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Pix via Open Finance: o que muda na experiência do Pix?

Homem sorrindo usando celular em escritório moderno, realizando pagamento com Pix via Open Finance de forma prática e segura.

O Pix já parecia o auge da praticidade quando foi lançado. Transferências instantâneas, funcionamento 24 horas por dia e um processo muito mais simples do que TED, DOC ou boletos. Mas, mesmo com toda essa evolução, ainda existia um pequeno “incômodo invisível” na experiência.

Quem já precisou pagar uma cobrança Pix pelo celular provavelmente passou por isso: copiar código, trocar de aplicativo, colar as informações, conferir os dados e só então concluir o pagamento. Nada complicado, mas também não exatamente fluido.

É justamente nesse ponto que entra o Pix via Open Finance. Como CPO do Asaas, posso dizer que essa nova modalidade não muda a velocidade do Pix nem a forma como o dinheiro circula. O que ela transforma é a jornada até o pagamento acontecer. E, claro, isso faz bastante diferença.

Qual a importância de melhorar a experiência de pagamento no Pix?

À primeira vista, pode parecer apenas um detalhe técnico. Mas, quando olhamos para o comportamento das pessoas no ambiente digital, fica mais claro o motivo. Cada etapa adicional em um processo online aumenta a chance de abandono.

Isso vale para compras em e-commerce, cadastro em serviços e, claro, pagamentos. Quanto mais passos, maior a probabilidade de interrupções, dúvidas ou simplesmente perda de interesse.

No modelo tradicional do Pix, alguns fatores podem atrapalhar:

Isoladamente, nenhum desses pontos parece crítico. Mas, na prática, eles se acumulam e é justamente aí que muitas empresas começam a perder conversões sem perceber.

Nesse cenário, começa a surgir a necessidade de tornar o processo de pagamento tão simples quanto a decisão de comprar.

É aqui que entram soluções como o Pix com redirecionamento via Open Finance, que busca tornar a experiência mais descomplicada do início ao fim.

Saiba mais: o que é Open Finance.

Como o Pix evoluiu dentro do ecossistema Open Finance?

Se você já precisou pagar uma cobrança Pix pelo celular, provavelmente passou por uma situação parecida. Você recebe o link ou o código, copia, abre o aplicativo do banco, cola as informações, confere os dados e só então finaliza o pagamento.

Funciona. Mas, dependendo do momento, pode ser mais trabalhoso do que parece. Principalmente quando a pessoa está com pressa, com conexão instável ou alternando entre vários aplicativos ao mesmo tempo.

De forma simples, o Pix via Open Finance é uma modalidade em que o pagamento ainda acontece via Pix (instantâneo, como você já conhece), mas a forma de chegar até ele muda. Em vez de copiar códigos ou escanear QR codes Pix, o usuário escolhe pagar com seu banco e é redirecionado ao aplicativo da própria instituição. 

No fim das contas, se o Pix tradicional já resolveu o problema da velocidade, o Pix Open Finance tenta resolver outra parte da experiência: tornar o pagamento mais integrado e, principalmente, mais natural dentro da jornada digital.

Como funciona o Pix com redirecionamento via Open Finance na prática?

Quando a gente fala de inovação em pagamentos, muitas vezes parece algo complexo por trás. Mas o que mais importa é se o usuário consegue pagar de forma simples.

Com o Pix Open Finance, o fluxo muda menos do que parece, mas melhora exatamente onde antes havia possíveis obstáculos.

Imagine comigo:

E aqui entra um ponto que, na minha experiência acompanhando produtos financeiros, faz bastante diferença: o contexto não se perde.

A transação já aparece pronta, com todas as informações preenchidas. O usuário não precisa conferir códigos extensos nem repetir etapas. Ele só valida o pagamento usando os próprios mecanismos do banco, como biometria ou senha.

O que esse fluxo faz é eliminar microdecisões ao longo da jornada. E toda vez que você reduz o esforço do usuário, aumenta a chance de ele concluir o pagamento.

Olhando do ponto de vista de quem constrói soluções financeiras no Asaas, esse tipo de ajuste costuma ter um impacto direto na conversão e na previsibilidade de recebimento.

1. Pix via Open Finance cai na hora?

Sim. O Pix via Open Finance cai na hora na maioria das situações.

Isso porque a liquidação do pagamento continua sendo feita pelo próprio sistema Pix do Banco Central. O Open Finance apenas facilita a iniciação da transação.

Para quem recebe, portanto, a experiência é a mesma. O dinheiro entra instantaneamente na conta.

A diferença está na forma como o pagamento é autorizado.

2. Pix via Open Finance tem taxa?

Essa é uma dúvida bastante comum, principalmente entre empresas.

Para pessoas físicas, geralmente não há cobrança para pagar via Pix, independentemente da modalidade.

Já para quem recebe, especialmente empresas, podem existir tarifas relacionadas ao serviço de cobrança, dependendo da instituição financeira ou da plataforma utilizada.

Importante destacar que essas taxas não são necessariamente uma característica do Open Finance. Elas já podem existir no Pix tradicional, conforme o modelo de cada instituição.

Ou seja, o Open Finance não cria uma nova tarifa obrigatória. Ele apenas permite uma nova experiência de pagamento.

3. Pix Open Finance é seguro?

Como a autenticação ocorre dentro do aplicativo do banco, os mecanismos de proteção são os mesmos já utilizados pela instituição financeira.

Isso inclui biometria, senha, sistemas antifraude e monitoramento de transações.

Além disso, o Open Finance exige consentimento explícito do usuário para qualquer compartilhamento de dados.

Ou seja, a conveniência não vem acompanhada de perda de segurança.

4. Pix Open Finance funciona com pagamentos recorrentes?

Olhando de forma mais estruturada, hoje dá para entender o Pix via Open Finance em dois principais contextos de uso:

Então sim, há a possibilidade de autorizar cobranças futuras durante o primeiro pagamento.

Dependendo da solução utilizada, o cliente pode consentir com pagamentos parcelados ou recorrentes dentro do próprio aplicativo bancário.

Isso é benéfico em situações como: mensalidades, assinaturas, financiamentos e planos de serviço contínuo.

Com a autorização prévia, não é necessário repetir o processo a cada vencimento, o que reduz o risco de atrasos por esquecimento.

Quem pode se beneficiar do Pix Open Finance?

Embora qualquer pessoa possa utilizar essa modalidade, alguns tipos de negócio costumam perceber impactos mais claros.

Empresas digitais, por exemplo, dependem muito da rapidez na finalização do pagamento. Qualquer obstáculo pode significar perda de conversão.

Serviços baseados em recorrência também ganham com a possibilidade de autorizações futuras.

Entre os segmentos que mais tendem a se beneficiar estão:

Como começar a usar Pix via Open Finance na sua empresa hoje?

Ao longo dos últimos anos trabalhando com soluções de pagamento, ficou claro para mim que muitas empresas não deixam de crescer por falta de demanda, mas por pequenos erros na jornada de pagamento.

Agora, falando de forma bem direta: não existe uma única forma de melhorar isso.

Você pode tentar desenvolver algo próprio, integrar APIs, estruturar fluxos internos… mas isso exige tempo, custo e um nível de complexidade que nem sempre faz sentido para a maioria das empresas.

E é justamente por isso que o caminho mais comum é usar uma plataforma que já resolva isso.

Poderia listar aqui várias ferramentas do mercado. Algumas vão funcionar bem, outras nem tanto. Afinal, depende muito do seu modelo de negócio, do volume de cobranças e do seu momento.

Mas um ponto que eu sempre levo em consideração é que a ferramenta precisa simplificar, não complicar ainda mais a operação.

E é por isso que eu acabo recomendando o Asaas.

Não só pelo fato de eu estar à frente da área de produto, mas porque acompanho de perto como a solução evoluiu para automatizar processos e aprimorar formas de pagamento, como o Pix com redirecionamento via Open Finance.

Se você quer testar na prática como essa nova experiência funciona, você pode criar uma conta gratuita e explorar como o Pix Open Finance Asaas funciona no dia a dia da sua operação.

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