Quais os custos de importação?

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Importar produtos, tanto para servir de matéria-prima como para venda direta ao consumidor, pode ser uma solução inteligente para manter seu negócio competitivo diante da concorrência. Isso se dá pelo fato de que, muitas vezes, um produto importado pode ser vendido por um preço menor do que o brasileiro ou, então, pode-se vender algo que simplesmente o consumidor não encontraria por aqui.

Essa lógica vale tanto para lojas físicas quanto para as virtuais, dependendo apenas do segmento onde cada negócio está inserido. Porém, antes de fazer sua primeira encomenda, é fundamental entender que a importação costuma cobrar altas taxas, tornando, em algumas vezes, inviável a venda do produto.

A seguir você entenderá quais são os custos de importação e como você pode descobrir se o produto que quer vender é viável ou não. Acompanhe:

Conhecendo os impostos

O cálculo dos impostos que precisam ser pagos no momento da importação é complexo, mas não é difícil afirmar que, em geral, esse custo ultrapassa em mais de 50% o preço do produto. Para pagar o vendedor, por exemplo, é preciso firmar um contrato de câmbio com um banco ou corretora, que cobra entre 1 e 3% do valor da operação.

Feito isso, paga-se o imposto de importação, entre 2 e 35% dependendo do produto. Já o IPI varia entre 3 e 45%. PIS e Cofins, também obrigatórios, são alíquotas fixas, 1,65% o primeiro e 7,6% o segundo. Por fim, ainda há o ICMS que depende de cada estado, ficando em torno de 18%.

Para complicar, há as exceções. Produtos que trafegam no Mercosul estão isentos, porém cada país possuí uma lista de cem produtos que podem ser taxados. Itens considerados da cesta básica do consumidor possuem alíquotas menores. Já há outros que precisam de autorizações e impostos especiais, que são aqueles controlados por órgãos fiscalizadores.

Outros custos: armazenagem e capatazia

Além dos impostos, há alguns custos pagos após a documentação estar toda regulamentada. Após a autoridade alfandegária verificar os produtos e a legalidade da operação, é preciso pagar um despachante e taxa de armazenagem, que varia de 1 a 3% do valor aduaneiro. Neste mesmo momento paga-se a capatazia, tanto em portos quanto aeroportos.

O que acontece se eu não pagar esses impostos?

O não pagamento de algum imposto ou taxa impede a liberação da mercadoria, ficando apreendida até que tudo seja regularizado. Os custos de manter os produtos parados nos armazéns fica por conta da empresa que os importou.

Também é preciso conhecer dois termos muito utilizados na importação de produtos: hedge e swap. Ambos servem para proteger o importador de variações da moeda. O hedge fixa antecipadamente a taxa a ser paga em reais pela importação, enquanto o swap troca a taxa cambial por um indexador financeiro.

Simule os custos no site da Receita Federal

A complexidade da legislação fez com que a Receita Federal criasse uma página que simula as taxas pagas em uma importação. Após completar com os dados do formulário, o sistema aponta o valor total a ser pago em impostos e se aquele tipo de produto possui algum tipo de medida compensatória.

Você já trabalha com importação? Conte sua experiência nos comentários!

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