Crédito Empresarial

Entenda o que é captação de recursos e como conseguir aporte

Publicado em . Atualizado em
Por Pedro Rocha . Tempo de leitura: 25 mins
Sócios da empresa celebram rodada de investimento após apresentarem projeto sobre o que é captação de recursos para investidores.

Se você chegou até aqui, provavelmente é porque sua empresa está buscando meios de captar recursos, certo? Seja para escalar o negócio, investir em mais tecnologia ou expandir o capital intelectual, existe um caminho a percorrer até conseguir um aporte.

E digo isso por experiência. Por muito tempo, fui responsável por analisar o risco e o potencial de cada negócio. E vi o mesmo padrão se repetir: o sucesso ou o fracasso da captação de recursos se encontra na solidez da operação e dos números.

Isso me ensinou a identificar rapidamente um negócio preparado para receber aporte. Como VP de Finanças Estratégicas no Asaas, meu papel é traduzir o que aprendi no complexo mercado de capitais neste manual prático sobre o que é captação de recursos e como conseguir um aporte financeiro. Vem comigo!

O que é captação de recursos?

A captação de recursos é o processo pelo qual você levanta capital para financiar suas operações, crescimento ou projetos específicos.

Você pode atrair este capital de algumas formas:

  • Investidores;
  • Instituições financeiras;
  • Sócios;
  • Órgãos governamentais;
  • Ou pela coletividade.

É um processo amplo e que, para ser realizado corretamente, exige planejamento: além de definir quanto e para que o capital que você está buscando será usado, é preciso deixar claro ao fornecedor do recurso o que ele receberá em troca.

E essa troca pode ser um retorno financeiro, juntar-se à sociedade ou algum outro benefício acordado.

É possível que você consiga captar por mais de uma fonte simultaneamente. O que importa é que cada fonte esteja alinhada ao seu objetivo, e que o conjunto de obrigações geradas não se torne oneroso demais para a sua operação.

Captação de recursos e o aporte de capital são a mesma coisa?

Embora frequentemente usados como sinônimos, o aporte de capital e a captação de recursos não significam a mesma coisa.

Quando falamos em captação de recursos, você deve pensar no processo geral, amplo e estratégico de buscar capital, englobando todas as fontes possíveis.

Agora, quando o assunto é aporte de capital, já estou sendo mais específico. Você pode dizer que recebeu um aporte quando recebe uma injeção direta de recursos financeiros no negócio, geralmente vinda de sócios ou investidores externos em troca de participação ou objetivos definidos.

E, disso, podemos concluir que: todo aporte é uma captação, mas nem toda captação é, tecnicamente, um aporte de capital.

Um exemplo disso é considerar que você contratou um empréstimo bancário tradicional para conseguir mais recursos. Você captou recursos por meio de um financiamento com a instituição. Mas não é um aporte, já que não tem uma relação de troca. Entende a diferença?

Os recursos captados precisam ter um destino?

Sim, sempre. Antes de buscar a captação de recursos, você precisa definir o destino do valor aportado: crescimento, quitação de dívidas, investimento em novos projetos, compra de recursos ou desenvolvimento de infraestrutura.

Sem um propósito, o aporte perde seu valor estratégico. E isso vale para todos os tipos de empresa que estão captando recursos.

Vou te dar um exemplo prático: aqui no Asaas , por exemplo, participei diretamente de grandes rodadas de captação que ilustram bem essa diversidade de finalidades:

  • Em 2023, levantamos mais de R$ 100 milhões, com captação destinada exclusivamente ao atendimento das exigências regulatórias do Banco Central. A empresa já operava no positivo, então os recursos tiveram necessidade estrutural, não de caixa.
  • Também em 2023, lideramos nosso segundo FIDC, de R$ 50 milhões , para operar no mercado de capitais para ampliação da base de funding, com destino específico dentro da estrutura operacional do Asaas.
  • Já em 2024, tivemos o maior aporte de nossa história: R$ 820 milhões via BOND , com SoftBank, 23S Capital e Endeavor Catalyst. O capital foi direcionado para tecnologia, infraestrutura, recursos humanos e aquisição de novos negócios.

Como costumo dizer:

“O aporte de capital não é um fim em si mesmo, mas um meio para alcançar objetivos maiores. Seja para expandir a equipe, desenvolver novas tecnologias ou realizar uma fusão ou aquisição estratégica, ele deve ser parte de um plano financeiro robusto e bem pensado.”

No Asaas, o jogo virou justamente quando conseguimos alinhar capital e estratégia, o que nos deu confiança e recursos para alcançar novos patamares.

E muito disso aconteceu porque sempre mostramos não só para onde o dinheiro vai, mas que estávamos preparados para utilizá-lo da melhor forma.

Toda empresa pode receber aporte de capital?

Em teoria, sim. Na prática, vou ser sincero, o mercado é seletivo. Os investidores vão analisar solidez financeira, tração comercial, qualidade da gestão, tamanho do mercado endereçável e clareza sobre o uso do capital.

Ou seja: o investidor não vai colocar dinheiro em qualquer empresa. Se você está começando a pensar em buscar recursos por meio de aportes, saiba que, se a sua empresa não tem esses elementos estruturados, você raramente vai avançar nas negociações.

Além disso, existem diferentes tipos de empresas, que podem ter processos de captação diferentes. O Terceiro Setor, que inclui ONGs, associações e fundações, possui uma dinâmica distinta e é um grande exemplo para este caso.

Na prática, as fontes de recursos variam de editais e doações diretas a parcerias com o setor privado (investimento social corporativo) e Títulos de Impacto Social.

Continue lendo em: captação de recursos financeiros para ONGs.

Quais são os tipos de captação de recursos?

Se você leu até aqui, posso acreditar que você já entendeu o conceito de captação de recursos, certo? Apesar de ser um grande passo, só pensar em conseguir não é tudo.

Sabia que existem diferentes tipos de captação? E é fundamental entendê-los para conhecer as formas pelas quais você pode buscar por recursos.

É importante ressaltar que você deve escolher a opção mais vantajosa para o seu negócio, principalmente na comparação investimento x retorno. Além de considerar seu perfil, objetivo e a real necessidade deste recurso.

Afinal, em alguns casos, durante a negociação, é possível que mais de uma opção seja apresentada. Por isso, é importante entender quais são as principais formas e como elas funcionam. Veja:

1. Investidores-Anjo

Nesta modalidade de captação, os investidores, geralmente pessoas físicas, investem capital próprio em empresas em estágio inicial, em troca de participação societária minoritária.

Eles vão atuar como uma espécie de mentores para a sua empresa, oferecendo mais do que o capital: fornecem também toda sua rede de networking para a sua empresa alcançar novos mercados.

Essa é uma modalidade bem comum para startups em fase de validação do modelo de negócio, com necessidade de tickets entre R$ 50 mil e R$ 500 mil.

2. Venture Capital (VC)

Essa forma de captação é especializada em investir em empresas de alto potencial de crescimento, em troca de participação acionária.

O VC geralmente atua em empresas em estágios mais avançados que o investidor-anjo, com tickets maiores e processo mais estruturado.

Trata-se de um fundo de investimento muito volátil e de alto risco. Em troca da injeção monetária, o investidor pode receber em troca equity ou participação nas ações.

Os investidores buscam oportunidades com bastante rentabilidade em retorno, sendo uma boa escolha se a sua empresa já tiver um faturamento expressivo no mercado.

Por exemplo, o Asaas, em 2024, recebeu o aporte de R$ 820 milhões da BOND por meio do venture capital.

3. Rodadas de Investimento (Seed, Series A, B, C…)

Esses tipos de captações são estruturados por estágio de maturidade, cada uma com características, tamanho de ticket e perfil de investidor específicos.

Então veja, por exemplo:

Rodada de InvestimentoDescrição
SeedPrimeiros recursos externos, validação inicial do negócio
Series AEscala do modelo já validado
Series B/C+Expansão agressiva, internacionalização, novos mercados

Aprenda mais sobre os diferentes tipos de rodadas de investimento.

4. FIDC (Fundo de Direitos Creditórios)

O Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) é uma estrutura financeira que permite à sua empresa antecipar recebíveis, como boletos, notas fiscais ou duplicatas, transformando receitas futuras em capital de giro imediato.

Ele é um instrumento de mercado de capitais que não gera diluição societária: você obtém o recurso necessário para operar ou crescer sem precisar ceder participação no seu negócio.

Em 2025, estruturamos nosso terceiro FIDC de R$ 100 milhões, com cotas nota AAA pela S&P Global Ratings, o que nos permitiu ampliar significativamente nossa capacidade operacional e de crédito com segurança e eficiência.

À época, meu colega João Vitor Possamai, CFO aqui do Asaas, declarou que o FIDC foi importante para a estratégia da empresa:

Com a estrutura do FIDC e o reconhecimento da S&P Global Ratings, reforçamos nossa solidez financeira e aceleramos novas frentes em meios de pagamento digitais e crédito, consolidando o Asaas como a principal plataforma financeira para PMEs do país.

5. AFAC (Adiantamento para Futuro Aumento de Capital)

O AFAC, ou Adiantamento para Futuro Aumento de Capital, é um aporte financeiro que você, enquanto sócio da empresa, pode realizar com o objetivo de aumentar o capital social em uma data futura.

Representa uma alternativa legal para captação rápida de recursos dentro do quadro societário, sem necessidade de acesso imediato ao mercado externo.

O AFAC é frequentemente utilizado quando:

  • Você precisa de capital com agilidade, sem tempo para formalizar o aumento de capital imediatamente;
  • Você e seus sócios têm disponibilidade financeir a e interesse em fortalecer a empresa;
  • A sua operação precisa ser estruturada de forma a evitar tributação sobre a injeção de recursos.

Para que o AFAC seja bem-sucedido, é fundamental que ele tenha um destino específico, seja devidamente incorporado ao plano de contas da empresa e que todos os sócios aprovem sua implementação.

Qual a diferença entre AFAC e contrato de mútuo?

Embora parecidos, os dois instrumentos têm diferenças substanciais, e confundi-los pode gerar grandes consequências tributárias para a sua empresa. Veja:

CaracterísticaAFACContrato de Mútuo
Origem do recursoApenas sóciosSócios ou terceiros
DestinoAumento do capital socialQualquer finalidade
Prazo de integralizaçãoData futura definidaSem prazo determinado
TributaçãoGeralmente isento de IR/IOFPode estar sujeito a IR e IOF
Vínculo societárioDiretoIndireto

Atenção: se o AFAC não for devidamente formalizado e incorporado ao capital social dentro do prazo acordado, os órgãos competentes podem requalificá-lo como mútuo, gerando obrigações tributárias.

Sugiro que você consulte um contador ou advogado especializado antes de estruturar a operação, combinado?

6. Debêntures

As debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas (sociedades por ações) que oferecem direito de crédito aos investidores.

Na prática, a empresa toma dinheiro emprestado do mercado para financiar projetos, pagar dívidas ou expandir operações, comprometendo-se a devolver o valor com juros em um prazo determinado.

Você precisa saber uma vantagem deste modelo: não há diluição societária, ou seja, você não cede parte da empresa para obter o capital.

Ele é uma boa opção se o negócio já é maduro, possui um fluxo de caixa previsível e necessidade de capital de médio a longo prazo, e você entende que o endividamento estratégico é preferível à abertura de participação acionária.

7. Crowdfunding (ou financiamento coletivo)

O crowdfunding, ou financiamento coletivo, diz respeito à captação de pequenas quantias financeiras por muitos investidores, geralmente via plataformas online.

Pode ser equity crowdfunding (com participação societária) ou reward-based (sem participação financeira, com recompensas). É uma espécie de “vaquinha” virtual.

Neste caso, se você optar pelo crowdfunding, será preciso apresentar um planejamento com metas alcançáveis e prazos definidos, além da apresentação do retorno estimado para o público investidor.

Tende a ser uma boa opção se você possuir uma base de clientes engajada ou projetos com propósito claro, que ressoem com o público.

8. Programas Governamentais e Editais

Nesta categoria, enquadram-se os recursos não reembolsáveis ou que possuem taxas de juros e carências diferenciadas, disponibilizados por entidades como BNDES , FINEP e Sebrae.

São instrumentos de fomento fundamentais para impulsionar a inovação e o desenvolvimento tecnológico em negócios de diversos tamanhos, além de apoiar iniciativas com alto impacto social.

Tende a ser uma excelente escolha se a sua empresa lidera projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), cria tecnologias disruptivas ou gera resultados sociais que podem ser quantificados.

Tipo de CaptaçãoQuem fornece o capitalO que o investidor/credor recebeGera diluição societária?Indicado para
Investidor-AnjoPessoa físicaParticipação societária minoritária + mentoriaSimStartups em validação (ticket R$ 50k–R$ 500k)
Venture Capital (VC)Fundo de investimentoParticipação societária + assento no boardSimEmpresas com tração buscando escala
Rodada de Investimento (Seed, Series A/B/C)Fundo de VC ou investidores institucionaisParticipação societária proporcional ao valuationSimEmpresas em diferentes estágios de maturidade
AFACPróprios sócios da empresaAumento futuro da participação no capital socialNão (entre sócios existentes)Captação rápida dentro do quadro societário
FDICMercado de capitais (investidores do fundo)Rendimento sobre os recebíveis cedidosNãoEmpresas com carteira de recebíveis estruturada
DebênturesInvestidores do mercado de capitaisPagamento de principal + jurosNãoEmpresas maduras com necessidade de capital de médio/longo prazo
Crowdfunding (Equity)Coletividade (muitos pequenos investidores)Participação societária proporcionalSimEmpresas com base de clientes engajada
Programas GovernamentaisGoverno (BNDES, FINEP, Sebrae)Cumprimento de contrapartidas (relatórios, metas)NãoProjetos de inovação, P&D e impacto social

Como conseguir aporte financeiro?

Essa possivelmente é a pergunta que mais recebo de empreendedores: “por onde começo?”. Se você está nesse momento, saiba que é bastante comum ter essas dúvidas.

E, depois de anos analisando empresas em busca de aporte, vivendo o processo do lado do Asaas, posso dizer que posso te ajudar.

Identifiquei um padrão consistente: o sucesso ou o fracasso de um pedido de aporte está na solidez da operação e dos números, antes mesmo de qualquer reunião com investidores.

Para te ajudar a se planejar para dar esse grande passo, separei em 4 grandes etapas o processo de captação de recursos. Vamos lá:

Entenda se a sua empresa está realmente pronta para captar recursos

Entender se a empresa realmente está pronta para captar recursos é o ponto mais importante do processo. E, muitas vezes, pode ser negligenciado.

É bem comum que você acabe buscando investimento cedo demais, ou com objetivos desalinhados com a fase do negócio.

Sempre digo que investidores de verdade buscam, essencialmente, três pontos:

  • Empresas com um plano de crescimento claro;
  • Um plano de negócios que já foi testado; e
  • Uma equipe que inspire confiança.

É claro que existem outras considerações durante o processo, individuais para cada empresa. Mas já é possível começar por esses critérios.

Por isso, é importante que você faça uma análise honesta e objetiva da situação, para entender se o seu negócio está apto para captar recursos.

Responda às seguintes perguntas: para que serve esse capital? Que retorno você pode entregar com ele? Você já tem tração, mercado e dados que provem o potencial de crescimento?

Somente se você tiver respostas contundentes para cada uma delas, considere seguir adiante. Caso contrário, consolide melhor o seu negócio, garanta uma base confiável, que ofereça respostas precisas e, só assim, reconsidere a captação de recursos novamente.

Especifique a destinação do aporte e refine seu pitch

O mercado não investe apenas em empresas, mas em metas bem delineadas e ideias disruptivas.

Por isso, antes de se sentar à mesa, tenha respostas precisas para essas principais perguntas:

  • Qual o montante exato da captação?
  • Em quais frentes específicas esse valor será aplicado?
  • Quais problemas você resolve? Qual o tamanho do seu mercado?
  • Como você monetiza?
  • Quais são os ganhos projetados e o prazo de retorno para quem investe?

Com essas definições, você vai conseguir elaborar um pitch deck capaz de narrar a trajetória do negócio, abordando o problema, o mercado, a tração e o time.

Já pensou ter uma boa ideia e não saber apresentá-la de forma clara? Já vi isso acontecer diversas vezes, com diferentes tipos de negócio. A desorganização acaba até mesmo com o pitch de vendas.

Traga métricas-chave como CAC, LTV, churn, burn rate, margem bruta, ticket médio. Mostre tendências (crescimento mensal, redução de custo de aquisição, etc.). Baseie todo o seu discurso em informações verdadeiras sobre o seu negócio.

Lembre-se: o pitch deve ser pautado pela transparência e por dados concretos, evitando estimativas excessivamente otimistas e sem lastro.

Identifique o perfil ideal de investidor para seu momento

Cada estágio exige um tipo de parceiro. Um investidor de uma fase Seed possui expectativas distintas de um investidor-anjo.

Para não desperdiçar seu tempo, trate a captação como um processo de vendas. Para ser bem-sucedido, você precisa de estratégia. Você não iria atrás de qualquer cliente para vender seu produto ou serviço, certo?

O mesmo se aplica aqui. Você não pode ir atrás de qualquer investidor. A depender do seu modelo de negócio e da sua proposta, você vai precisar pesquisar e segmentar.

Para isso, eu aconselho que você crie uma lista de fundos e investidores que investem no seu setor. Depois disso, pesquise o ticket médio, o estágio de aporte e os cases já financiados.

Preparei um conteúdo completo sobre isso; veja mais em: como encontrar investidores.

Antecipe-se ao processo de due diligence

Se a captação de recursos é uma negociação, o due diligence é uma investigação minuciosa que o investidor faz para validar tudo o que você apresentou. E isso pode assustar.

Nesse processo, é comum que os investidores encontrem: documentação incompleta, inconsistências financeiras ou problemas legais; e esses são os erros mais comuns que vejo derrubarem aportes promissores.

Aqui no Asaas, trabalhamos para ter toda a governança e dados organizados desde o início, o que se tornou fundamental para ganhar agilidade e credibilidade.

Minha recomendação é que você se antecipe e comece a se preparar para o due diligence desde o primeiro dia, mantenha tudo documentado, transparente e pronto para auditoria.

Isso não só evita surpresas, mas reforça o seu profissionalismo e seriedade com o processo.

Estruture a gestão financeira antes de buscar capital

Não há como fugir: a organização das finanças é o alicerce de tudo. Sem esse cuidado, qualquer negociação tende a estagnar rapidamente.

Pense no seguinte: se o domínio sobre a realidade financeira do seu próprio negócio é incerto, como esperar que um terceiro deposite confiança nele?

Na maioria das vezes, a negativa de um aporte surge diante de um questionamento técnico que o fundador não consegue sanar com propriedade.

Os itens indispensáveis na sua organização são:

  • Fluxo de caixa: tenha ciência total sobre as movimentações e o seu burn rate. Uma gestão organizada reflete controle operacional apurado;
  • Balanço Patrimonial: entenda a relação entre seus ativos e passivos para demonstrar a vitalidade real da empresa para além das aparências;
  • DRE: mapeie receitas e custos por período. Quem investe quer enxergar a evolução histórica, não apenas um retrato isolado do presente;
  • Projeções: defina para onde o negócio caminha e sob quais premissas. Modelagens sólidas atestam a visão estratégica da sua liderança.

Com a organização da sua gestão financeira, você também pode perceber que nem sempre a captação de recursos externos é o caminho mais rápido ou viável. Em muitos casos, a sua empresa não está no momento de solicitar aporte financeiro.

Existem soluções mais rápidas, em plataformas confiáveis, como o Asaas, que oferece a antecipação de recebíveis. Vou falar mais dela a seguir.

Como a antecipação de recebíveis do Asaas pode te auxiliar?

Se, depois de ler todo este conteúdo, você chegou à conclusão de que ainda não é momento de investir esforços na captação de recursos externos ou se você precisa de uma injeção de caixa mais ágil e menos burocrática, a antecipação de recebíveis é uma ferramenta estratégica poderosa.

Na plataforma financeira e operacional do Asaas, transformamos as cobranças que você já tem a receber, via boleto ou cartão, em capital imediato.

Passo a passo de como solicitar antecipação de recebíveis.

Ao contrário de um empréstimo, você não está criando uma dívida nova, mas sim adiantando para o presente um valor que já é seu. Ela tem diversas vantagens, entre elas:

  • Liquidez imediata: acesso rápido ao capital de giro sem as amarras burocráticas ou as taxas elevadas das linhas de crédito bancárias tradicionais.
  • Gestão estratégica: você mantém o controle sobre o uso do recurso, seja para aproveitar oportunidades de negócio, fortalecer seu estoque ou honrar compromissos emergenciais.
  • Simplicidade e automação: o processo é integrado ao seu dia a dia operacional. É possível simular valores antes de contratar e até automatizar a antecipação no momento da criação da cobrança.

Essa pode ser a estratégia ideal para quem precisa de fôlego financeiro sem abrir mão de participação societária ou se comprometer com endividamentos de longo prazo.

É, acima de tudo, o reconhecimento de que, muitas vezes, a solução para o crescimento está no seu próprio fluxo de caixa.

Conheça a antecipação de recebíveis do Asaas!

Perguntas frequentes sobre captação de recursos

O que é aporte de capital?

Aporte de capital é a injeção de recursos financeiros em uma empresa. Pode vir de sócios (como no AFAC) ou de investidores externos (como em rodadas de venture capital). Todo aporte precisa ter um destino claro e definido antes de ser buscado.

O que é AFAC?

AFAC (Adiantamento para Futuro Aumento de Capital) é um aporte realizado pelos próprios sócios da empresa com o objetivo de aumentar o capital social em data futura. Difere do contrato de mútuo por ter vínculo societário direto e geralmente não estar sujeito a IR e IOF. Exige aprovação de todos os sócios e destinação específica.

Qual a diferença entre aporte de capital e empréstimo?

No aporte de capital (equity), o investidor recebe participação societária e retorno atrelado ao desempenho da empresa, sem prazo fixo de devolução. No empréstimo (debt), a empresa contrai uma dívida com obrigação de pagamento de principal e juros dentro de um prazo, sem abrir participação societária.

Qual é a diferença entre captação de recursos e financiamento?

Financiamento é uma das formas de captação de recursos. Enquanto a captação engloba todas as alternativas para levantar capital, o financiamento normalmente envolve a obtenção de crédito junto a instituições financeiras, com pagamento futuro acrescido de juros.

Quanto tempo leva uma rodada de captação?

Depende do estágio e do tipo de captação, mas, em geral, rodadas de venture capital levam de 3 a 9 meses do primeiro contato até o fechamento. Planejamento antecipado é fundamental, quem começa o processo quando já precisa do dinheiro geralmente chega atrasado.

Quais os erros mais comuns na captação de recursos?

Posso elencar alguns dos erros mais comuns, mas de maneira geral, são:

  • Buscar aporte sem organização financeira: o investidor percebe a desorganização rapidamente e interpreta como sinal de alto risco.
  • Não definir o destino do capita l: “precisamos crescer” não é resposta suficiente. Investidores financiam objetivos, não intenções.
  • Abordar o investidor errado para o estágio da empresa: um fundo de late stage não investe em empresa seed e vice-versa.
  • Subestimar o tempo necessário: rodadas de captação levam meses. Quem começa quando o caixa está no limite, chega atrasado.
  • Chegar despreparado para a due diligence: documentação desorganizada elimina negócios que pareciam fechados.
  • Aceitar qualquer valuation na pressa: diluição excessiva no início limita captações futuras e desalinha incentivos com os fundadores.

Como aumentar as chances de conseguir uma captação de recursos?

Você pode implementar algumas coisas em sua operação, como: manter a saúde financeira da empresa, ter um bom planejamento financeiro, controlar o fluxo de caixa, organizar a documentação e apresentar indicadores que demonstrem a viabilidade do negócio.

Esses fatores aumentam a confiança de bancos, investidores e outras instituições na hora de conceder recursos.

Avalie este post
Toda a sua rotina financeira e operacional em um só lugar. Asaas, sua empresa lá em cima. Abra sua conta
Compartilhar:

Escrito por

Pedro Rocha

Pedro Rocha é Vice-Presidente de New Ventures no Asaas, especialista em novos negócios e estratégias financeiras. Com passagens por EBANX, Stone, Bradesco e HSBC, ele traz uma vasta bagagem em FP&A, pricing e gestão de projetos para o setor de pagamentos. Formado em Administração, Pedro lidera equipes focadas em impulsionar o crescimento e a inovação da fintech. Sua missão é clara: "Minha paixão é desenvolver novos modelos de negócios que transformem o mercado e gerem valor real para nossos clientes." Confie na visão estratégica de Pedro Rocha

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notebook e celular exibindo a interface do Asaas e a frente deles um cartão do Asaas.

Asaas: conta digital completa para sua empresa

Emita cobranças, faça transferências, pague contas e gerencie seu negócio em um único lugar.
Conhecer o Asaas