Automação financeira

Implemente a cobrança de assinatura em poucos passos; veja como!

Publicado em . Atualizado em
Por Jeferson Leandro Kortbein . Tempo de leitura: 18 mins
Homem olhando no computador opções de cobrança de assinatura, enquanto mostra para outra pessoa.

Se a sua empresa já opera com receita recorrente ou está considerando migrar para esse modelo, você vai precisar dominar dois processos que andam juntos: a cobrança e a gestão de assinaturas.

Muita gente trata essas duas vertentes separadamente, mas, na prática, são duas faces do mesmo problema: como receber de forma previsível, sem perder clientes no caminho e sem depender de processos manuais que escalam mal.

Como Diretor de Operações Financeiras e Tesouraria do Asaas , um dos meus papéis é entender a jornada dos clientes, da cobrança ao pagamento. E, por isso, reuni meus conhecimentos para te explicar tudo sobre cobrança de assinatura. Vamos lá?

O que é cobrança de assinatura?

A assinatura, da forma como a conhecemos hoje, é uma modalidade de venda recorrente em que você cobra o seu cliente automaticamente, com periodicidade pré-definida, para que ele continue tendo acesso a um produto ou serviço.

Diferente de uma venda única, a assinatura não exige que o seu cliente reautorize cada transação. A autorização acontece uma única vez, no momento da adesão, e as cobranças seguintes são geradas e processadas automaticamente pelo sistema.

Se você possui algum dos modelos de negócio abaixo, pode ser beneficiado por essa modalidade:

  • Plataformas SaaS e softwares em geral;
  • Clubes de assinatura (produtos físicos ou digitais);
  • Academias, estúdios e serviços de saúde;
  • Consultorias e prestadores de serviço com contrato mensal;
  • Escolas, cursos e plataformas de ensino;
  • Qualquer negócio com relacionamento contínuo com o cliente.

Isso porque automatiza os processos e permite que você foque em outras áreas do negócio, enquanto o seu cliente vai receber as cobranças automaticamente.

E o mercado de assinaturas no Brasil não para de crescer. De acordo com a Pesquisa de Assinaturas 2024 da Opinion Box:

  • 68% dos entrevistados assinam serviços digitais;
  • 79% das pessoas assinam entre 1 e 4 produtos ou serviços de forma recorrente.

Do ponto de vista do cliente, assinar é mais conveniente do que comprar repetidamente. Do ponto de vista da empresa, a receita recorrente resolve um dos maiores problemas do empreendedor brasileiro: a imprevisibilidade financeira.

Quando você cobra por assinatura, passa a ter mais clareza sobre quanto vai entrar no caixa no próximo mês. E isso muda completamente a forma como você planeja, investe e cresce.

Por que priorizar uma operação de cobrança recorrente?

Em todos os meus anos de Asaas, já vi diversas empresas com o mesmo discurso: “o problema não é vender, é cobrar e manter o cliente ativo”.

Acredito que seja o maior problema de quem opta pela cobrança recorrente: a dificuldade de manter previsibilidade de receita.

Se você chegou até aqui, deve ter identificado pontos que pode melhorar na sua operação. Afinal, o simples fato de gerenciar centenas de cobranças manualmente pode se tornar uma grande questão.

Esse tipo de cobrança não é igual às avulsas: quanto mais clientes, mais responsabilidades mensais. E, sem as ferramentas necessárias, você pode acabar se perdendo no processo de organização, gerando:

  • Cobranças esquecidas ou emitidas fora de prazo;
  • Inadimplência crescente por falhas de comunicação;
  • Cancelamentos (churn) por experiências de pagamento ruins;
  • Falta de integração entre sistemas de cobrança e contabilidade;
  • E, a meu ver, o mais grave: ausência de visibilidade sobre o fluxo de caixa futuro.

Em outras palavras, não se trata apenas de “enviar cobranças mensais”. Esse processo é mais complexo, exige priorização e escolha de ferramentas para automatizá-lo.

Com sistemas automatizados, o processo de gestão de assinaturas fica mais eficiente. E essa é uma grande vantagem, porque também combate a inadimplência financeira.

O que torna a gestão de assinaturas complexa?

Eu vejo sempre que muitas empresas subestimam o lado operacional da cobrança recorrente. Quando a base de clientes ainda é pequena, você até consegue gerenciar o processo manualmente. Mas o problema aparece quando você cresce.

Imagine que a sua empresa tem 1.000 clientes ativos, cada um com planos diferentes, prazos distintos e meios de pagamento variados. Agora adicione o fator humano: clientes que alteram o plano no meio do ciclo, cancelam antes do vencimento, trocam de cartão, atrasam um pagamento.

Sem um sistema estruturado, você vai passar um tempo valioso em planilhas, conciliações manuais e cobranças reativas. E o resultado só pode ser: falhas de controle, perda de receita e clientes insatisfeitos.

Então, para combater a complexidade do processo, é preciso equilibrar três frentes:

  • Eficiência operacional: automatizar a geração de cobranças, renovações, notificações e tentativas de reprocessamento. Nada disso deve depender de ação manual para cada cliente;
  • Controle financeiro: ter conciliação automática, acompanhamento de inadimplência em tempo real e visibilidade sobre a receita recorrente mensal (MRR). Sem esse controle, a previsibilidade de receita que você buscou ao adotar o modelo recorrente simplesmente não existe;
  • Experiência do cliente: o processo de pagamento precisa ser fluido. O cliente deve conseguir alterar o plano, atualizar o meio de pagamento ou cancelar com o mínimo de atrito possível.

Esse processo pode ser difícil, principalmente ao realizar o processo manualmente. A seguir, vou te explicar como funciona o pagamento por assinatura; continue a leitura!

Como funciona o pagamento por assinatura?

Se você já assinou alguma coisa como pessoa física ou, até mesmo, em nome da sua pessoa jurídica, sabe que o processo é bem simples. E, do lado de quem vai gerenciar esse processo, também. 

Ele funciona da seguinte forma:

  • O cliente realiza a adesão, escolhe o meio de pagamento e a periodicidade;
  • O seu sistema registra a recorrência com os dados do cliente e a periodicidade definida;
  • Na data de vencimento, a cobrança é gerada e enviada automaticamente;
  • O pagamento é processado com base no meio definido;
  • O sistema registra a confirmação e atualiza o status da assinatura.

Se o pagamento não for confirmado, o sistema pode (e deve) acionar notificações automáticas, tentativas de reprocessamento e réguas de inadimplência.

Porém, todo esse processo pode ser realizado automaticamente, se você escolher uma boa plataforma de cobranças recorrentes , como a do Asaas, por exemplo.

Quais são os meios de pagamento para cobrança de assinatura?

A escolha dos meios de pagamento impacta diretamente a taxa de conversão e a inadimplência. Você sabe quais são os principais meios que pode oferecer aos seus clientes?

A ideia é que você entenda a preferência do seu público e tenha em seu portfólio, para o cliente escolher aquele que é mais conveniente para ele:

  • Cartão de crédito: meio com maior taxa de aprovação automática em cobranças recorrentes. O valor é debitado na fatura do cliente na data acordada. Indicado para empresas que querem maximizar a conversão e minimizar a inadimplência; 
  • Boleto bancário e Pix: permitem que clientes sem cartão ou que preferem pagamento à vista possam aderir à assinatura. O boleto é gerado automaticamente na data de vencimento e o Pix pode ser enviado como cobrança QR Code;
  • Cartão de débito: menos comum em assinaturas, mas disponível em algumas plataformas. O valor é debitado diretamente da conta do cliente na data de cobrança.

Comparativo entre meios de pagamento: qual escolher?

Meio de pagamentoAprovação automáticaInadimplênciaExige ação do clientePerfil ideal
Cartão de créditoAltaBaixaNãoServiços digitais, SaaS, clubes de assinatura
Pix (cobrança recorrente)MédiaMédiaSimClientes sem cartão, preferência por pagamento à vista
Boleto bancárioMédiaMédia-altaSimB2B, clientes corporativos, mercados menos digitalizados
Cartão de débitoAltaBaixaNãoPúblico que não usa crédito, pagamentos de menor ticket

Se posso te dar uma dica, é essa aqui: ofereça pelo menos dois meios. O cartão de crédito deve ser o padrão, por ser o mais popular na escolha, mas os demais ampliam o alcance para públicos que não têm ou não podem usar cartão.

Quais métricas acompanhar em uma operação de cobrança recorrente?

Adotar a cobrança por assinatura sem medir os indicadores certos é um dos maiores erros que você pode cometer no seu processo de gestão.

Existem KPIs que você deve analisar para entender se a sua operação está funcionando corretamente. Veja as principais e para que servem:

MétricaO que éFórmula/Principal Objetivo
MRR (Receita Recorrente Mensal)A soma de tudo que entra de forma previsível no mês.Número de clientes ativos × valor médio do plano.
Churn Rate (taxa de cancelamento)Percentual de clientes que cancelaram a assinatura em um período.(Clientes cancelados no mês ÷ clientes ativos no início do mês) × 100.
Taxa de inadimplênciaPercentual de cobranças que não foram pagas no prazo.Distinguir inadimplência voluntária da involuntária para aplicar automação ou análise de produto.
LTV (Lifetime Value)Receita total gerada por um cliente ao longo do tempo.Ticket médio mensal ÷ churn rate mensal.
Taxa de recuperação de pagamentosPercentual de cobranças que falharam e foram recuperadas automaticamente.Recuperar entre 20% e 40% dos pagamentos que falhariam sem intervenção.

Com essas métricas, você consegue entender se o seu processo de cobrança por assinatura está funcional e, se não estiver, onde atuar em caso de problemas.

Quais são as vantagens da cobrança por assinatura para empresas?

A cobrança por assinatura é um processo que vai desafogar a gestão financeira da sua empresa por automatizar processos.

Além de fazer todo o envio da fatura e processamento do pagamento automaticamente, garantindo que o produto/serviço só fique disponível enquanto durar o prazo, ou até o cliente cancelar a recorrência.

No entanto, existem mais vantagens que podemos ressaltar sobre essa modalidade de cobrança:

  • Previsibilidade de receita: permite que você saiba quanto vai entrar no próximo mês, mesmo que seja uma estimativa baseada na taxa de churn. Assim, permite o planejamento em investimentos, contratação e o crescimento a longo prazo. 
  • Redução do ciclo de vendas: uma vez que o cliente assina, você não precisa vender para ele todo mês. O relacionamento já está estabelecido. Isso reduz o custo de aquisição por unidade de receita ao longo do tempo.
  • Maior LTV (Lifetime Value): clientes recorrentes tendem a permanecer mais tempo e gastar mais ao longo da relação. Um cliente que paga R$ 200/mês por 24 meses vale R$ 4.800. E isso é bem mais do que parece na primeira venda.
  • Menor inadimplência operacional: com a automação, cobranças não são esquecidas, atrasos são tratados proativamente e o índice de inadimplência involuntária (aquela causada por esquecimento ou cartão expirado) cai significativamente.
  • Escalabilidade: é muito mais fácil crescer de 100 para 1.000 clientes com um sistema de cobrança automatizado do que com processos manuais. A operação financeira cresce junto com a receita, sem precisar crescer o time na mesma proporção.
  • Possibilidade de antecipar recebíveis: para a empresa, contar com os pagamentos futuros é essencial, principalmente em momentos de problemas com o fluxo de caixa. Assim, é possível realizar a cobrança por assinatura em plataformas que oferecem a antecipação de recebíveis.

Conheça a antecipação de recebíveis do Asaas.

Como automatizar a cobrança de assinatura na prática

A automação das cobranças de assinatura não se limita apenas a “emitir boleto todo mês”. Ela vai além: é sobre criar um ciclo completo em que cada etapa acontece sem intervenção manual.

Um sistema de cobrança recorrente bem configurado deve te ajudar a eliminar passos e tornar a operação redonda, do início ao fim, por meio de:

  • Geração automática da cobrança na data de vencimento, pelo meio de pagamento escolhido;
  • Envio automático de notificações por e-mail, WhatsApp ou SMS antes e depois do vencimento;
  • Tentativas automáticas de reprocessamento em caso de falha no cartão;
  • Ativação de régua de inadimplência com escalada de comunicação para pagamentos em atraso;
  • Atualização do status da assinatura em tempo real conforme os pagamentos são confirmados;
  • Conciliação automática integrada ao financeiro da empresa.
Passo a passo para gerar cobrança recorrente com o asaas.

Cada uma dessas etapas, feita manualmente, consome horas da equipe por mês. Automatizadas, acontecem em segundo plano enquanto o time foca em outras coisas.

Sempre aconselho a todos que vêm conversar comigo a escolherem uma boa plataforma para realizar esse processo. Apesar de simples, você precisa confiar que o que foi automatizado vai acontecer de verdade, sem intercorrências.

E é por isso que sempre indico o Asaas. Estou por trás do processo de desenvolvimento e melhoria de diversos produtos e posso afirmar que é uma opção completa para você que precisa elevar o jogo da sua gestão de assinaturas.

Como o Asaas resolve a cobrança e a gestão de assinaturas

O Asaas é uma plataforma financeira e operacional que oferece toda a infraestrutura de cobrança recorrente integrada.

Ela foi desenvolvida especificamente para empresas que precisam cobrar clientes de forma recorrente e gerir assinaturas em escala.

Na prática, o Asaas permite:

  • Criar planos de assinatura com diferentes periodicidades (mensal, semestral, anual);
  • Aceitar pagamentos via cartão de crédito, Pix, boleto e cartão de débito;
  • Configurar notificações automáticas antes e após o vencimento;
  • Acompanhar inadimplência e acionar réguas de cobrança sem intervenção manual;
  • Negativar clientes inadimplentes diretamente no Serasa;
  • Ter conciliação automática integrada ao financeiro;
  • Gerar relatórios financeiros das operações. 

A implantação é rápida e fácil. Se a sua empresa vai migrar de planilhas para o ecossistema Asaas, você com certeza vai estruturar toda a operação de cobrança em poucos dias.

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Perguntas frequentes sobre cobrança de assinatura

Qual é a diferença entre cobrança de assinatura e cobrança recorrente?

Na prática, os termos são usados como sinônimos. “Cobrança recorrente” é o conceito mais amplo, refere-se a qualquer cobrança que se repete automaticamente. “Cobrança de assinatura” é a aplicação desse conceito em um modelo de produto ou serviço com plano ativo.

Qual meio de pagamento é melhor para cobrança de assinatura?

O cartão de crédito tem a maior taxa de aprovação automática e menor índice de inadimplência involuntária, sendo o mais indicado para cobranças recorrentes. Boleto e Pix são importantes para ampliar o alcance para clientes sem cartão, mas exigem uma régua de comunicação mais ativa.

Como reduzir a inadimplência em assinaturas?

As principais estratégias são:

  • Usar cartão de crédito como meio principal;
  • Configurar tentativas automáticas de reprocessamento em caso de falha;
  • Criar uma régua de comunicação automatizada com avisos antes e após o vencimento;
  • Facilitar a atualização do meio de pagamento pelo próprio cliente.

O que é gestão de assinaturas?

Gestão de assinaturas é o conjunto de processos que controlam o ciclo de vida de cada assinatura ativa, desde a adesão até o cancelamento. Inclui a geração de cobranças, o controle de inadimplência, o gerenciamento de alterações de plano e a conciliação financeira.

O cartão do cliente por assinatura foi recusado. O que fazer?

Recusas de cartão são normais em cobranças recorrentes e, na maioria dos casos, são involuntárias, por limite insuficiente temporário, cartão expirado ou troca de bandeira. O processo correto é:

  • O sistema tenta o reprocessamento automático em intervalos programados (ex: 1, 3 e 5 dias após a falha)
  • Uma notificação automática é enviada ao cliente pedindo atualização do cartão
  • Se o reprocessamento falhar após todas as tentativas, a assinatura entra em status de inadimplência e o acesso pode ser suspenso conforme regra do negócio

Nunca dependa de contato manual para tratar recusas de cartão. Em uma base de centenas de clientes, isso inviabiliza a operação.

O que fazer quando o cliente quer cancelar uma assinatura?

O cancelamento deve ser simples e acessível. Dificultar o processo aumenta o churn forçado, ou seja, o cliente que não consegue cancelar cancela o cartão, pede estorno ou simplesmente abandona o produto com raiva.

O fluxo recomendado: o cliente solicita o cancelamento → o sistema encerra a recorrência na data de vencimento atual (sem gerar nova cobrança) → o cliente perde acesso ao fim do ciclo pago → o sistema registra o motivo de cancelamento, se possível.

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Jeferson Kortbein é Diretor de Operações Financeiras e Tesouraria do Asaas, especialista em Gestão de Pagamentos e Cobrança. Com mais de 23 anos de experiência no mercado, incluindo 12 anos de liderança no Bradesco, ele tem profundo conhecimento prático. Formado em Administração com pós-graduação em Gestão Financeira, impulsiona o crescimento do Asaas com eficiência. Sua missão é clara: "Minha paixão é simplificar e otimizar as operações financeiras, garantindo que as empresas tenham as ferramentas e o conhecimento necessários para uma gestão de pagamentos e cobrança impecável." Confie na autoridade de Jeferson Kortbein.

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