Gestão Financeira

Gestão financeira para médicos: transforme seu consultório em um negócio rentável

Publicado em . Atualizado em
Por Pedro Rocha . Tempo de leitura: 11 mins
Cena de médica utilizando calculadora para auxiliar na gestão financeira para médicos em um consultório com o paciente.

Quando um médico decide abrir um consultório, ele não é apenas um profissional da saúde em atuação. Ele também se torna gestor. É nesse momento que muitos percebem a dificuldade em lidar com números, impostos, fluxo de caixa e estratégias financeiras.

A maioria dos médicos aprendeu a cuidar de pessoas, não de planilhas. Ao longo dos últimos anos, acompanhei de perto esse desafio no setor. Vi excelentes profissionais com agendas lotadas enfrentando dificuldades para equilibrar receitas e despesas.

E é justamente aí que mora o risco. Consultórios que nascem com propósito e vocação muitas vezes sofrem para se sustentar financeiramente. Neste artigo, quero te mostrar estratégias descomplicadas de gestão financeira para médicos e como aplicá-las hoje mesmo.

Por que a gestão financeira é essencial para médicos e clínicas?

Se você chegou até aqui, é provável que já tenha sentido na pele o peso de ter que lidar com a parte administrativa do consultório. Conciliar horários, pagar fornecedores, cuidar da folha de funcionários e ainda tentar fechar o mês com lucro. E tudo isso sem deixar a qualidade do atendimento cair.

É por isso que sempre falo que a gestão financeira para médicos vai muito além de saber quanto entra e quanto sai. Ela é o pilar que sustenta todo o funcionamento da clínica, desde o pagamento da equipe e a compra de materiais até o investimento em equipamentos e marketing.

Quando bem executada, permite que o profissional tome decisões baseadas em dados, e não em suposições. E isso muda tudo.

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No caso de uma gestão financeira para clínicas médicas, o impacto é ainda maior. Estamos falando de operações que envolvem diversos especialistas, alto custo fixo e regras tributárias complexas. Um simples erro de cálculo pode comprometer meses de trabalho.

É por isso que a gestão financeira se tornou um tema estratégico. Ela não serve apenas para “organizar contas”, mas para garantir que a clínica tenha fôlego para crescer de forma sustentável, mantendo o mesmo padrão de excelência no atendimento.

As dores mais comuns na rotina financeira de médicos

Antes de te mostrar o que fazer, é importante reconhecer os problemas que mais aparecem no dia a dia de quem trabalha com saúde.

O primeiro deles é o descontrole de fluxo de caixa. Muitos consultórios ainda não têm um sistema centralizado de entradas e saídas. Isso significa que boa parte das informações fica espalhada em planilhas, blocos de notas ou até na memória. Quando chega o momento de pagar impostos, emitir relatórios ou avaliar lucros, tudo vira um caos.

Outro ponto delicado é a separação entre finanças pessoais e profissionais. É comum que médicos usem a mesma conta bancária para despesas da clínica e gastos pessoais. Isso gera confusão e dificulta o acompanhamento real da lucratividade do negócio.

E há ainda os desafios invisíveis, como o planejamento tributário. Muitos profissionais escolhem o regime fiscal sem orientação adequada, pagando mais impostos do que deveriam. Outros deixam de aproveitar benefícios legais por pura falta de tempo para se aprofundar no assunto.

Essas dores têm um custo silencioso. Elas drenam tempo, energia e dinheiro, três recursos valiosos para qualquer médico. 

A boa notícia é que existem 5 práticas que você pode aplicar a partir de hoje para começar a ver os resultados. É o que vou te ensinar no próximo tópico. 

Como aplicar a gestão financeira para médicos na prática?

Falar sobre finanças pode parecer desconfortável para muitos médicos. Afinal, a rotina deles gira em torno de salvar vidas, não de números. Mas a verdade é que, sem organização financeira, qualquer consultório pode perder o equilíbrio rapidamente.

De acordo com dados da Afya Research Center, 72% da renda dos médicos brasileiros está comprometida com despesas fixas e dívidas. Além disso, 50% afirmam que não manteriam seu padrão de vida por mais de três meses caso precisassem interromper o trabalho.

E isso não acontece por falta de capacidade técnica, mas por um motivo simples. Ninguém ensina finanças na faculdade de medicina.

Colocar ordem nas finanças não é algo que acontece de um dia para o outro. Mas é perfeitamente possível. Principalmente quando se entende que a gestão financeira para clínicas médicas não é um evento pontual, e sim um processo contínuo de monitoramento, planejamento e adaptação.

O segredo está em começar pelos pilares certos:

1. Organize o fluxo de caixa da sua clínica médica

O fluxo de caixa é o que mantém a clínica médica viva. Ele mostra o que realmente acontece com o dinheiro, quanto entra, quanto sai e quanto sobra para reinvestir.

Muitos médicos ainda se baseiam apenas na sensação de que “as coisas estão indo bem”, mas essa percepção pode ser enganosa. Sem um acompanhamento diário, principalmente quando há convênios e repasses com prazos diferentes, é fácil perder o controle e tomar decisões erradas.

Por isso, registrar tudo é essencial: 

  • Consultas;
  • Procedimentos;
  • Reembolsos;
  • Pagamentos de planos de saúde;
  • Despesas fixas como aluguel, folha e insumos.
Imagem descreve as etapas do fluxo de caixa.

Com um sistema de gestão financeira para clínicas, como o Asaas, essa rotina deixa de ser um peso. O controle passa a ser automatizado, os relatórios são gerados em segundos e você ganha previsibilidade.

Isso não só traz segurança, mas também tranquilidade para focar no cuidado com os pacientes.

2. Escolha o regime tributário da empresa médica com cuidado 

Um dos erros mais comuns que vejo médicos cometerem é deixar o tema “tributação” sempre para depois. Mas esse “depois” pode custar caro. 

A forma como sua clínica é enquadrada (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real) tem impacto direto na sua margem de lucro.

Tipos de regimes de tributação IRPJ

Cada regime tem suas regras e percentuais, e o ideal depende do faturamento, do número de profissionais envolvidos e até da especialidade médica. Muitas vezes, um pequeno ajuste pode representar uma economia relevante no fim do ano.

Por isso, o ideal é contar com o apoio de um contador especializado em gestão financeira médica, alguém que entenda as especificidades do setor de saúde e possa orientar com base na realidade do seu negócio. 

Quer entender melhor sobre regimes tributários? Já temos um artigo aqui no blog completo sobre impostos para empresas.

3. Mantenha um controle de estoque médico eficiente

Quem administra uma clínica sabe que materiais e medicamentos têm custo alto, e qualquer desorganização impacta o caixa. 

Quantas vezes você já precisou repor um item urgente e acabou pagando mais caro porque o pedido foi feito em cima da hora? Ou percebeu que certos produtos estavam encalhados, prestes a vencer?

Essas situações parecem pequenas, mas, no acumulado, drenam boa parte do lucro.
Por isso, um controle de estoque bem estruturado é indispensável.

Com uma ferramenta integrada à sua gestão financeira, como um sistema ERP, é possível registrar entradas e saídas de produtos, prever o consumo médio, evitar desperdícios e negociar melhor com fornecedores.

O estoque deixa de ser um problema e passa a ser um aliado, funcionando de forma inteligente, alinhada às finanças e à rotina da clínica.

O ERP do Asaas, por exemplo, é gratuito e 100% na nuvem. Com ele, você cadastra seus produtos e serviços, acompanha o fluxo de entradas e saídas e garante o bom funcionamento da sua operação.

Além disso, quando você realiza uma venda, o Base ERP atualiza automaticamente o seu estoque e o fluxo de caixa, simplificando a rotina do seu negócio.

Funções do ERP Base.

4. Tenha uma reserva de emergência para garantir segurança na área médica

Por mais previsível que pareça a rotina médica, imprevistos acontecem. Um equipamento que quebra, um convênio que atrasa repasse ou uma obra inesperada. Qualquer um desses fatores pode comprometer o caixa.

É por isso que toda gestão financeira para clínicas médicas deve prever uma reserva de emergência. Ela funciona como um colchão de segurança, garantindo que o consultório continue operando mesmo em momentos de aperto.

O ideal é reservar, aos poucos, o equivalente a pelo menos três meses de despesas fixas. Parece muito? Talvez. Mas é esse tipo de prática que separa um consultório frágil de um negócio preparado para o futuro.

E o mais importante: ter esse fundo de emergência não é apenas uma questão de sobrevivência financeira, mas de tranquilidade mental. O médico pode continuar atendendo com foco total, sem o estresse de se preocupar com contas pendentes ou prazos apertados.

Imagem descreve os tipos de fundo de emergência.

5. Defina metas e indicadores financeiros para crescer na medicina

Muitos médicos pensam que basta “estar no azul” para que tudo esteja bem. Mas será que a clínica está realmente crescendo? Será que o volume de consultas está aumentando? O lucro está acompanhando esse crescimento?

Essas respostas só vêm com números. Saber como definir metas financeiras e indicadores é o que permite avaliar se o consultório está no caminho certo, além de ajustar o rumo quando necessário.

Metas de faturamento, ocupação de salas, retorno de pacientes e margem de lucro são algumas das mais importantes. Com relatórios automáticos, é possível visualizar tendências, identificar gargalos e agir antes que o problema se torne grande.

O mais interessante é que, quando a equipe passa a enxergar esses indicadores de forma clara, a clínica ganha um senso de propósito coletivo. Todos entendem o impacto do próprio trabalho e colaboram para os resultados.

No entanto, para isso, é preciso do auxílio da tecnologia. Vou te explicar no próximo tópico como você pode usar ela ao seu favor.

O papel da tecnologia na gestão financeira para clínicas médicas

Hoje, tecnologia e gestão caminham lado a lado. Com a rotina corrida dos profissionais de saúde, fazer tudo manualmente deixou de ser viável. 

Ferramentas digitais passaram a automatizar tarefas que antes tomavam horas, como emissão de boletos, envio de lembretes de pagamento e conciliação bancária.

Um software de gestão financeira para clínicas moderno permite concentrar tudo em um só lugar, desde o cadastro de pacientes até o acompanhamento de receitas e despesas.

Com isso, o médico deixa de ser refém das planilhas e ganha tempo para focar no cuidado com os pacientes.

Gosto sempre de afirmar que, mais do que conveniência, a tecnologia oferece segurança e previsibilidade. Ela reduz erros humanos, evita esquecimentos e cria uma visão completa do negócio em tempo real.

Finanças saudáveis, consultórios médicos sustentáveis

A gestão financeira médica é tão importante quanto a excelência do serviço prestado na clínica. Afinal, cuidar da saúde do negócio é o que permite cuidar da saúde das pessoas.

Quando o médico tem uma visão clara de suas finanças, ele toma decisões mais assertivas, oferece um atendimento de qualidade e constrói uma prática médica sustentável.

Digo isso porque, ao longo da minha trajetória no setor financeiro, aprendi que bons resultados nascem de boas decisões,  e essas decisões exigem clareza. 

Inclusive, o Asaas surgiu justamente para devolver essa clareza a quem empreende.

Com a conta digital PJ completa, o médico pode emitir boletos e notas fiscais, cadastrar pacientes como clientes, programar cobranças automáticas e acompanhar tudo em tempo real.

O sistema realiza conciliação automática, enviando notificações quando o pagamento é feito, o que elimina retrabalho e reduz a inadimplência.

A conta do Asaas funciona como uma solução de gestão financeira para clínicas, centralizando o controle do caixa, facilitando a emissão de relatórios e garantindo que todas as movimentações estejam seguras e organizadas.

Se você quer mais autonomia para administrar seu consultório, abra sua conta digital no Asaas e experimente todas as vantagens da plataforma.

Sua gestão não pode depender do risco do erro manual. Eleve a gestão financeira com Asaas. Experimente agora!
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Escrito por

Pedro Rocha

Pedro Rocha é VP de Finanças Estratégicas do Asaas, especialista em Crédito, Investimento e Gestão Financeira. Com vasta experiência bancária e em meios de pagamento, ele é um parceiro estratégico que otimiza o desempenho financeiro. Sua expertise abrange planejamento financeiro, controladoria, precificação, monetização e gestão de projetos/produtos. No blog, ele desmistifica tópicos complexos, transformando seu conhecimento em insights práticos para empreendedores. Ele afirma: "Minha missão é transformar dados em decisões estratégicas, capacitando empresas a alcançarem seu pleno potencial financeiro." Confie na visão de Pedro Rocha.

4 comentários

  1. Lindomar Borges de Medeiros disse:

    Possuo conta digital no Asaas e não estou conseguindo
    acessá-la.

    Solicitei redefinição de senha e não obtive sucesso.

    1. Redação Asaas disse:

      Olá, Lindomar

      Você pode enviar um e-mail para o suporte para realizar essa verificação na sua conta: suporte-tecnico@asaas.com.br

  2. Renato de Castro Santos Júnior disse:

    Material de excelente conteúdo.

    1. Redação Asaas disse:

      Agradecemos o feedback e desejamos sucesso!

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