Se você vende online, provavelmente já chegou ao momento em que uma venda se perde. Mas você conhece os motivos para isso acontecer? Podem ser alguns, como: pagamento travando, redirecionado para outra página ou recusado, sem explicação. Esse é um problema que pode estar no seu gateway.
O gateway de pagamentos é a tecnologia que conecta a sua loja às instituições financeiras para processar transações online com segurança. Ele captura os dados do cliente, protege essas informações e as encaminha para quem autoriza, como a adquirente e o banco emissor, no caso do cartão.
Sou Fernando Chagas , CTO do Asaas há 13 anos, e desenvolvo a tecnologia que processa cobranças das mais de 300 mil empresas que usam nossa plataforma. Neste guia, vou te explicar mais sobre o que é o gateway de pagamentos e como escolher o que melhor se encaixa no seu negócio. Vamos lá?
O que é um gateway de pagamentos?
O gateway de pagamentos é o intermediário tecnológico entre o cliente final, a sua loja e as instituições financeiras. Ele captura e transmite os dados da compra no momento da finalização (checkout), protege essas informações e as transmite para quem autoriza a transação, como bandeiras e bancos emissores.
Então, o gateway permite que a sua empresa venda online e aceite Pix, cartão de crédito, cartão de débito e boleto, sem precisar construir essa infraestrutura sozinha.
Esse processo exigiria certificações de segurança, contratos com cada bandeira e manutenção constante. E isso, além de trabalhoso, pode ter um alto custo para desenvolver do zero.
Por isso, plataformas como o Asaas oferecem toda a infraestrutura por meio de uma API de pagamento. É ela que integra o seu site, app ou sistema de gestão ao processamento e permite automatizar cobranças, conciliação e atualização de pedidos.
Como funciona o gateway de pagamentos na prática?
O gateway de pagamentos funciona, basicamente, em cinco etapas, que acontecem em poucos segundos: captura, criptografia, encaminhamento, autorização e resposta. Todos esses passos acontecem automaticamente, e o seu cliente só vê a confirmação ou a recusa na tela.
Vou te explicar resumidamente a lógica por trás do funcionamento do gateway, veja:
- Captura dos dados: o cliente escolhe como quer pagar e preenche os dados em um formulário seguro no checkout de pagamento;
- Criptografia: as informações são criptografadas e enviadas por conexão segura (SSL/TLS);
- Encaminhamento: os dados seguem para as partes envolvidas, como o processador, a bandeira do cartão e o banco emissor;
- Autorização: o banco verifica saldo, limite e sinais de fraude e aprova ou recusa a compra;
- Resposta: o gateway devolve o status para a loja e para o cliente.
Vou ser sincero com você: a última etapa é a que mais impacta a operação. Com webhooks, o sistema da loja é avisado na hora em que o pagamento é confirmado e pode liberar o pedido sem ação manual.
Aprenda mais em: existem plataformas de pagamento com webhook no Brasil?

Qual a diferença entre gateway de pagamentos, subadquirente e intermediador?
Embora muitas soluções combinem esses três conceitos, os gateways, subadquirentes e intermediadores são diferentes. Eles passam da captura e transmissão de informações até quem processa e repassa os valores para a loja.
Entendo que parece confuso, mas o objetivo de contratá-los e o resultado obtido vai divergir em cada um deles. Explico mais a seguir:
| Solução | O que faz | Onde o cliente paga | Vantagem |
| Gateway de pagamentos | Captura e transmite os dados da transação | No site ou app da própria loja | Controle do checkout e integração via API |
| Subadquirente | Processa, liquida e repassa os valores ao lojista | No site da loja ou em link de pagamento | Um só contrato para várias bandeiras |
| Intermediador | Cobra em nome da loja e assume parte do risco | Em página externa, com redirecionamento | Começa a vender sem integração |
Para decidir qual dessas três soluções escolher, olhe o estágio do seu negócio. Se posso te dar o conselho, é: se você ainda está validando o negócio, o melhor é começar com um intermediador.
Agora, se já tem volume de vendas e quer controlar a experiência de compra, você ganha mais com um gateway integrado via API.
Quais negócios precisam de um gateway de pagamentos?
Qualquer empresa que receba venda online ou receba por meios eletrônicos pode usar um gateway de pagamentos. O uso mais comum é em e-commerces, mas toda loja virtual que lida com recebimentos pode se beneficiar, principalmente na venda parcelada ou recorrente.
Se você ainda vende pouco online e recebe quase tudo por Pix direto na conta, o gateway pode não ser o passo necessário no momento. Um link de pagamento, por exemplo, já atenderia à sua demanda.
Agora, se você está se preparando para aumentar a oferta e os meios de pagamento, a estrutura que o gateway oferece pode ser a saída ideal para o momento.
Geralmente, eu recomendo que negócios implementem o gateway quando:
- O volume de vendas cresce;
- A porcentagem do faturamento por cartão de crédito parcelado aumenta;
- A sua equipe gasta horas conferindo pagamentos manualmente.
Agora, quando falamos de um e-commerce, o cenário muda um pouco. Vou explicar a seguir.
Por que o gateway pesa tanto nas vendas de um e-commerce?
Em um e-commerce, a plataforma de pagamento importa muito, porque é por ela que se fecha a compra. Depois que o cliente escolhe os produtos, o gateway processa a transação, confirma o pedido e aciona a loja para liberar o envio.
Então, enfrentar qualquer problema nessa etapa pode elevar a sua taxa de abandono de carrinho. Pontos como checkout lento, redirecionamento ou poucas opções de pagamento derrubam a conversão.
É o que eu sempre digo: o cliente dificilmente abandona o carrinho porque desistiu do produto, e sim porque teve algum problema no processo.
Nesse mesmo sentido, as opções disponíveis no checkout também contam na sua conversão. Segundo o Ministério da Fazenda, com base no Relatório de Gestão do Pix do Banco Central, o meio de pagamento instantâneo registrou quase 80 bilhões de transações em 2025, com 12,8 milhões de empresas usando o Pix para receber ou pagar.
Por isso, um gateway para e-commerce que tenha cobrança automática, com todos os meios de pagamento disponíveis, ajuda na recuperação de carrinho abandonado.
Aqui no Asaas, temos um exemplo que mostra esse efeito na prática. A escola de aviação CEAB enfrentava lentidão nas transações e chargeback alto. Depois de integrar o gateway à conta digital PJ, aumentou em 95% a taxa de aprovação de vendas.
O diretor da escola, Salmeron Pinto Cardoso Júnior, também concorda: “A chave de sucesso para qualquer produto é ter um bom gateway de pagamento. Assim, você resolve 80% dos problemas do seu negócio.”
Quais são as vantagens e desvantagens de um gateway de pagamentos?
Um gateway de pagamentos vale a pena quando o ganho de tempo e de conversão supera a taxa por transação e o esforço de integração. Ou seja, precisa escalar o negócio? Ele vai ser a melhor saída.
Porém, como citei anteriormente, em algumas situações, o gateway pode não ser a melhor solução. É por isso que, antes de contratar esse serviço, é importante você pesar na balança se, realmente, é hora de dar esse próximo passo.
Para te ajudar, separei algumas das vantagens e também desvantagens que já observei ao conversar com donos de negócios de diferentes portes e nichos. Confira:
| Vantagens | Desvantagens |
| Pix, cartão de crédito, cartão de débito e boleto em um só lugar | Taxa por transação reduz a margem de cada venda |
| Sem custo de desenvolver e certificar um sistema próprio | Integração via API exige apoio técnico |
| Cobrança recorrente automática para assinaturas e mensalidades | O tempo de compensação de vendas por cartão de crédito é maior |
| Conciliação e relatórios de todas as transações | Troca de gateway depois de integrado dá trabalho |
Ao entender o que é prioridade para o seu negócio no momento, a decisão de contratar e integrar um gateway também fica mais fácil.
Como escolher um gateway de pagamentos em 6 passos
Para escolher um gateway de pagamentos, você precisa avaliar alguns critérios, como conformidade, meios disponíveis, custo, entre outros. Afinal, nem todas as soluções disponíveis no mercado vão servir às necessidades do seu negócio.
Esses são alguns dos critérios que uso, depois de 13 anos desenvolvendo, no Asaas, soluções para as necessidades de empresários brasileiros. Para te auxiliar, deixei algumas questões para se fazer para decidir qual o melhor gateway para a sua empresa:
1. O gateway é seguro e segue PCI DSS e LGPD?
Antes de mais nada, você deve se preocupar com a segurança do gateway. Ou seja, a plataforma que oferece esse serviço deve seguir o PCI DSS , padrão internacional de segurança para dados de cartão.
Ela também precisa cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018) , ter sistema antifraude e usar autenticação em múltiplos fatores. Peça ao fornecedor a comprovação de cada item.
Afinal, a LGPD exige, no art. 46, que os agentes adotem “medidas de segurança, técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados“.
Um último ponto é certificar-se de que a empresa é autorizada pelo Banco Central. A autorização indica que ela segue regras de capital, segurança e supervisão do regulador.
2. Ele aceita os meios de pagamento que o seu cliente usa?
O gateway ideal aceita as opções que o seu cliente já usa. Por isso, a minha maior dica é: estude o seu público.
Se a maioria compra parcelado, cartão de crédito com parcelamento é obrigatório. Se você atende quem não tem cartão, boleto e Pix precisam estar no checkout.
- Pix: transferência em tempo real por chave ou QR Code, 24 horas por dia;
- Cartão de crédito: permite parcelar e aumenta o ticket médio;
- Cartão de débito: o valor sai da conta do cliente na hora, à vista;
- Boleto: atende quem não tem conta ou cartão.
Essa é uma etapa importante do seu plano de negócios que não pode ser ignorada, combinado?
3. Quanto ele custa de verdade?
O custo real de um gateway de pagamentos soma taxa por transação, mensalidade, taxa de adesão e prazo de recebimento.
Um gateway com taxa baixa, mas que demora para liberar o dinheiro, pode custar mais ao fluxo de caixa do que outro com taxa maior e recebimento rápido.
Imagine a seguinte situação: a sua loja fatura R$ 100.000 por mês, com 60% das vendas no cartão parcelado.
Se o valor dessas vendas só entra aos poucos, você vai precisar de capital de giro disponível para pagar fornecedores, certo?
Nesse caso, vale comparar o custo de uma possível antecipação de recebíveis com a diferença de taxa entre os gateways, ou optar por um gateway com compensação mais rápida.
4. Ele integra com a sua plataforma?
Um bom gateway de pagamentos se integra à sua plataforma, seja por código, plugin pronto ou API.
Verifique se existem plugins disponíveis para a sua plataforma. Por exemplo, os plugins do Asaas se conectam com a Nuvemshop, Magento, WooCommerce, Pluga e várias outras.
Se o seu sistema é próprio, leia a documentação da API antes de contratar e veja se ela tem ambiente de testes, como o Sandbox.
Quando eu avalio uma API de pagamentos, olho quatro pontos:
- Ambiente de testes;
- Webhooks com reenvio automático em caso de falha;
- Proteção contra cobrança duplicada;
- Versionamento claro.
A documentação mostra se a integração é simples e bem mantida, tanto que, no Asaas, ela é uma das partes mais importantes do nosso processo. Veja a documentação API.
Isso porque, se estiver desatualizada ou incompleta, a sua equipe vai gastar mais tempo do que o previsto. Os desenvolvedores podem te ajudar a entender melhor esse ponto, se for necessário.
Veja nossa página exclusiva do Asaas para desenvolvedores.
5. O que os concorrentes do seu negócio oferecem no checkout?
Estudar o checkout dos seus concorrentes ajuda a achar lacunas na sua operação. Você já parou para fazer uma compra teste em três ou quatro lojas do seu segmento?
Neste processo, anote meios de pagamento, número de parcelas, se há redirecionamento para outra página e quantos campos o cliente precisa preencher até finalizar a compra.
Essa observação simples pode virar o seu diferencial competitivo e complementar a sua lista de necessidades em um gateway.
Por exemplo, se nenhum concorrente oferece compra com um clique ou checkout sem redirecionamento, esse recurso pode reduzir o abandono e aumentar a recompra.
Leia também: como criar um checkout simples para vendas online.
6. O gateway vai além do processamento do pagamento?
Você sabia que recursos extras fazem o gateway reduzir trabalho manual e inadimplência, e não só processar vendas?
Os recursos mais úteis que posso mencionar são:
- Tokenização de cartão;
- Compra com um clique (One-click buy);
- Split de pagamento;
- Conta escrow;
- Antecipação de recebíveis;
- Lembretes automáticos de cobrança por e-mail, SMS e WhatsApp.
Priorize os recursos que resolvem uma dor que você já tem. Por exemplo, um marketplace precisa de split. Uma escola com mensalidades precisa de cobrança recorrente e lembretes.
Como funciona o gateway de pagamentos no Asaas?
O recomendado para uma empresa é juntar gateway, conta, cobrança e emissão de notas em uma única ferramenta. Porém, é bastante comum que, na rotina, elas estejam espalhadas em sistemas diferentes, o que gera retrabalho e erro de conciliação.
Essa unificação é o que oferecemos no Asaas: o gateway é integrado via API à conta digital, e o dinheiro recebido já aparece conciliado na mesma plataforma.
O Asaas é uma plataforma financeira e operacional para empresas autorizada pelo Banco Central. Por isso, pode oferecer diversos recursos financeiros atrelados à tecnologia, como:
| Recurso API Asaas | O que resolve |
| Checkout transparente | O cliente paga sem sair do site da loja |
| Tokenização de cartão e compra com um clique | Guarda os dados com segurança para compras futuras |
| Webhooks | Atualiza o status da cobrança em tempo real no seu sistema |
| Split de pagamento | Divide o valor entre conta principal e subcontas |
| Conta escrow | Libera o dinheiro só depois de uma data ou condição definida |
| Antecipação de recebíveis | Adianta valores das vendas parceladas no cartão |
| Lembretes automáticos | Envia avisos por e-mail, SMS e WhatsApp para reduzir inadimplência |
| Plugins | Integra com WooCommerce, Magento, Nuvemshop e Pluga |
Se a sua empresa quer cobrar por diferentes meios, como Pix e cartão, o gateway de pagamentos atende essa rotina.
Dê o próximo passo para o seu desenvolvimento. Conheça a API de pagamentos do Asaas.
Perguntas frequentes sobre gateway de pagamentos
Qual é o melhor gateway de pagamentos?
Não existe um melhor para todas as empresas. O ideal é o que a ceita os meios de pagamento do seu público, segue PCI DSS e LGPD, integra com a sua plataforma e tem custo total compatível com o seu fluxo de caixa.
Gateway de pagamentos e API de pagamento são a mesma coisa?
Não. O gateway é a infraestrutura que processa a transação. A API é a interface que conecta o seu sistema a essa infraestrutura de maneira simplificada.
Pessoa física pode usar gateway de pagamentos?
Alguns gateways aceitam pessoa física, mas a maioria dos recursos avançados, como split e antecipação, é pensada para empresas com CNPJ.
Todo e-commerce precisa de um gateway de pagamentos?
Todo e-commerce que aceita pagamento online precisa de alguém processando a transação. Quem vende pouco pode começar com um intermediador e migrar para um gateway quando o volume crescer.
O Asaas tem gateway de pagamentos?
Sim. O Asaas tem gateway de pagamentos para Pix, cartão de crédito, cartão de débito e boleto, integrado via API ou por plugins para WooCommerce, Magento, Pluga e Nuvemshop.
Quanto tempo o Asaas leva para liberar cada pagamento?
No Asaas, o Pix é liberado na hora. O boleto é liberado em D+0, se pago até 13h59, ou em D+1, se pago depois. O cartão de débito leva 3 dias úteis, e o cartão de crédito, 32 dias por parcela.

