Uma das etapas mais decisivas de qualquer venda acontece na hora de pagar. É ali que o cliente confirma a compra ou desiste dela. Por isso, escolher os meios de pagamento que sua empresa oferece é uma decisão que impacta diretamente os resultados. E digo mais: oferecer diferentes meios é a forma mais eficaz de aumentar as vendas.
Como diretor de operações financeiras do Asaas, posso garantir que existem muitas opções atualmente. Elas vão desde métodos mais tradicionais até soluções mais recentes. Ao longo da minha experiência na área financeira, percebo que muitas empresas focam apenas em vender mais, mas não facilitam o processo.
Mas, afinal, como escolher a melhor opção para impulsionar suas vendas? Faz sentido oferecer todas as formas de pagamento? Ou existe um equilíbrio mais estratégico? É isso que vamos explorar a seguir.
O que é pagamento?
O pagamento está relacionado ao verbo pagar, tratando-se de uma transferência de dinheiro para outra parte, seja em forma de dinheiro, cheques, transferências ou, ainda, recompensas, como salários, prêmios, etc.
No entanto, quando discutimos transações comerciais, o conceito de pagamento vai muito além de simplesmente transferir dinheiro. Basicamente, trata-se de uma decisão estratégica que pode influenciar diretamente a saúde financeira e o sucesso de um empreendimento.
Além disso, ele possui um impacto significativo nas vendas e na satisfação do cliente. Imagine oferecer apenas um meio de pagamento que não seja conveniente para a maioria dos consumidores? Isso pode resultar em perda de vendas e insatisfação.
Por outro lado, apostar em todas as formas, sem um direcionamento estratégico, pode trazer altos custos operacionais de implementação. Por isso, é importante entender quais os meios de pagamento mais utilizados atualmente.
Qual é a diferença entre tipos de pagamento e meios de pagamento?
Embora frequentemente sejam usados com o mesmo intuito, “tipos de pagamento” e “meio de pagamento” possuem definições diferentes:
- O tipo de pagamento descreve a estrutura ou o método de quitação, como: pagamento à vista, pagamento parcelado, pagamento recorrente e pagamento antecipado;
- O meio de pagamento refere-se ao método específico utilizado para realizar o pagamento, como Pix, cartões de crédito ou transferências bancárias.
Por exemplo, “pagamento à vista” é um tipo de pagamento. “Pix” é um meio de pagamento, que pode ser usado para realizar um pagamento à vista.
Por que oferecer mais opções de pagamento aumenta suas vendas?
Você já teve vendas que não foram concluídas, mesmo com o cliente interessado? Esse cenário é mais comum do que parece. Muitas vezes o problema está justamente na etapa de fechamento da compra.
Quando a empresa oferece poucas opções, o cliente precisa se adaptar ao negócio. E, na prática, isso raramente funciona. Se ele não encontra a forma de pagamento que prefere, a tendência é desistir e buscar outra alternativa.
Por isso, oferecer diferentes meios deixou de ser apenas uma vantagem competitiva. Hoje, é quase uma necessidade para empresas que querem aumentar conversões e melhorar a experiência de compra.
Tenho percebido no mercado que negócios que oferecem pelo menos três formas de pagamento tendem a reduzir o abandono na etapa final da compra.
Veja algumas outras principais vantagens:
- Melhora do fluxo de caixa: quando você oferece mais opções, facilita a conclusão da compra. Isso acelera os recebimentos e aumenta a entrada de dinheiro no caixa, ajudando a manter a operação mais saudável;
- Aumento das conversões de venda: nem todo cliente quer pagar da mesma forma. Alguns preferem cartão, outros Pix ou boleto. Quando você limita as opções, aumenta as chances de abandono. Ao ampliar, você melhora a conversão;
- Mais credibilidade para o público: oferecer diferentes formas de pagamento também transmite mais confiança. O cliente percebe que sua empresa está preparada, profissional e alinhada com o mercado;
- Maior fidelização de clientes: quando o pagamento é fácil, a experiência de compra melhora. E uma experiência positiva aumenta as chances do cliente voltar a comprar com você.
Quais as formas de pagamento mais utilizadas no Brasil?
Antes de decidir quais formas de pagamento oferecer, vale dar um passo atrás e olhar para o comportamento do consumidor. Afinal, entender como as pessoas preferem pagar ajuda a tomar decisões mais estratégicas e evitar escolhas baseadas apenas em suposições.
Na prática, vejo muitas empresas oferecendo apenas as opções que são mais fáceis de implementar e não necessariamente as que os clientes mais utilizam. Isso pode limitar as vendas sem que o problema fique evidente.
Por isso, observar os métodos mais usados no Brasil é um bom ponto de partida para definir prioridades e construir uma estratégia mais eficiente.
Dados recentes do Banco Central do Brasil mostram que, no primeiro semestre de 2025, os meios de pagamento com maior uso foram:
- Pix: 50,9% das transações (36,9 bilhões);
- Cartões (crédito, débito e pré-pago): 34,3% das transações (24,9 bilhões);
- Transferências bancárias (como TED): maior participação em volume financeiro (37,1%);
- Boleto bancário: 8,1% do volume financeiro total;
- Cheque: 0,6% do volume financeiro (em queda).
Outro dado importante: o Pix continua crescendo rapidamente, com alta de 27,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Além disso, o mercado de cartões também segue relevante, com aumento de 9,7% na modalidade crédito.
Quais são as principais formas de pagamento para vender mais?
O próximo passo é conhecer as principais formas de pagamento ideais para o seu negócio.
Mas aqui existe um ponto importante. Nem tudo funciona da mesma maneira para todos os canais. O que faz sentido para uma loja física pode não ser o mais eficiente para um e-commerce.
Em estabelecimentos físicos, por exemplo, a agilidade costuma ser prioridade. Já no ambiente digital, a variedade e a facilidade no checkout fazem mais diferença.
Empresas que equilibram praticidade e variedade conseguem melhorar tanto a conversão quanto a experiência do cliente.
1. Pagamento com dinheiro em espécie
Não há como negar que o pagamento em dinheiro é uma opção tradicional nas compras presenciais. Além de ser mais prático que outros meios, por não precisar de senhas, ele reduz a inadimplência financeira, tendo em vista que o produto é pago na hora.
Ao meu ver, uma das principais vantagens é que não há taxas para recebimento, podendo inclusive conceder descontos para quem escolher o método.
Apesar disso, vai uma dica: armazenar uma quantidade muito grande de dinheiro em caixa pode acabar comprometendo a segurança do estabelecimento. Sempre recomendo contar com ferramentas de segurança para a prevenção contra roubos.
2. Pagamento no cartão de débito e cartão de crédito
Aceitar cartão de crédito e débito é uma indicação que faço tanto para lojas físicas quanto para e-commerces.
No caso do crédito, é possível fazer parcelamentos, aumentando as chances do cliente obter produtos ou serviços. Já no débito, o valor da cobrança é descontado imediatamente da conta do pagador.
Por outro lado, a cobrança por cartão exige o pagamento de taxas por cobrança efetuada. Além disso, é preciso comprar ou alugar uma maquininha de cartão.
Vale ressaltar que, a demora no recebimento pode ser considerada um fator negativo. Em média, a empresa demora 30 dias para receber o dinheiro das vendas por cartão de crédito.
No entanto, eu recomendo usar plataformas de pagamento, como o Asaas , em que é possível contratar a antecipação de recebíveis, adiantando as parcelas e alimentando o fluxo de caixa.
3. Pagamento no Pix
O Pix se tornou o meio de pagamento mais utilizado em 2021, segundo a Febraban, e segue cada vez mais popular entre os consumidores brasileiros.
É claro que isso não foi por acaso. A possibilidade de pagar e receber em tempo real, em segundos, a qualquer hora do dia, mudou a forma como as pessoas compram e recebem.
Além disso, o Pix é uma opção prática e segura. Por conta da sua flexibilidade, é utilizado tanto nas vendas físicas quanto online.
Em soluções mais completas, o Pix Cobrança pode incluir recursos adicionais para facilitar a experiência do cliente.
Por exemplo, com o Open Finance, em vez de copiar códigos ou alternar entre aplicativos, o pagador pode ser direcionado automaticamente ao app do próprio banco para autorizar a transação e retornar com a confirmação instantânea.
Algumas plataformas de pagamento, como o Asaas, já oferecem essa modalidade.
Comece a cobrar por Pix pelo Asaas.
4. Pagamento por boleto bancário
Sempre digo que o boleto bancário é uma opção confiável e popular de pagamento. Essa modalidade permite que todo cliente realize compras, até mesmo os desbancarizados. Além disso, por ser um método comum, passa a ideia de segurança aos consumidores.
Nessa modalidade, é possível oferecer parcelamentos e assinatura. Algumas instituições, como o Asaas, disponibilizam o boleto com QR code para recebimento via Pix.
Ambas as formas facilitam a compra do cliente, tendo em vista que ele não precisará imprimir o documento, podendo pagar de forma online.
Vale ressaltar que, nesta opção, o tempo de compensação de pagamento do boleto é de 1 a 3 dias úteis, a depender de cada instituição.
No Asaas, a compensação ocorre no mesmo dia para pagamentos realizados até 13h30 ou em até 1 dia útil após esse horário.
Emita boletos com o Asaas.
5. Pagamento por carteira digital
A carteira digital é uma solução de pagamento moderna e prática. Ela permite ao cliente realizar compras diretamente pelo celular, sem a necessidade de cartões físicos ou dinheiro em espécie.
Esse método armazena os dados do cartão de forma segura em aplicativos, como: Apple Pay, Google Pay, Samsung Pay, Mercado Pago, entre outros.
Vejo que é uma opção muito utilizada em lojas físicas e em e-commerces, pois oferece agilidade na finalização da compra.
No caso do presencial, basta o cliente aproximar o celular da maquininha com tecnologia NFC (pagamento por aproximação ou Tap on Phone). Já nas compras online, é possível pagar com poucos cliques, aumentando as chances de conversão.
6. Pagamento por transferência bancária
Outra forma é a tradicional transferência bancária, que pode ser feita por meio de TED. Oferecer esse método pode ser vantajoso, pois ainda há clientes que preferem realizar transações diretamente das contas bancárias.
Vale ressaltar que, desde janeiro de 2024, as modalidades de transferência DOC e TEC foram descontinuadas pelo Banco Central, não sendo mais possível utilizar esses recursos para pagamentos.
| Forma de pagamento | Prazo de recebimento (em média) | Taxas | Parcelamento | Melhor para |
| Pix | Imediato | Baixas | Não (geralmente à vista) | Vendas rápidas e fluxo de caixa |
| Cartão de crédito | 14 a 30 dias (ou antecipação) | Médias a altas | Sim | Ticket médio mais alto |
| Cartão de débito | 1 a 2 dias úteis | Médias | Não | Vendas presenciais rápidas |
| Boleto bancário | 1 a 3 dias úteis | Baixas | Sim | Clientes sem cartão ou B2B |
| Carteira digital | Imediato ou conforme cartão | Variável | Sim | E-commerce e mobile |
| Transferência bancária | Mesmo dia | Baixas ou inexistentes | Não | Negociações diretas e valores altos |
Existe um meio de pagamento obrigatório para e-commerce?
E o e-commerce? Quais são as principais formas de pagamento para loja virtual?
Não há um meio de pagamento obrigatório para e-commerce no Brasil. No geral, os lojistas podem escolher quais métodos de pagamento desejam disponibilizar em seu site, considerando as preferências de seus clientes e as taxas cobradas pelos provedores de serviços de pagamento.
No entanto, é fundamental oferecer opções de pagamento variadas para atender às necessidades dos clientes. Segundo pesquisa da Opinion Box, de 2023, os meios de pagamento para e-commerce mais utilizados são o cartão de crédito (80%), Pix (77%), dinheiro (74%) e cartão de débito (66%).
Por isso, conheça os consumidores e ofereça a forma de pagamento para loja virtual que mais os favorece — considerando a segurança das transações e a facilidade na hora de finalizar o processo.
Veja também:
- O que é pagamento duplicado e como evitar?
- O que é ordem de pagamento?
Como aceitar cartão, boleto e Pix na loja virtual de forma inteligente?
Um checkout travado, um erro de validação ou uma falha na autenticação do cartão pode fazer o cliente desistir da compra em segundos. Por outro lado, um pagamento rápido e seguro aumenta a taxa de conversão e melhora a percepção de valor da sua marca.
Por isso, o primeiro passo para aceitar Pix no e-commerce (loja virtual) e outros meios, é escolher uma plataforma ou sistema de pagamento completo.
Além de oferecer diferentes meios de pagamento, é essencial garantir uma jornada simples e segura. O Pix deve proporcionar confirmação imediata, o boleto precisa ser claro e contar com envio automático, e o cartão deve funcionar por meio de um checkout transparente, sem redirecionamentos.
No Asaas, por exemplo, o cliente realiza o pagamento dentro do próprio site, com transações protegidas pelo padrão PCI DSS.
Outro passo importante é automatizar confirmações e conciliações financeiras. No Asaas, assim que um pagamento é confirmado, seja via Pix, cartão ou boleto, o sistema atualiza automaticamente o status da cobrança, envia uma notificação ao cliente e registra o valor no fluxo de caixa.
Isso elimina processos manuais, reduz erros e faz com que a venda, a confirmação e o controle de pagamento de clientes funcionem como um único processo contínuo.
Como escolher as formas de pagamento ideais para seu negócio?
Depois de conhecer as principais formas de pagamento para loja física e loja virtual, surge a dúvida: quais delas realmente fazem sentido para o seu negócio?
Essa decisão vai além de simplesmente oferecer o máximo de opções. O ideal é encontrar:
- Equilíbrio entre o que seu cliente prefere;
- O que é viável para sua operação;
- O que faz sentido financeiramente.
Com minha experiência na área financeira, percebi que as empresas que tomam essa decisão de forma estratégica conseguiram melhorar a conversão sem aumentar a complexidade da operação.
Uma forma prática de fazer isso é contar com uma instituição de pagamento, que permite oferecer várias opções ao mesmo tempo e centralizar a gestão dos recebimentos.
Para escolher as melhores formas de pagamento, vale também considerar alguns critérios:

- Entenda as opções disponíveis no mercado: busque as opções e tendências do mercado. Faça uma pesquisa de concorrência e escolha modalidades mais práticas para obter vantagem competitiva;
- Conheça o público-alvo: públicos mais jovens costumam ter preferência por carteiras digitais. Já pessoas mais velhas ainda optam pelo uso do boleto. Entender as preferências do público irá auxiliar na decisão;
- Considere taxas e mensalidades: dependendo da escolha, a empresa terá que pagar taxas de recebimento, que devem ser consideradas na gestão de contas. Consulte as taxas do Asaas;
- Considere a integração com o sistema de vendas: é importante que as opções escolhidas possam ser integradas ao sistema de vendas. Além de ganhar tempo útil de trabalho para a equipe, há menos chances de erros.
Como oferecer mais meios de pagamento sem complicar a operação?
Depois de definir o que faz sentido para o seu negócio, o próximo passo é colocar isso em prática sem tornar a operação mais complexa.
Oferecer várias opções pode melhorar a conversão, mas também pode aumentar o trabalho operacional se não houver uma estrutura adequada.
Minha sugestão é contar com ferramentas que centralizem esses meios de pagamento. Costuma ser o caminho mais eficiente.
Você pode, por exemplo, integrar formas de pagamento ao seu site por meio de uma API, enviar links para vendas diretas ou utilizar uma plataforma que reúna tudo em um só lugar.
Na prática, isso simplifica a gestão, melhora a experiência do cliente e reduz as chances de perder vendas por falta de opções.
Se a ideia for organizar esse processo de forma mais simples, o Asaas é uma dessas alternativas, permitindo oferecer diferentes formas de pagamento e acompanhar tudo em um único ambiente, de forma mais prática para a operação.
Abra sua conta digital agora mesmo e evite perder vendas por falta de opção ao oferecer todos os meios de pagamentos Asaas!
Dúvidas frequentes sobre formas de pagamento
Confira agora as dúvidas mais comuns sobre formas de pagamento:
Uma empresa é obrigada a oferecer mais de uma forma de pagamento?
Não. Em regra, a empresa pode definir quais formas aceita, desde que informe as condições de pagamento claramente antes da compra.
A Lei nº 13.455/2017 permite preços diferentes conforme o meio ou o prazo de pagamento, mas essa diferenciação deve ser comunicada de forma visível.
O Código de Defesa do Consumidor também proíbe informações enganosas e mudanças após o fechamento do pedido. Em setores regulados ou contratos específicos, podem existir exigências adicionais. Por isso, a política de pagamento deve indicar métodos aceitos, parcelamento, descontos, taxas e regras de reembolso.
Quais modalidades de Pix podem ser usadas para cobrar clientes?
Empresas podem cobrar com Pix por chave, QR code estático, QR code dinâmico, Pix Cobrança, Pix Automático e Pix por aproximação. Não existe uma classificação oficial fixa de “sete tipos de Pix”; as modalidades variam conforme a finalidade.
O QR code dinâmico permite incluir valor, vencimento e identificador da transação, facilitando a conciliação. O Pix Cobrança atende pagamentos imediatos ou com vencimento. Já o Pix Automático permite débitos recorrentes após uma autorização inicial do cliente, sendo indicado para mensalidades, assinaturas e serviços continuados.
Quais novas formas de pagamento digital estão ganhando espaço no Brasil?
Pix Automático, pagamento por aproximação com NFC, iniciação de pagamentos via Open Finance e carteiras tokenizadas estão entre as modalidades digitais em expansão. No Pix Automático, o cliente autoriza cobranças recorrentes uma vez e pode definir limites ou cancelar a autorização.
Na iniciação via Open Finance, o pagamento começa no ambiente de compra e é confirmado no aplicativo bancário. Já NFC, biometria e tokenização reduzem a necessidade de digitar dados do cartão. Essas tecnologias buscam diminuir etapas no checkout, aumentar a segurança e facilitar pagamentos online e presenciais.
Como calcular o custo total de cada forma de pagamento?
O custo total deve incluir tarifa fixa, taxa percentual, antecipação, mensalidade, chargebacks, perdas por fraude e trabalho de conciliação. A fórmula básica é: custo total = tarifa fixa + percentual da venda + custos financeiros e operacionais.
Em uma cobrança de R$100 com taxa de 2,5% e tarifa fixa de R$0,50, o custo inicial é R$3, equivalente a 3% da venda. Também devem entrar no cálculo o prazo de liquidação, o capital parado e a taxa de conversão de cada meio de pagamento.
Quais meios reduzem fraudes e inadimplência nas vendas?
Pagamentos confirmados antes da entrega, como Pix e débito, tendem a reduzir a inadimplência, mas nenhum meio elimina fraudes. No boleto, a empresa deve liberar o produto somente após a compensação, pois a emissão não garante pagamento.
No cartão, existe risco de chargeback por contestação, fraude ou desacordo comercial. Para reduzir perdas, combine autenticação 3DS 2, tokenização, análise antifraude, confirmação por webhook e conciliação bancária.
Também é importante proteger dados conforme a LGPD e, quando houver processamento de cartões, observar os requisitos do PCI DSS.
Como automatizar pagamentos recorrentes sem cobrar manualmente todo mês?
A automação pode ser feita com Pix Automático, cartão recorrente ou emissão programada de boletos. No Pix Automático, disponível nacionalmente desde 16 de junho de 2025, o cliente concede uma autorização inicial para cobranças periódicas. No cartão, a tokenização permite renovar mensalidades sem armazenar os dados sensíveis diretamente.
O boleto recorrente automatiza emissão e lembretes, mas ainda depende do pagamento do cliente. Uma boa régua de cobrança também deve incluir avisos de vencimento, novas tentativas, atualização de status por webhook e acompanhamento da inadimplência e do churn involuntário.
Saiba mais como receber pagamentos recorrentes.
Como integrar Pix, boleto e cartão ao sistema de vendas?
A integração pode ser feita por API, plugins ou links de pagamento conectados a uma plataforma de cobrança. No Asaas, a empresa pode abrir uma conta digital PJ gratuita, gerar cobranças por Pix, boleto, cartão ou link e acompanhar os recebimentos em uma gestão financeira integrada.
A API permite criar clientes e cobranças, enquanto webhooks atualizam automaticamente eventos como pagamento confirmado, vencimento ou estorno. A plataforma também oferece cobranças recorrentes, split de pagamentos e antecipação de recebíveis conforme elegibilidade, além de atendimento humano para apoiar a implementação.
Como começar a receber pagamentos online sem criar um checkout?
A forma mais simples de começar a receber pagamentos é usar um link de pagamento hospedado por uma plataforma de cobrança. A empresa informa valor, vencimento, descrição e condições de parcelamento; depois, envia o link por WhatsApp, e-mail, redes sociais ou orçamento digital.
O cliente acessa uma página segura e escolhe entre os meios habilitados, como Pix, boleto ou cartão. Para evitar fraudes, confirme pelo painel, API ou webhook, nunca apenas por comprovante de pagamento enviado. Também verifique certificado SSL, política de reembolso, identificação do recebedor e conformidade com LGPD e PCI DSS.

