Ao longo dos últimos anos, a forma como as empresas recebem pagamentos mudou radicalmente. Para quem acompanha esse mercado de perto, como eu, não há dúvidas de que a maquininha de cartão se tornou um facilitador de vendas para negócios de todos os tamanhos.
Para muitos empreendedores, ter uma maquininha parece simples. Mas, por trás dessa decisão, existe estratégia. Custos, taxas, fluxo de recebíveis, bandeiras aceitas, liquidez, conciliação e até a experiência do cliente são peças que influenciam diretamente a saúde financeira do negócio.
Como CPO do Asaas, quero aprofundar esse tema com a visão de quem acompanha a evolução dos meios de pagamento há anos, analisando o mercado, implementando soluções e estudando como comportamentos de consumo se refletem nas transações do dia a dia.
Como funciona a maquininha de cartão nos dias de hoje?
Na prática, a maquininha de cartão funciona como um ponto de conexão entre o cliente, a bandeira do cartão, a adquirente e o estabelecimento. Tudo isso em poucos segundos, de forma quase invisível para quem está pagando.
Saiba mais: o que é adquirente.
No uso cotidiano, o processo parece simples. O vendedor registra o valor, o cliente encosta ou insere o cartão, digita a senha (quando necessário) e pronto.
Mas, por trás dessa ação rápida, existe uma cadeia de tecnologia, segurança e comunicação entre diferentes partes. É isso que garante que o pagamento seja autorizado e o dinheiro, futuramente, repassado ao empreendedor.
Outro fator é que, até pouco tempo atrás, pagar só de aproximar parecia coisa distante. Hoje, é difícil imaginar uma maquininha de cartão sem tecnologia NFC. E isso mostra o quanto os meios de pagamento se aceleraram.
Quanto a compensação, no débito, o repasse costuma acontecer em até 3 dias úteis. Já no crédito, o dinheiro é liberado em cerca de 30 dias, a não ser que o empreendedor opte pela antecipação de recebíveis, um serviço que encurta o prazo, mas adiciona uma taxa pela comodidade.
Conheça a antecipação de recebíveis do Asaas.
Por que a maquininha de cartão se tornou indispensável?
Se você chegou até aqui, provavelmente já percebeu que o comportamento do consumidor tem mudado.
Na verdade, o Brasil vive uma das maiores transformações no comportamento de compra da sua história. Saímos de uma economia fortemente baseada em dinheiro vivo para uma cultura onde o pagamento digital se tornou regra.
Com o crescimento do crédito, da bancarização digital e das soluções instantâneas, como o Pix, a expectativa do cliente evoluiu. Hoje, ele espera poder pagar como quiser, seja no crédito, no débito, no parcelado, com carteira digital ou com aproximação.
Negócios que não acompanham essa dinâmica ficam para trás. E aí entra a maquininha de cartão como um marco dessa transição.
Uma pesquisa do CardMonitor revelou que o mercado de máquinas de cartão fechou o 4º trimestre de 2024 com um aumento de 10,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Hoje, o pequeno empreendedor tem acesso ao que antes era restrito às grandes empresas, como acesso às bandeiras, parcelamento, segurança na venda e garantia de recebimento.
Veja mais: maquininha de cartão para pequenos negócios.
Mas, apesar da democratização, o tema exige cuidado. Porque, ao contrário do que muitos acreditam, maquininha não é tudo igual. E o problema começa exatamente quando essa decisão é feita sem estratégia.
Afinal, quem realmente precisa de uma máquina de cartão?
A resposta rápida é simples: qualquer negócio que queira acompanhar o comportamento do cliente atual.
Mas, olhando com um pouco mais de profundidade, percebemos que a maquininha de cartão cumpre um papel importante para modelos de negócio que dependem de previsibilidade de receita, flexibilidade e segurança.
Ela se torna praticamente indispensável para quem:
- Vende presencialmente e precisa agilizar o atendimento;
- Oferece pagamento parcelado para ampliar o ticket médio;
- Trabalha com produtos ou serviços de alto valor;
- Depende de um fluxo de caixa organizado e previsível;
- Precisa transmitir confiança no ponto de venda.
Uma maquininha funcionando bem, com várias bandeiras, NFC e rapidez na aprovação não é só conveniência, mas estrutura. Quando o cliente percebe uma boa estrutura, ele volta. Ele indica. Ele compra mais.
É por isso que, mesmo com o avanço do Pix e das carteiras digitais, a maquininha continua sendo uma peça importante dentro da estratégia de quem vende no presencial.
Saiba como adquirir uma máquina de cartão de crédito.
5 dicas para usar a maquininha de cartão de forma mais inteligente
Com o tempo, percebi que muitos empreendedores usam a maquininha de cartão apenas como uma ferramenta operacional. Mas quando você entende o papel estratégico que ela pode desempenhar, a relação muda completamente.
A seguir, separei cinco práticas simples que vi funcionarem com muitos negócios. Elas fazem a diferença real no faturamento e na experiência do cliente.
1. Configure e teste a maquininha de cartão antes de abrir as portas
Parece básico, mas é impressionante como muitos negócios descobrem que algo está errado na hora da venda.
Antes da primeira venda do dia, confirme se a maquininha está conectada ao Wi-Fi ou ao chip, se as taxas foram configuradas corretamente, se o parcelamento está habilitado e se o comprovante está funcionando.
Esse passo, que parece simples, evita perda de vendas e transmite segurança ao cliente.
Conheça: maquininha de cartão com menores taxas.
2. Use o parcelamento como uma alavanca de vendas
Empresas de alta performance usam o parcelado estrategicamente, principalmente quando o ticket médio é alto.
Ao oferecer parcelamento, você:
- Diminui a percepção de custo imediato;
- Aumenta a taxa de conversão;
- Mantém competitividade frente à concorrência.
A lógica é simples. Quando o valor se dilui nas parcelas, a barreira de entrada diminui.
Só cuide para que o custo do parcelamento não consuma sua margem. Lembre-se de fazer as contas da taxa MDR e posicionar a oferta com clareza.
A maquininha de cartão pode, e deve, ser usada a seu favor quando o objetivo é vender produtos de maior valor.
Saiba mais: o que é MDR
3. Deixe a maquininha visível e acessível no atendimento
Isso pode parecer detalhe, mas não é. Quando o cliente vê a maquininha de cartão no balcão, ele entende que você está preparado. É percepção de profissionalismo. E a percepção importa.
Além disso, essa visibilidade reduz o tempo de atendimento e elimina aquele momento constrangedor de procurar a máquina no meio da venda.
4. Priorize pagamentos por aproximação (NFC)
Nesse ponto do artigo, você já entendeu que a experiência do cliente mudou com o passar dos anos. Ninguém quer perder tempo digitando senha se não precisa. Cada vez mais, os consumidores estão utilizando cartão por aproximação, carteiras digitais e até o smartwatch.
Se a sua maquininha aceita aproximação, incentive esse tipo de pagamento. Ele é mais rápido, seguro e reduz filas. E, no fim das contas, fila menor significa mais vendas por hora.
Uma maquininha moderna já vem preparada com a tecnologia de pagamento por NFC, melhorando a experiência e diminuindo o risco de desistência na última etapa do atendimento.
5. Acompanhe os extratos diários para entender padrões de venda
Sempre indico a utilização dos extratos da maquininha de forma estratégica. Para mim, eles não servem apenas para saber “quanto entrou”.
Eles mostram horário de pico, ticket médio, bandeiras mais usadas, volume por dia da semana e por aí vai.
Essa é a oportunidade perfeita para empresas crescerem usando esses dados para ajustar equipe, estoque e promoções.
Qual o futuro das máquinas de cartão em tempos de Pix?
Quando paro para analisar a evolução recente do mercado de pagamentos, fica claro que não estamos diante do “fim” das maquininhas, mas sim de uma transformação profunda na forma como os negócios recebem pagamentos.
A digitalização acelerada, impulsionada pelo e-commerce, pelos pagamentos por aproximação e pelo Pix, mudou a expectativa do consumidor e elevou o padrão de conveniência.
E essa mudança não tornou a maquininha menos relevante. Na verdade, ampliou o papel dela. O que mudou foi a forma de usá-la.
Se antes ela era um dispositivo fixo no balcão, hoje ela precisa acompanhar o cliente, o entregador, o prestador de serviço. Precisa ser leve, portátil, prática e conectada.
E é nesse contexto que surge a próxima etapa dessa evolução: o Tap on Phone.
O que antes exigia um dispositivo físico agora cabe no celular do empreendedor.
E, para quem busca dar esse próximo passo com segurança e praticidade, existe uma solução completa: o Asaas Tap.
Com ele, você aceita pagamentos por aproximação direto no celular, sem precisar de maquininha. A tecnologia acompanha você onde seu cliente estiver.
O recurso reduz os custos operacionais, já que dispensa o uso de equipamentos adicionais e não exige mensalidade. Basta baixar o aplicativo Asaas para Android.
Outra grande vantagem é a integração com o ecossistema financeiro do Asaas, unificando as vendas físicas e online. Assim, é possível acompanhar em tempo real todas as movimentações dentro do aplicativo.
Abra sua conta digital agora mesmo e comece a usar o Asaas Tap.
