Quais custos envolvem a contratação de um funcionário?

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Investir em capital humano pode ser uma iniciativa muito importante para o bom crescimento da empresa. Ou não. É preciso analisar bem a situação, porque contratar um funcionário não significa apenas arcar com seu salário. Os custos que envolvem contratar e manter mais gente na sua equipe, sob as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), constitui um valor mensal bem maior do que o salário bruto do empregado. Para tomar uma decisão acertada, veja, agora, quais são os custos básicos para em uma contratação:

Salário mensal

Esse é o principal elemento a ser levado em consideração,

já que constitui o maior peso no fluxo de despesas da sua organização. Mas é preciso considerar, também, que serve como poder de atração para que os talentos procurem um cargo na sua empresa.

Vale-transporte

Trata-se de um benefício que o empregador oferece ao funcionário para que ele se desloque de sua residência até o local de trabalho e depois retorne em segurança. A base de cálculo leva em conta o preço integral das passagens cobradas nos transportes utilizados pela pessoa, de modo que parte do custo possa ser descontada do salário do trabalhador — em montante não maior do que 6% do que recebe.

Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)

Esse é um direito trabalhista que o empregado tem para quando for demitido sem justa causa ou em outras situações que o façam precisar de dinheiro, de forma emergencial. Tal quantia tem o aspecto de uma poupança em benefício do trabalhador. O empregador deve depositar, mensalmente, uma porcentagem sobre o salário pago ao colaborador. O benefício incide também sobre férias, 13º salário e aviso prévio.

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

Tanto a empresa quanto o empregado devem pagar mensalmente um percentual para o INSS, de modo que, quando o trabalhador precisar de assistência social, ele esteja coberto. Isso ocorre nos casos de necessidade de pensão por acidentes, auxílio-maternidade ou paternidade, aposentadoria e demais benefícios do gênero. O empregador não pode ficar alheio às obrigações previdenciárias, para não correr o risco de ter que assumir os respectivos gastos com tais benefícios ou até mesmo punições ainda mais graves.

13º salário e férias remuneradas

O primeiro se refere a uma remuneração extra que é devida ao empregado ao final de cada ano, que pode ser dividida em duas parcelas — uma a ser paga até novembro e a outra a ser depositada até o dia vinte de dezembro. Tendo trabalhado por um ano, o empregado ainda faz jus a trinta dias de descanso remunerados pela empresa, com um adicional de um terço sobre o salário básico.

Vale-alimentação ou refeição

A oferta desse benefício fica a critério do empregador, visto que não é uma obrigação legal dos contratantes — a não ser que esteja previsto no contrato de trabalho ou na convenção coletiva daquela categoria. Ou seja, o benefício acaba sendo um diferencial para a captação de talentos. Podem ser fornecidos por meio de tíquetes ou cartão magnético, e desconta-se até 20% do salário do trabalhador. Apesar de os vales não serem deveres impositivos, nas empresas com mais de 300 funcionários, torna-se obrigatório providenciar um local adequado para as pessoas fazerem suas refeições.

Horas extras e adicionais

Se o funcionário precisar ficar além do horário de sua jornada, o empregador deverá pagar horas extras, que, em geral, correspondem a 50% a mais sobre o valor da hora padrão. Além disso, certas atividades demandam acréscimos diversos, como o adicional noturno, de periculosidade e de insalubridade, por exemplo. E tudo isso significa mais gastos para o empregador.

Na hora de se sentar para fazer os cálculos, o empregador poderá verificar que um funcionário tem um custo de até 80% a mais do que seu salário mensal para a empresa. Mas é claro que esse custo varia bastante — conforme os sindicatos das profissões, o regime de apuração fiscal da empresa, entre outros fatores. É preciso fazer uma análise com calma, a fim de examinar se contratar um funcionário é a melhor solução, ou se valeria a pena, por exemplo, contratar uma prestadora de serviços ou ainda terceirizar algum projeto ou demanda.

Você já vem fazendo essas pesquisas? Do que sua empresa está precisando para crescer? Comente aqui e compartilhe suas experiências conosco!

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