Gestão Financeira

Entenda todos os detalhes da contabilidade para pet shop: obrigações e importância

Publicado em . Atualizado em
Por Rodrigo Schittini . Tempo de leitura: 9 mins
Profissional segurando o tablet ao lado de um cachorro. Está realizando a contabilidade para pet shop.

Entre compra de mercadorias, controle de estoque, pagamento de fornecedores e prestação dos serviços, manter organizadas as finanças garante o crescimento saudável e lucrativo de qualquer empresa.

Mas quando falamos da contabilidade, impostos e obrigações fiscais, a complexidade aumenta. Principalmente em alguns tipos de empresas, como pet shops, por exemplo. Como esse tipo de negócio reúne atividades diferentes, erros contábeis podem gerar pagamento indevido de tributos, dificuldades no fluxo de caixa e até riscos fiscais. 

Por isso, é importante entender como funciona a contabilidade para pet shop e todas as particularidades deste tipo de negócio, principalmente se você deseja crescer com segurança. Vamos lá?

Por que se atentar para a contabilidade para pet shop?

Se você tem um pet shop, sabe que o trabalho não é só sobre manter um bom serviço de banho e tosa, não é mesmo? 

Afinal, o pet shop se enquadra em um setor que opera de forma híbrida. Ou seja, você pode vender produtos, como rações e acessórios, ao mesmo tempo em que presta serviços de banho, tosa e, em alguns casos, atendimento veterinário.

Mesmo que essa operação englobe diferentes tipos de comércio, ela possui obrigações como qualquer outra. E é preciso segui-las à risca para garantir o bom funcionamento do negócio.

Se você ainda não realiza a contabilidade para pet shop, você pode estar ficando para trás e aumentando uma bola de neve financeira e fiscal. 

Estar a par de todos os processos financeiros, fiscais e contábeis é muito importante para garantir a conformidade da operação. 

Isso porque a contabilidade atua em diferentes frentes: no enquadramento correto das atividades exercidas, escolha do regime tributário adequado, até o cumprimento de obrigações fiscais específicas do setor.

E, por englobar mais de uma atividade, cada uma delas pode ter regras diferentes, gerando classificações de receita diferentes. Isso influencia diretamente no cálculo dos impostos, o que pode aumentar o seu custo mensal.  

Veja mais sobre impostos para empresas.

Por isso, o meu conselho é: não negligencie o processo contábil do seu pet shop. E isso começa desde a abertura da empresa, que vou te ajudar a entender a seguir!

Qual tipo de empresa devo abrir para o meu pet shop?

Um dos principais pontos para se atentar, se você está abrindo ou quer regularizar o seu pet shop, é sobre o tipo de empresa que é possível abrir. 

E isso vem antes mesmo de escolher o regime tributário. A definição correta da natureza jurídica e do CNAE do pet shop faz toda a diferença. 

Essa decisão impacta diretamente na tributação, nas obrigações fiscais e até na possibilidade de enquadramento no Simples Nacional.

Na prática, você pode escolher entre alguns tipos, como: 

  • MEI (Microempreendedor Individual): para pet shops muito pequenos, com faturamento anual de até R$ 81 mil. Costuma ser viável apenas para quem atua exclusivamente com comércio simples ou serviços básicos, como banho e tosa, e ainda em estágio inicial. Veja como abrir um MEI
  • Sociedade Limitada Unipessoal (SLU): recomendada para quem não tem sócios e deseja aumentar o faturamento (acima do MEI). Permitem a separação entre patrimônio pessoal e empresarial, oferecendo mais segurança jurídica. 
  • Sociedades Limitadas (LTDA): permite a criação de um quadro societário, por meio da criação de contratos sociais, que define as regras de cada um dos envolvidos. Veja como abrir empresa LTDA.

É importante ressaltar que MEIs devem respeitar o faturamento e não podem exercer a atividade de atendimento veterinário

Caso queira expandir a atuação da sua empresa e englobar mais serviços e funcionários, opte por outro tipo jurídico de empresa.

Além do tipo de empresa, é importante regulamentar a atividade realizada. Os CNAEs (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) mais comuns para pet shops são: 

  • 9609-2/08: Higiene e Embelezamento de Animais Domésticos;
  • 4789-0/04: Comércio varejista de animais vivos e de artigos e alimentos para animais de estimação;
  • 4771-7/04: Comércio varejista de medicamentos veterinários. 

Qual o melhor regime tributário para pet shop?

Como especialista em gestão financeira e atualmente diretor do Nexinvoice aqui no Asaas, entendo que a escolha do regime tributário é uma das mais importantes para qualquer empresa. 

O mesmo vale para pet shops. Para isso, você deve considerar o faturamento anual, a estrutura de custos e o perfil das atividades exercidas.

Geralmente, o Simples Nacional é a opção mais comum para pequenos e médios pet shops, principalmente pela simplificação no recolhimento dos tributos. 

No entanto, é importante avaliar em qual anexo a empresa se enquadra e como a folha de pagamento impacta na alíquota efetiva.

Em alguns casos, o Lucro Presumido pode ser mais vantajoso, especialmente quando o faturamento é mais elevado e as margens são bem definidas. Essa análise precisa ser feita com base em números reais e projeções financeiras.

Escolher o regime apenas pela praticidade pode comprometer o resultado financeiro do negócio ao longo do tempo.Eu aconselho que você busque o auxílio de uma contabilidade para empresas especializada para te ajudar nessa escolha, combinado?

Quais são as obrigações contábeis de um pet shop?

As obrigações de um pet shop são as mesmas de outras empresas: manter o acompanhamento financeiro, emitir notas fiscais, manter as licenças para operar regulares, etc.

Quando o pet shop oferece atendimento clínico, porém, o cenário muda um pouco. A responsabilidade fiscal e regulatória aumenta. 

A atividade veterinária é considerada serviço de saúde animal e exige não apenas enquadramento tributário adequado, mas também cumprimento de normas específicas da área.

Do ponto de vista tributário, a clínica veterinária pode estar sujeita à incidência de impostos de serviço, além dos tributos federais que variam conforme o regime tributário escolhido. Além disso, também deve cumprir suas obrigações acessórias, como: 

  • Entrega de declarações fiscais periódicas;
  • Emissão de Nota Fiscal de Serviço (NFS-e) para cada atendimento;
  • Escrituração contábil regular;
  • Recolhimento de encargos trabalhistas, quando houver funcionários.

Outro ponto essencial para pet shops com clínica é a responsabilidade técnica. A sua empresa vai precisar ter um profissional registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), para assumir responsabilidade formal pelas atividades técnicas exercidas. 

Dependendo do município e do estado, você também pode ter que cumprir algumas exigências adicionais de registro e fiscalização, como alvarás de funcionamento e da vigilância sanitária, por exemplo. 

Ignorar qualquer uma dessas obrigações pode gerar multas, interdição do estabelecimento e impactos financeiros significativos

Quais são as licenças obrigatórias para abrir um pet shop?

O processo para obtenção das licenças obrigatórias para abrir seu pet shop pode envolver diferentes órgãos reguladores

Para começar, você vai precisar do básico: um registro na Junta Comercial e um CNPJ

Os demais documentos podem variar de acordo com cada estado e município. Como o negócio comercializa produtos de saúde animal, além da possível atividade clínica, existem licenças específicas que precisam ser observadas: 

  • Licença da Vigilância Sanitária: como o estabelecimento pode comercializar produtos alimentícios para animais e oferecer serviços de higiene, é necessário comprovar que o ambiente atende às normas sanitárias vigentes;
  • Registro nos órgãos estaduais de agricultura ou defesa sanitária animal: pode ser obrigatório em casos de comercialização de medicamentos veterinários, além de ser exigida a presença de profissionais habilitados atuando no estabelecimento. 

Além, é claro, do registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária por parte do profissional, caso haja atendimento clínico a animais no local

Essas licenças proporcionam uma operação funcional e evitam penalidades que podem comprometer a continuidade das atividades. Planejar essa etapa antes da abertura reduz riscos e custos inesperados.

A importância de organizar a gestão financeira do seu pet shop

A contabilidade para pet shop depende integralmente da forma como você realiza e estrutura a sua gestão financeira. 

Isso porque, para garantir o bom funcionamento da sua empresa, ambos precisam estar bem alinhados. Algumas práticas ajudam a manter a organização:

  • Separar claramente receitas por tipo de atividade, para entender qual área gera mais rentabilidade;
  • Manter um fluxo de caixa atualizado, registrando todas as entradas e saídas;
  • Definir uma política de precificação que considere custos fixos, variáveis e todos os tributos;
  • Acompanhar indicadores financeiros, como margem de lucro e inadimplência.

Quando essas informações estão organizadas, fica mais fácil tomar decisões estratégicas, negociar com fornecedores e planejar expansões.

Um dos processos mais simples de realizar a gestão financeira é por meio de sistemas completos e especializados, como o que temos aqui no Asaas

Na plataforma, você tem acesso a uma conta digital completa e a outros recursos importantes para a sua contabilidade, como fluxo de caixa e emissão de notas fiscais

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O Asaas traz soluções exclusivas para organização e estruturação de processos financeiros. Os recursos disponíveis garantem a conformidade dos processos do seu pet shop.

Você sabia que temos um sistema ERP completo e gratuito? Disponível para contas empresariais, você usufrui de recursos como:

  • Emissão de notas fiscais de produto, serviço, entrada, saída e para o consumidor;
  • Gestão de estoque;
  • Acompanhamento do fluxo de caixa;
  • Conciliação contábil e fiscal.
Funções do ERP Base.

Assim, com processos organizados e dados confiáveis, a contabilidade deixa de ser apenas uma obrigação e se torna uma aliada no crescimento do pet shop.
Conheça o ERP do Asaas e aprimore todos os processos do seu pet shop.

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Escrito por

Rodrigo Schittini

Rodrigo Schittini é Nexinvoice Director no Asaas, especialista em Gestão Financeira e pioneiro em automação de contas a pagar no Brasil. Ele fundou a Guiando (T.E.M.) e expandiu para o nexinvoice. Após a aquisição da Nexinvoice pelo Asaas em 2024, ele busca tornar as soluções de contas a pagar tão robustas quanto as de contas a receber. No blog, compartilha insights sobre automação e otimização de fluxo de caixa. Ele afirma: "Minha paixão é simplificar e automatizar a gestão financeira." Confie na experiência de Rodrigo Schittini.

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