Meios de pagamento

Como adquirir uma máquina de cartão de crédito para vender mais?  

Publicado em . Atualizado em
Por Eduardo Kruger . Tempo de leitura: 20 mins
Mulher sorridente em loja entrega maquininha de cartão, ilustrando como adquirir uma máquina de cartão de crédito.

Como CPO do Asaas, tenho visto uma mudança muito clara nos últimos anos. As máquinas de cartão deixaram de ser apenas “um acessório” e passaram a ocupar um papel decisivo no fluxo de vendas de qualquer negócio.

Para o cliente, pagar no cartão virou sinônimo de praticidade. Para o empreendedor, virou sinônimo de não perder vendas. Os números confirmam isso. Segundo o relatório do CardMonitor, o mercado de maquininhas fechou o 4º trimestre de 2024 com um crescimento de 10,9% em relação ao ano anterior.

Mas aí surge um problema comum. Diante de tantas opções, modelos, taxas e promessas, como adquirir uma máquina de cartão de crédito certa? E, mais importante, como tomar essa decisão sem cair em custos desnecessários ou travas operacionais? É isso que vamos esclarecer neste artigo.

Como funciona a maquininha de cartão nos dias de hoje?

Na prática, a maquininha de cartão funciona como um ponto de conexão entre o cliente, a bandeira do cartão, a adquirente e o estabelecimento. Tudo isso em poucos segundos, de forma quase invisível para quem está pagando.

No uso cotidiano, o processo parece simples. O vendedor registra o valor, o cliente encosta ou insere o cartão, digita a senha (quando necessário) e pronto.

Mas, por trás dessa ação rápida, existe uma cadeia de tecnologia, segurança e comunicação entre diferentes partes. É isso que garante que o pagamento seja autorizado e o dinheiro, futuramente, repassado ao empreendedor.

Banner produto Asaas Tap

Quanto à compensação, no débito, o repasse costuma acontecer em até 3 dias úteis. Já no crédito, o dinheiro é liberado em cerca de 30 dias, a não ser que o empreendedor opte pela antecipação de recebíveis, um serviço que encurta o prazo, mas adiciona uma taxa pela comodidade.

Conheça a antecipação de recebíveis do Asaas.

Maquininha física ou maquininha no celular: o que muda na prática?

Quando falamos em maquininha de cartão, muita gente ainda pensa apenas no dispositivo físico no balcão. Mas a realidade atual é mais ampla.

Hoje, o empreendedor pode escolher entre a maquininha tradicional ou soluções como a maquininha no celular, que transforma o smartphone em um meio de pagamento por aproximação.

A principal diferença está na estrutura. Enquanto a maquininha física exige um equipamento dedicado, a versão no celular utiliza a tecnologia NFC do próprio aparelho, dispensando dispositivos adicionais.

Na prática, isso significa mais mobilidade, menos custo operacional e mais flexibilidade para quem vende fora do ponto fixo, faz atendimentos presenciais, entregas ou presta serviços externos.

Afinal, quem realmente precisa de uma máquina de cartão?

A resposta rápida é simples: qualquer negócio que queira acompanhar o comportamento do cliente atual.

Mas, olhando com um pouco mais de profundidade, percebemos que a maquininha de cartão cumpre um papel importante para modelos de negócio que dependem de previsibilidade de receita, flexibilidade e segurança.

Ela se torna praticamente indispensável para quem:

  • Vende presencialmente e precisa agilizar o atendimento;
  • Oferece pagamento parcelado para ampliar o ticket médio;
  • Trabalha com produtos ou serviços de alto valor;
  • Depende de um fluxo de caixa organizado e previsível;
  • Precisa transmitir confiança no ponto de venda.

Uma maquininha funcionando bem, com várias bandeiras, NFC e rapidez na aprovação não é só conveniência, mas estrutura. Quando o cliente percebe uma boa estrutura, ele volta. Ele indica. Ele compra mais.

É por isso que, mesmo com o avanço do Pix e das carteiras digitais, a maquininha continua sendo uma peça importante dentro da estratégia de quem vende no presencial.

Qual tipo de máquina de cartão é ideal para o seu negócio?

Quando converso com empreendedores, uma dúvida sempre aparece:

“Afinal, qual tipo de maquininha vale mais a pena para o meu dia a dia?”

Antes de escolher, é preciso entender que as maquininhas não são todas iguais.

De forma geral, temos dois grupos:

  • Máquinas de cartão fixas: dependem de conexão cabeada e ficam sempre ligadas em um ponto de energia. Fazem sentido quando o pagamento acontece sempre no mesmo lugar, como nos caixas de supermercados, farmácias ou lojas de departamento;
  • Máquinas de cartão móveis: em bares, restaurantes, salões de beleza ou em negócios que atendem em domicílio, é a maquininha que vai até a pessoa. Esses modelos usam dados móveis e dão liberdade total para circular, atender mesas, etc.

Dentro desses dois grupos principais, existem categorias que surgiram ao longo do tempo:

  • Máquina de cartão POS: necessita de uma linha telefônica para operar;
  • Máquina de Cartão POS Wireless: utiliza o sinal de internet para operar;
  • Máquina de Cartão POO: utilizam chips de celulares para transmitir as informações;
  • Máquina de Cartão TEF: operam via internet e links dedicados. Costumam ser integradas ao sistema de emissão de notas fiscais. Por isso, precisam estar conectadas ao computador que está o sistema;
  • Máquina de cartão mobile: há sempre um dispositivo conectado a um smartphone por cabo ou Bluetooth.

A tabela compara os principais tipos de máquina de cartão por infraestrutura, mobilidade e uso recomendado.

Tipo de soluçãoConexão necessáriaMobilidadeUso mais indicado
POS fixaInternet e energiaBaixaCaixas e balcões
POS móvelChip, Wi-Fi e bateriaAltaMesas, filas e entregas
Leitor mobileCelular e BluetoothAltaAutônomos e baixo volume
TEF integradoInternet e computadorBaixaAlto volume e integração
Tap on PhoneCelular com NFC e aplicativoAltaVendas sem maquininha física

Independentemente do formato, todas aceitam crédito, débito e, cada vez mais, pagamentos por aproximação.

A tecnologia contactless virou padrão. Isso também levou ao surgimento de soluções mais modernas, como o Tap on Phone , que permite receber pagamentos direto no celular, sem maquininha física.

Além disso, costumam aceitar grande quantidade de bandeiras de cartão, como Visa, MasterCard, Maestro, Diners, AmEx e Elo.

O que é necessário para adquirir uma máquina de cartão de crédito?

Quando a gente fala sobre maquininhas, parece que é só comprar o aparelho, ligar, passar o cartão e pronto. Mas, na prática, existe um processo por trás, principalmente se você é empreendedor e quer aceitar cartão com segurança, regularidade e sem dor de cabeça.

Toda empresa que quer usar uma maquininha precisa estar vinculada a uma operadora ou adquirente. É ela que fará a ponte entre o pagamento do cliente e o dinheiro que chega na sua conta. Nada funciona sem essa etapa.

E aí entram alguns requisitos básicos, que podem variar conforme o tipo do seu negócio, mas que quase sempre seguem uma linha parecida:

  • Possuir um CNPJ, caso seja uma empresa ou MEI, ou um CPF, no caso de autônomos, já que algumas operadoras permitem a aquisição por pessoas físicas;
  • Ter uma conta-corrente, em que os pagamentos serão depositados;
  • Ter um ramo de atividade que se ajuste à aceitação de cartões de crédito como meio de pagamento;
  • Realizar o pagamento do serviço. Algumas maquininhas são compradas à vista ou parceladas, enquanto outras funcionam por meio de aluguel mensal. Após o pagamento, a operadora envia o equipamento, que deve ser ativado conforme as instruções recebidas;
  • Montar a infraestrutura para a instalação da máquina escolhida. Por exemplo, para alguns modelos, é preciso ter energia elétrica no local e linha telefônica disponível.

Quanto custa ter uma máquina de cartão de crédito atualmente?

Ter uma maquininha de cartão tradicional não é barato. A maioria dos empreendedores só percebe isso quando coloca tudo na ponta do lápis.

Mesmo quem está começando, ou quem já está no mercado há algum tempo, sente aquele impacto no caixa, quer venda muito ou venda pouco.

E por quê? Porque você paga para ter o equipamento, paga para usar o equipamento e ainda paga uma porcentagem sobre cada venda.

É um ciclo que parece pequeno quando olhamos para os valores individuais, mas que, somados, acabam afetando parte da margem de lucro. Você precisa lidar com:

  • Taxa de cadastro ou adesão: mesmo com regras que proibiram algumas cobranças antigas, as operadoras continuam encontrando maneiras de inserir uma taxa inicial. Elas costumam aparecer com outros nomes: “custo administrativo”, “tarifa de ativação”, “taxa de habilitação”;
  • Aluguel da maquininha: o aluguel é cobrado mês após mês. Para quem tem fluxo instável, como prestadores de serviço, pequenos comércios ou profissionais que trabalham por demanda, esse custo pesa muito;
  • Percentual descontado por transação (a famosa taxa MDR): a cada operação, uma parte da receita vai para a operadora. E quanto menor o ticket médio, maior o impacto no lucro final. O percentual varia conforme a modalidade do pagamento (crédito, débito, parcelado), bandeira usada, tipo de negócio e volume mensal.

Qual é a maquininha de cartão com menor taxa de juros?

Quando alguém me pergunta “qual é a melhor maquininha para começar?”, minha resposta sempre parte do mesmo princípio. A melhor solução é a que não pesa no início e ainda mantém a operação organizada.

As maquininhas tradicionais funcionam, claro. Mas, para quem está começando, elas têm alguns obstáculos:

  • Custo inicial (compra ou assinatura);
  • Taxas mais altas nas vendas parceladas;
  • Necessidade de manutenção e suporte;
  • Dependência de um equipamento extra;
  • Preocupação com perda, roubo ou quebra.

Mesmo sendo o caminho mais conhecido, adquirir uma maquininha não é mais o único meio seguro de aceitar cartão. As tecnologias evoluíram rápido demais. Soluções como transformar o celular em maquininha já competem (e às vezes superam) esse modelo tradicional em praticidade, custo e autonomia.

Afinal, o celular já é o centro da gestão financeira, do atendimento, da comunicação e das vendas. A evolução natural é que ele também se torne o ponto de pagamento.

E é aqui que o Tap on Phone, a tecnologia que permite transformar o celular em maquininha, se torna tão vantajosa.

Para quem está validando um negócio, atendendo fora do ponto físico ou simplesmente não quer assumir um custo fixo, essa costuma ser a solução mais segura, acessível e escalável.

Continue lendo: qual é a maquininha de cartão com menor taxa de juros?

Vantagens do Tap on Phone.

O Asaas tem maquininha de cartão?

O Asaas não oferece maquininha física. No lugar disso, oferecemos o Asaas Tap, uma forma moderna e flexível de vender no cartão.

Para utilizá-lo, basta ter o aplicativo instalado, acessar a aba “Vendas físicas”, informar o valor da cobrança e aproximar o cartão ou carteira digital do cliente ao celular.

Baixe o aplicativo Asaas para Android.

Esse modelo de “maquininha” reduz significativamente os custos operacionais. Afinal, dispensa o uso de equipamentos adicionais e não exige mensalidade.

Outra vantagem que gosto de reforçar é que o Tap on Phone do Asaas é integrado ao ecossistema financeiro da plataforma, unificando as vendas físicas e online.

Assim, você pode acompanhar em tempo real todas as movimentações dentro do aplicativo e controlar melhor o fluxo de caixa.

Se você quer aceitar cartão e pagamentos parcelados sem depender de maquininha física, crie sua conta digital e comece a usar o Asaas Tap agora mesmo!

Perguntas frequentes sobre máquina de cartão

Veja abaixo dúvidas comuns sobre maquininha de cartão:

1. Como funcionam as taxas no débito, crédito à vista e parcelado?

As taxas da máquina de cartão variam conforme modalidade, prazo de recebimento, bandeira e volume vendido. No débito, o desconto ocorre uma vez; no crédito à vista, a taxa MDR costuma ser maior; no parcelado, o custo geralmente aumenta conforme o número de parcelas.

A antecipação de recebíveis pode gerar uma cobrança adicional. Em uma venda hipotética de R$ 100 com taxa de 2%, o estabelecimento recebe R$ 98. Para comparar propostas, verifique MDR, tarifa de antecipação, prazo de liquidação e eventuais custos fixos.

2. Qual a diferença entre recebimento imediato e antecipação de vendas no cartão?

Recebimento imediato é a liquidação da venda em D+0 ou poucas horas, conforme o plano contratado; antecipação transforma parcelas futuras em saldo disponível antes do vencimento. Uma venda prevista para D+30, por exemplo, pode ser antecipada mediante desconto de uma taxa.

Alguns planos tratam o recebimento rápido como antecipação automática. Por isso, o lojista deve conferir a agenda de recebíveis, o custo efetivo e o valor líquido.

3. Como descobrir qual taxa compensa para meu faturamento mensal?

A taxa mais vantajosa é aquela que gera o menor custo efetivo para o seu mix real de vendas. Calcule uma média ponderada por modalidade.

Exemplo: em R$ 20 mil mensais, 40% no débito a 1,5%, 30% no crédito a 3% e 30% no parcelado a 6% gerariam R$ 660 em taxas, equivalentes a 3,3% do faturamento.

Depois, some aluguel, antecipação, conectividade e estornos. Compare também ticket médio, número de parcelas e prazo de liquidação, pois uma taxa anunciada isoladamente não representa o custo total.

4. Comprar ou alugar máquina de cartão: qual opção compensa?

Comprar costuma compensar quando o equipamento será usado por longo prazo; alugar pode fazer sentido quando manutenção e substituição estão incluídas. O ponto de equilíbrio é calculado dividindo o preço de compra pela mensalidade.

Uma máquina de R$ 300 comparada a um aluguel de R$ 50 mensais alcança o equilíbrio em seis meses, sem considerar taxas transacionais. Antes da decisão, avalie garantia, suporte, atualização tecnológica, reposição por defeito e fidelidade contratual. O custo total de propriedade, e não apenas o preço inicial, indica a alternativa mais econômica.

5. Máquina física ou aproximação no celular: qual atende melhor entregas?

Para entregas, o pagamento por aproximação no celular oferece maior portabilidade, enquanto a máquina física traz mais alternativas operacionais. O Tap on Phone exige smartphone compatível, NFC, aplicativo habilitado e conexão com a internet.

Já uma maquininha independente pode aceitar aproximação, chip e senha, além de oferecer bateria própria e, em alguns modelos, comprovante impresso. A decisão deve considerar cobertura móvel, autonomia e volume diário.

Em rotas externas, manter um link de pagamento ou QR Code Pix como opção adicional reduz vendas perdidas por falta de sinal.

6. Qual a melhor maquininha de cartão para MEI?

A melhor maquininha de cartão para MEI é aquela que combina taxas competitivas, baixo custo fixo, facilidade de uso e prazo de recebimento adequado ao fluxo de caixa. Não existe uma única opção ideal para todos os negócios.

Um MEI que vende pouco e ocasionalmente pode priorizar uma máquina sem aluguel, enquanto quem tem vendas frequentes deve comparar principalmente o custo efetivo das transações.

Além das taxas no débito e crédito, avalie parcelamento, antecipação de recebíveis, bandeiras aceitas, conectividade, suporte e formas de pagamento por aproximação. Para quem trabalha com entregas ou vendas externas, também vale considerar soluções de pagamento pelo celular, como o Tap on Phone, que transforma um smartphone compatível em um meio para receber pagamentos por aproximação.

7. Como vender parcelado na máquina sem reduzir minha margem?

Para preservar a margem, incorpore o custo do parcelamento ao preço ou limite o número de parcelas disponíveis. A fórmula básica é: preço de venda = valor líquido desejado ÷ (1 − taxa).

Para receber R$ 100 líquidos com taxa total de 5%, seria necessário cobrar aproximadamente R$ 105,26. Considere também antecipação, impostos, custo do produto e risco de chargeback.

A Lei nº 13.455/2017 permite diferenciar preços conforme o meio ou prazo de pagamento, desde que as condições sejam informadas claramente ao consumidor antes da compra.

8. Como vender presencialmente e online sem comprar máquina de cartão?

É possível combinar Tap on Phone, link de pagamento, Pix e cobrança online sem adquirir uma máquina física. No Asaas, o Asaas Tap permite receber pagamentos presenciais por aproximação em celular Android compatível com NFC.

A conta digital PJ gratuita também reúne cobranças por Pix, boleto, cartão e link de pagamento, além de recorrência, split, antecipação de recebíveis, API e gestão financeira integrada.

Assim, vendas presenciais e digitais podem ser acompanhadas no mesmo ambiente. Antes de começar, confirme compatibilidade do aparelho, taxas vigentes, prazo de recebimento e regras de ativação.

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Escrito por

Eduardo Kruger

Eduardo Kruger é Chief Product Officer (CPO) do Asaas e especialista em Conta e Gestão de Pagamentos. Com quase 20 anos de experiência em tecnologia, ele simplifica o universo financeiro para PMEs. Sua trajetória inclui TOTVS, HSBC, GVT e MasterCard. Empreendedor e ex-sócio de fábrica de software, ele conhece os desafios de fluxo de caixa. Como CPO no Asaas, lidera a criação de soluções que aumentam a produtividade. Ele afirma: "Minha paixão é criar soluções que simplifiquem a vida das empresas e as ajudem a crescer." Confie na expertise de Eduardo Kruger.

2 comentários

  1. marcel mimura disse:

    quero informações sobre taxas de antecipação de vendas no cartão de crédito

    1. Redação Asaas disse:

      Olá, Marcel

      Você pode consultar todas as taxas do Asaas nesta página.

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