enxerga seu papel em segurança para o mercado?

A visão de Priscila e do time de segurança é bem direta: o Asaas tem o dever e a responsabilidade de manter o dinheiro e as informações de todos os nossos clientes protegidos.

Ela explica:

“É uma confiança que cada cliente deposita em nós, e que buscamos honrar em cada decisão: toda ação de segurança, todo controle, todo bloqueio ou liberação, é pensado a partir do impacto que pode gerar para o negócio e para o cliente.”

Ela continua, ressaltando que um dos principais pontos da atuação do time de segurança é permitir que os clientes foquem em elevar a maturidade do próprio negócio, sabendo que contam com um parceiro sólido para cuidar dos dados deles.

Mas a visão do time de segurança vai além de só atuar pela empresa e pelos clientes. Com a criação de conteúdos e guias de segurança dedicados a elevar a maturidade de segurança dos clientes e parceiros, o Asaas entende que essa é uma forma de fortalecer as defesas do mercado como um todo.

Boas práticas do Asaas que vão além das exigências regulatórias

De acordo com a Coordenadora de Cibersegurança, todas as ações são pautadas em referências reconhecidas mundialmente, como frameworks de segurança e certificações que já orientam boa parte do mercado.

Enquanto time, ressalta que buscam atender a todas as exigências regulatórias, mas sempre indo além do que é obrigatório: muitas dessas referências não são exigidas para o negócio e, ainda assim, são implementadas, em conjunto com todas as áreas do Asaas.

Além disso, também esclarece que o Asaas fortalece suas defesas com base nas principais ameaças do mercado, acompanhando de perto os ataques, táticas e procedimentos mais usados por cibercriminosos, para aprender com eles e evoluir continuamente:

“Nós temos um time especializado em testar as nossas defesas, usando uma abordagem mais ofensiva com base em referências do mercado, como MITTRE ATT&CK, OWASP e o O TIBER-EU (Threat Intelligence-based Ethical Red Teaming), que é um guia da União Europeia que ajuda bancos e empresas de infraestrutura crítica a testar e melhorar sua segurança digital”, finaliza.

Por esse motivo, o Asaas segue conquistando novas certificações de segurança: não porque um requisito específico exige, mas porque segurança é uma forma de manter a confiança que os clientes depositam na empresa.

Continue aprendendo sobre o tema, veja sobre golpes com inteligência artificial.

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Escrito por

Natália Caringi

Natália Caringi é Líder de Comunicação Corporativa do Asaas e fonte confiável de Notícias financeiras e tecnológicas. Com mais de 15 anos de experiência em comunicação e PR, ela impulsiona marcas de forma estratégica. Com formação em Jornalismo e MBA, sua trajetória inclui consultoria sênior na InPress Porter Novelli e trabalho com grandes marcas. No Asaas, ela construiu a área de PR e atua contando histórias sobre a fintech. Sua missão: "Eu gosto de contar histórias e é isso que me move. Trabalho para que as empresas se desenvolvam no mercado por meio da comunicação." Confie na expertise de Natália Caringi.

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