Até abril de 2026, o Brasil registrou a abertura de mais de 2 milhões de pequenas empresas – 14% a mais do que no mesmo período do ano anterior, segundo o Sebrae. O crescimento do número de CNPJs representa maior interesse em investimento no mercado.
Muito disso é porque abrir um negócio é relativamente fácil. No entanto, abrir o negócio certo, do jeito correto, é outra história. Ao longo da minha trajetória como empreendedor e no contato diário com milhares de clientes do Asaas, vejo que esse pode ser o maior desafio para quem está iniciando.
Você tem dúvidas como: por onde começar? Qual tipo de empresa deve abrir? Como formalizar sem cometer erros caros e o que fazer depois de abrir? Neste conteúdo, vou responder tudo e te ensinar a iniciar seu negócio corretamente! Confira.
Por que iniciar um negócio próprio?
Acho que essa é uma pergunta comum para quem se interessa pelo empreendedorismo, no sentido de: por que fazer agora? Vale a pena?
Afinal, decidir abrir o próprio negócio é uma escolha individual. Pode acontecer por necessidade, oportunidade ou vocação. E, no fim das contas, não existe motivo certo ou errado; você só precisa ter uma ideia e a vontade de começar.
Então, se você está pensando em…
- Transformar uma habilidade ou paixão em fonte de renda sustentável;
- Identificar uma oportunidade de mercado não atendida;
- Buscar independência financeira e autonomia;
- Criar algo com potencial de escalar além do trabalho individual.
Iniciar um negócio próprio pode ser o caminho para tirar as ideias do papel e começar a empreender.
O Asaas surgiu exatamente assim: eu, cofundador e Executive Chairman , e meu irmão, Diego, CEO, identificamos uma dor real de pequenos empreendedores com cobranças, gestão financeira e acesso a serviços bancários.
Começamos com poucos recursos e, quase 16 anos depois, hoje o Asaas opera como a 31ª instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central.
E, com base na minha experiência, posso afirmar que o que separa quem permanece de quem fecha nos primeiros anos não é o entusiasmo inicial, é o planejamento. Afinal, não existe motivo errado para abrir a sua empresa, mas existe uma preparação errada.
Como validar a sua ideia antes de abrir um negócio?
Antes de gastar tempo e dinheiro na abertura do seu negócio, você precisa validar se a sua ideia tem mercado.
É necessário se certificar de que existe uma demanda real, conhecer seus concorrentes, traçar o perfil dos clientes que você pretende alcançar, entre outros pontos.
Separei algumas perguntas importantes, que podem nortear seus próximos passos e validar a ideia do negócio:
- Existe demanda real pelo produto ou serviço? Alguém já paga por algo parecido?
- Qual é o perfil do cliente ideal? Onde ele está? Como ele compra hoje?
- Quem são os concorrentes diretos e como eles se posicionam?
- Qual é a proposta de valor diferencial; ou seja, por que o cliente escolheria você?
- A ideia é escalável ou está limitada à sua capacidade individual de entrega?
E, claro, para isso, você precisa de respostas reais. Com dados, informações confiáveis, não apenas os achismos. E, para isso, vai ser necessária a validação na prática.
Para obter suas respostas, você pode:
- Pesquisar seus concorrentes no Google, Reclame Aqui e redes sociais;
- Entrevistar potenciais clientes antes de investir tempo e dinheiro na ideia;
- Lançar uma versão mínima do produto ou serviço (MVP) antes de formalizar;
- Analise dados públicos do setor; entidades como o Sebrae, IBGE e Econodata podem te dar informações confiáveis;
- Pesquisar no boca a boca: fale com pessoas do seu círculo e fora dele, lance um questionário, faça as principais perguntas que você tem dúvida e analise as respostas.
Esse é o processo de validação de uma hipótese de empresa, e vai basear a criação do seu plano de negócios. É claro que os resultados não serão perfeitos. Mas vão servir como evidências suficientes para seguir em frente com risco calculado.
Aprenda a montar um plano de negócios
O plano de negócios é um dos pontos mais importantes da sua organização. Vou explicar mais a fundo sobre ele a seguir.
Afinal, esse documento é o que traduz a sua ideia em decisões concretas.
Ele não precisa ser extenso, precisa ser honesto e trazer todos os pontos importantes a se considerar para abrir um negócio.
Os elementos fundamentais de um plano de negócios são:
| Componente | O que responde |
| Descrição do negócio | O que a empresa faz e para quem |
| Análise de mercado | Tamanho do mercado, concorrência, tendências |
| Proposta de valor | Por que o cliente vai escolher você |
| Modelo de receita | Como e quanto a empresa vai faturar |
| Estrutura de custos | Custos fixos, variáveis e ponto de equilíbrio |
| Projeção financeira | Estimativa de receita e lucro nos primeiros 12-24 meses |
| Estratégia de vendas | Canais de aquisição e conversão de clientes |
Se posso te adiantar uma dica, é: um plano de negócios bem feito já responde qual tipo de empresa abrir, qual regime tributário faz sentido e qual capital inicial é necessário.
Uma ferramenta prática para transformar o plano de negócios em ações concretas é a metodologia 5W2H, que organiza cada iniciativa respondendo a sete perguntas essenciais: o quê, por quê, quem, quando, onde, como e quanto custa.
Ela evita que o plano fique apenas no papel e garante que cada etapa tenha um responsável, prazo e custo definidos. Para aplicá-la passo a passo, veja o artigo sobre como fazer plano de ação 5W2H.
Com essas determinações, fica mais fácil avançar na sua jornada. E, disso, tem uma decisão importante que você precisa tomar: a escolha do tipo de empresa. Vou te explicar a seguir.
Quais os principais tipos de empresa para abrir?
Sendo sincero, essa é a decisão que mais impacta o futuro do negócio e costuma ser a mais subestimada por quem está começando.
A escolha do tipo de empresa define responsabilidade dos sócios, carga tributária, burocracia e credibilidade no mercado.
Ao longo da minha trajetória, vi empresas que começaram como MEIs e migraram para ME no momento certo, escalando com segurança. E outras que escolheram o tipo societário errado e gastaram tempo e dinheiro para corrigir.
Veja mais: como migrar de MEI para ME?
Por isso, sempre bato na tecla da importância da escolha da empresa. Você já sabe se:
- Vai ter sócios ou vai empreender sozinho?
- Qual é a projeção de faturamento anual?
- Sua atividade tem vedação a algum tipo societário?
- Sua tolerância à responsabilidade pessoal sobre dívidas?
Essas respostas são muito importantes para determinar o melhor tipo de empresa. Vou explicar a seguir as principais e quando você deve escolher cada uma. Veja:
Comece sendo MEI – Microempreendedor Individual
A empresa MEI é a que tem a formalização mais simples. Esse tipo de empresa pode ser a melhor escolha se você for um profissional autônomo que trabalha por conta própria.
O MEI tem algumas características específicas, como:
- Faturamento anual de até R$ 81.000;
- Tributação simplificada via DAS (com cobrança de valores fixos mensais);
- Não permite sociedade;
- Permite a contratação de apenas 1 funcionário;
- Não é permitido para profissões regulamentadas (médicos, psicólogos, advogados, engenheiros).
A meu ver, se você é freelancer, prestador de serviços autônomo ou está iniciando um pequeno comércio, o MEI pode ser a melhor opção para você.
Conheça os diferentes tipos de prestação de serviços.
Vale lembrar que é preciso verificar se a atividade que você quer exercer é permitida na lista oficial de CNAEs do MEI.
Abra um negócio EI – Empresa Individual
Se a sua atividade não é permitida pela MEI, como profissões regulamentadas e outros serviços, você pode abrir uma Empresa Individual.
Na Empresa Individual, você vai ser o único dono, sem sócios, com CNPJ próprio. Só que, neste caso, você não tem limite de faturamento como no MEI (isso depende do porte da sua empresa).
Além disso, tem outras características, como:
- Responsabilidade ilimitada: bens pessoais podem responder por dívidas da empresa;
- Pode se enquadrar no Simples Nacional (natureza tributária mais simplificada);
Considero a melhor escolha se você busca formalidade maior que o MEI, at uar com um CNAE diferente e ainda quer trabalhar sozinho.
Se você trabalha em uma profissão regulamentada ou é autônomo e pensa em abrir uma empresa, aconselho que você leia mais sobre os direitos do trabalhador autônomo.
Inicie sua empresa com uma SLU – Sociedade Limitada Unipessoal
A Sociedade Limitada Unipessoal é uma evolução da EI. Ela ainda é individual, ou seja, você ainda não terá sócios, mas o que muda é a sua responsabilidade em relação ao capital social.
Ou seja, os seus bens pessoais são separados dos bens da empresa, protegendo o seu patrimônio. Isso pode gerar mais credibilidade perante os clientes e fornecedores, a depender do seu mercado.
É a melhor opção se você busca formas de proteger o seu patrimônio pessoal.
Invista em uma empresa LTDA – Sociedade Limitada
Em uma empresa LTDA, as coisas já começam a mudar um pouco, em comparação às anteriores.
Em uma Sociedade Limitada, que é o tipo societário mais comum no Brasil para empresas, você já conta com dois ou mais sócios.
Por isso, algumas outras características também mudam, como:
- Responsabilidade de cada sócio limitada à sua participação no capital social;
- Flexibilidade na distribuição de lucros;
- Pode se enquadrar em qualquer regime tributário.
Independentemente do porte, você pode abrir uma empresa LTDA se deseja ter sócios e expandir a sua atuação, com o tempo.
Aprenda como abrir uma empresa LTDA.

Entenda quanto escolher uma SA – Sociedade Anônima
A Sociedade Anônima é pensada para empresas de maior porte. Diferente das limitadas, neste caso, o capital é dividido em ações.
Elas podem ser classificadas como:
- Capital aberto: as ações são negociadas na Bolsa de Valores, com registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM);
- Capital fechado: não vende ações para o público geral, os recursos são dos fundadores ou de fundos de investimento.
Porém, a operação já é mais burocrática, com maior governança e regulamentação. No entanto, se você está pensando em abrir uma startup, por exemplo, ela é indicada, já que é uma boa opção para atrair investidores.
Aqui no Asaas,temos uma iniciativa muito legal se você está pensando em iniciar uma startup: conheça o Asaas for Startups.
A Sociedade Simples (SS) pode ser a melhor opção
Por último, também tem a opção da Sociedade Simples, criada exclusivamente para prestação de serviços por profissionais de natureza intelectual ou regulamentada.
Lembra que disse na MEI que existem atividades específicas para o CNAE? Nas Sociedades Simples, além de conseguir abrir uma empresa, você também pode contar com sócios na sua empreitada.
Porém, é exclusiva para esse tipo de atividade, ou seja, não é permitida para atividades comerciais ou industriais, com tributação diferenciada.
Tabela comparativa dos tipos de empresa
Decidi reunir nesta tabela a seguir os principais tipos que expliquei acima, de uma maneira simplificada. Veja:
| Tipo | Sócios | Responsabilidade | Melhor para |
| MEI | Não | Ilimitada | Autônomos iniciando |
| EI | Não | Ilimitada | Solo com faturamento maior |
| SLU | Não | Limitada | Solo com proteção patrimonial |
| LTDA | 2 ou mais | Limitada | Maioria dos negócios com sócios |
| SA | 2 ou mais | Limitada | Empresas que buscam investimento |
| SS | 2 ou mais | Ilimitada | Profissões regulamentadas |
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Como escolher o regime tributário certo
Além de escolher o melhor tipo de empresa, você também precisa definir o regime tributário, ou seja, como você vai pagar impostos.
Essa escolha é muito importante para o crescimento da sua empresa, e uma escolha errada pode te custar dezenas de milhares de reais por ano.
Existem três principais: o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real.
Simples Nacional
O Simples Nacional pode ser a melhor escolha se o seu faturamento é de até R $ 4,8 milhões por ano.
A Reforma Tributária alterou um pouco a forma de tributação. Assim, você pode escolher entre:
- Recolhimento simplificado, recolhendo vários tributos em uma única guia de contribuição (DAS, Documento de Arrecadação do Simples);
- Regime híbrido, recolhendo alguns tributos via DAS e o IVA Dual (IBS e CBS) por fora, para conseguir juntar créditos tributários.
A escolha vai depender do tipo de serviço ou produto que você vende, se os seus fornecedores têm outro regime tributário e preferem escolher empresas que geram créditos, entre outros quesitos.
Mas, de maneira geral, pode ser a melhor escolha para iniciar – e, com o crescimento, é sempre possível migrar para outro regime tributário.
Lucro Presumido
O lucro presumido é a melhor escolha se a empresa faturar até R$ 78 milhões/ano. A tributação é no lucro, com base calculada em um percentual fixo (presumido) da receita.
Geralmente, é vantajoso para empresas que possuem uma margem de lucro real acima do percentual fixo presumido.
Lucro Real
Já o lucro real é obrigatório para empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões/ano. Neste caso, o cálculo do imposto é em cima do lucro efetivo do seu negócio.
Você pode escolher essa opção quando a margem real é menor do que a presumida, garantindo que você pague menos impostos. No entanto, ele é mais complexo de ser calculado.
Independentemente de qual regime você escolher, siga esse conselho prático indispensável: consulte um contador antes de definir o regime. A diferença entre as opções pode ser de 30% a 40% na carga tributária efetiva.
Passo a passo de como iniciar um negócio
Agora que você já entendeu os principais pontos do processo de abertura de um negócio – plano de ação, escolha do tipo de empresa e regime tributário – é hora de entender a parte prática.
A abertura formal do CNPJ tem etapas bem definidas e, de maneira geral, são simples e rápidas de seguir.
Vou explicá-las a seguir:
1. Escolha o nome empresarial e verifique a disponibilidade
O primeiro passo para começar o seu negócio é escolher um nome empresarial. Atente-se, porque alguns tipos de CNPJ podem ter regras específicas.
Por exemplo, para abrir um escritório de advocacia, você precisa seguir as regras estabelecidas pela OAB da sua região para nomear a empresa.
Aprenda como abrir um escritório de advocacia.
Com o nome definido, você precisa consultar a Junta Comercial do seu estado para verificar se o nome está disponível.
A partir disso, você pode seguir para a definição do local.
2. Defina o endereço fiscal
É comum que alguns tipos de empresa precisem de um espaço físico para atuar – alguns serviços ou para a venda de produtos.
Porém, para essa definição, você vai precisar verificar as regras de zoneamento da prefeitura do seu município.
Isso porque essa definição pode levar à necessidade de obtenção de documentações, como licenças e alvarás de funcionamento.
Em alguns casos, é possível solicitar a isenção, mas essa definição é restrita à prefeitura.
Saiba mais sobre licenças e alvarás de funcionamento.
3. Defina o objeto social e o CNAE
Para a abertura, você também vai precisar decidir dois pontos importantes: o objeto social e o CNAE – Classificação Nacional de Atividades Econômicas.
O objeto social é uma descrição detalhada das atividades que a sua empresa vai exercer, e vão constar no Contrato Social.
Já o CNAE é o código numérico dessas atividades, padronizado e utilizado pela Receita Federal para classificar e tributar a sua empresa.
Essa é uma definição importante, que vai impactar diretamente a sua escolha do tipo da empresa que você vai abrir. Aqui, mais uma vez, aconselho que, se você tiver dúvidas, entre em contato com um contador especializado.
4. Elabore o contrato social ou requerimento
Este é o documento que efetivamente dá vida ao seu negócio. Ele funciona como uma certidão de nascimento da empresa, formalizando sua existência perante os órgãos públicos.
Mais do que isso, é aqui que você define como o jogo funciona: a participação de cada sócio, os poderes de administração, o capital social e, fundamentalmente, como a empresa deve ser gerida.
Um contrato bem estruturado traz segurança jurídica e previne conflitos sérios que poderiam travar a sua operação no futuro.
Saiba mais sobre: capital social para abrir empresa.
5. Registre na Junta Comercial ou cartório
Chegou a hora de registrar a sua empresa nos órgãos responsáveis. A definição de onde realizar o processo depende da natureza da sua atividade.
Veja:
- Se o seu negócio tem foco comercial ou industrial, o registro é feito na Junta Comercial do seu estado;
- Se você está formalizando uma Sociedade Simples ou uma empresa voltada a atividades intelectuais e profissionais, o caminho é o Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas.
Consulte um contador para verificar o melhor processo de registro para a sua empresa.
6. Obtenha o CNPJ na Receita Federal
Com o contrato social registrado, o próximo passo é abrir o CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica). O CNPJ é a identidade oficial da sua empresa perante a Receita Federal e é o que torna o negócio uma entidade legal.
É a partir deste número que você vai conseguir realizar processos operacionais com a sua empresa, como abrir uma conta bancária PJ, emitir notas fiscais, tanto para produtos (NF-e) quanto para serviços (NFS-e), além de cumprir com todas as obrigações fiscais do seu negócio.
Quer uma dica? Um ponto muito importante desse processo é usufruir de uma plataforma financeira e operacional completa, como a do Asaas, que oferece diversos recursos para a sua gestão. Conheça a conta digital do Asaas.
Por fim, atualmente, em muitos estados, a emissão do CNPJ ocorre de forma praticamente automática após a integração entre a Junta Comercial e a Receita Federal, otimizando significativamente o processo de formalização.
Mas também é possível realizar o processo online, pelo Portal Redesim, do Governo Federal.
Como profissionalizar o negócio após a abertura?
Iniciar um novo negócio pode começar pelo CNPJ, mas essa é só uma etapa. Existe muito trabalho que vem depois para manter o funcionamento da sua empresa.
Afinal, tudo o que você não quer é um CNPJ irregular, certo? Ou, ainda, que a sua empresa fique estagnada depois de você virar Pessoa Jurídica, porque não sabe quais passos dar a seguir.
É por isso que você precisa ir além: profissionalize o seu negócio. Crie uma estrutura para que ele possa crescer saudável e sustentável.
Vou te dar algumas dicas para seguir:
| Ação Estratégica | Descrição / Objetivo |
|---|---|
| Separação de finanças | Evita a mistura de contas, essencial para medir a lucratividade real. |
| Controle financeiro | Organiza fluxo de caixa, DRE e projeções para previsibilidade. |
| Formalização de processos | Documenta entregas e atendimento, permitindo a delegação de tarefas. |
| Metas financeiras | Estabelece direcionamento estratégico para receita e margem de lucro. |
| Ferramentas de gestão | Automatiza tarefas operacionais para focar em decisões estratégicas. |
| Contador de confiança | Otimiza a carga tributária e garante conformidade legal. |
| Imagem e credibilidade | Reforça a marca e profissionalismo perante clientes e mercado. |
| Processo de vendas | Estrutura uma jornada previsível de prospecção e conversão. |
| Desenvolvimento de equipe | Capacita e treina colaboradores para escalar o negócio. |
| Revisão jurídica | Adapta periodicamente o tipo societário conforme o crescimento da empresa. |
Apesar de eu ter elencado em um passo a passo simplificado, a profissionalização não acontece da noite para o dia. Ela é um processo contínuo de maturação, análise e tomada de decisões assertivas.
Para sustentar esses 10 passos ao longo do tempo, o ciclo PDCA (Planejar, Executar, Verificar e Agir) oferece uma estrutura de melhoria contínua: planejar as mudanças, executá-las, verificar os resultados e agir sobre os desvios encontrados.
Aplicado de forma recorrente, ele impede que o negócio estagne após as primeiras melhorias e mantém a profissionalização como um movimento permanente.
Aprenda a aplicar o Ciclo PDCA neste conteúdo.
A partir disso, você vai conseguir colocar cada passo em operação e, consequentemente, melhorar a imagem da sua empresa.
Mas preciso te relembrar de um passo muito importante, que citei na tabela, mas vou aprofundar a seguir: você precisa organizar a sua gestão.
Sejam com ferramentas específicas ou com uma plataforma como o Asaas . Veja mais:
Como o Asaas ajuda quem está começando
Acho que você já sabe que a gestão financeira é um dos maiores gargalos de quem abre um negócio. Segundo o Serasa Experian , o ano de 2025 registrou mais de 8,9 milhões de empresas inadimplentes no Brasil.
E isso pode acontecer por inúmeros motivos: dificuldade operacional, falta de separação entre finanças pessoais e empresariais, ineficiência de cobrança, entre muitos outros.
Porém, você pode mudar essa situação. A plataforma financeira e operacional do Asaas foi criada especificamente para resolver essas questões.
Com soluções pensadas em aprimorar os processos financeiros de pequenos e médios empreendedores, no Asaas, você usufrui de:
- Conta digital PJ gratuita, sem burocracia;
- Emissão de cobranças por boleto, Pix, cartão de crédito e link de pagamento;
- Automação de cobranças recorrentes e controle de inadimplência;
- Emissão de notas fiscais integrada;
- Controle financeiro com visão de fluxo de caixa em tempo real;
- Antecipação de recebíveis quando o negócio precisa de capital de giro.
Inicie o seu negócio com a certeza de que escolheu um parceiro que está com você da gestão à cobrança. Crie sua conta digital no Asaas.
Perguntas frequentes (FAQ) sobre como iniciar um negócio
Qual é o tipo de empresa mais fácil de abrir?
Sem dúvidas, o MEI é o tipo de empresa mais simples para se abrir, com o processo feito em minutos pelo portal gov.br, sem custo e sem contador.
No entanto, nem toda empresa pode ser MEI e tem limitação no faturamento e nas atividades permitidas.
Com a modernização dos processos, os demais tipos de empresa também podem ser abertos online, pelo Portal do Governo Federal.
Veja como cancelar o MEI a qualquer momento.
Posso abrir uma empresa sem sócio?
Sim. Alguns tipos de empresa, como MEI, EI e SLU são voltados para empreendedores individuais, com diferenças na responsabilidade ao capital social da empresa, mas são opções para quem deseja seguir empreendendo sozinho.
Qual é o custo para abrir um CNPJ?
O MEI é gratuito. Para outros tipos societários, os custos variam por estado e envolvem taxas da Junta Comercial e, geralmente, honorários de contador (R$ 500 a R$ 2.000 em média).
Preciso de contador para abrir uma empresa?
Para MEI, não é obrigatório. Para demais tipos societários, é altamente recomendado, embora não seja obrigatório. Erros na abertura podem gerar problemas fiscais difíceis de corrigir, e alguns exigem assinatura de um contador para entrega de documentação.
Qual é a diferença entre LTDA e SLU?
A principal diferença é o número de sócios: SLU tem apenas um titular, LTDA tem dois ou mais. Ambas têm responsabilidade limitada ao capital social.
Quanto tempo leva para abrir uma empresa?
A abertura do MEI é imediata. Para os demais tipos, o prazo pode depender. Em alguns casos, pode variar entre 5 a 30 dias úteis, dependendo do estado e da complexidade da atividade.
Posso abrir uma empresa sem dinheiro?
Para MEI e EI, sim, não há exigência de capital mínimo. Para LTDA e SLU, é preciso definir um capital social no contrato, mas não há valor mínimo obrigatório na maioria dos casos.
Como sei se preciso migrar de MEI para outra categoria?
Quando o faturamento se aproxima do limite de R$ 81 mil anuais, quando você precisa contratar mais de um funcionário, ou quando a atividade que você quer exercer não é permitida para MEI.

