Rating, a nota do Brasil

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Em Abril de 2008, inicio da crise do subprime nos EUA, o Brasil atingiu o grau de investimento pela agência Standard and Poor´s, o país passou a ser visto como um bom pagador por investidores estrangeiros e fundos internacionais. Esses viram a possibilidade de auferir bons ganhos com baixo risco em um país que na época se beneficiava de um “boom” no preço das commodities. Infelizmente com a deterioração do cenário político e econômico que o Brasil enfrentou nos anos seguintes, tivemos uma nova avaliação da perspectiva da mesma agência perante o Brasil, saindo de “estável” para “negativa” (dia 28/07/2015), por enquanto mantendo o grau de investimento.

As agências de classificação de risco, sendo as três principais: Standard and Poor´s, Moodys e Fitch, juntas, formam o grau de investimento. Elas tem o papel de avaliar o cenário político e econômico, dando uma nota de avaliação para que investidores possam mitigar seus riscos perante investimentos no país. Com a perda desse grau de investimento, teremos que pagar juros maiores para financiar nossas dividas, além de termos uma evasão de capital estrangeiro, podendo elevar ainda mais a cotação do dólar, que chegou em seu maior patamar desde 2002, sendo negociado a R$3,40.

Para perder o grau de investimento temos que sofrer o rebaixamento da nota de 2 das 3 agencias de classificação de risco, mas isso tudo vai depender de como se comportará o governo perante os escândalos de corrupção. O tão falado ajuste fiscal e principalmente o nível da dívida interna, que sempre foi alto, mas encontra-se agora em níveis bem elevados, o que certamente será decisivo para o rebaixamento do grau de investimento, que se confirmado, virá apenas no primeiro semestre de 2016.

Estamos passando por um momento delicado, onde muito do que foi conquistado no cenário econômico mundial pela jovem economia brasileira, sofre o risco de ir por água a baixo, o que não seria nada bom. Estamos perdendo força e a crise pode ser maior do que imaginávamos, mais uma vez, quem sofrerá as consequências será o contribuinte, mas a culpa é de quem?

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