Mudanças do Facebook: entenda como influenciam a chegada dos clientes à sua página

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Um post recente — Why I Left India After 28 Minutes ou Por que Saí da Índia Depois de 28 Minutos — teve bastante audiência no LinkedIn. Atenção: audiência, não sucesso! O autor, Brian Rashid, um palestrante americano que já viajou à Índia, conta que meditou por 28 minutos para estar de volta ao país. Nossa, mas o título dá a entender que o autor pisou na Índia, ficou menos de meia hora e voltou para o avião, certo? Pois não é isso que de fato aconteceu. E apesar de terem sido muitos os elogios ao texto inspirador, a caixa de comentários também ficou absolutamente lotada de leitores raivosos.

E a publicação no LinkedIn definitivamente não foi à toa, já que, desde agosto de 2014, esse tipo de post, que não cumpre a promessa da pauta, é severamente penalizado pelas novas regras no Facebook. Pois neste post você vai aprender mais sobre o que é um click-bait e também sobre como otimizar a página do Facebook da sua empresa. Então acompanhe e alavanque seus resultados:

A isca que não satisfaz

Ainda existe uma grande diferença entre as manchetes de jornal e as da internet. Na verdade, se um telejornal fosse adotar as práticas da internet, a abertura seria mais ou menos assim:

  • Você não acredita no que aconteceu hoje no Palácio do Planalto!
  • Dólar subiu. Assista nesta edição em quantos %!
  • Confira o resultado do jogo entre Corinthians e Palmeiras.
  • Prêmio Nobel de Medicina vai para uma descoberta surpreendente.
  • Crime trágico choca população de grande cidade brasileira.

Esse tipo de prática é conhecido como click-bait, literalmente isca de cliques, uma vez que o título induz a pessoa a clicar para saber meramente o básico, ou seja, aquilo que de fato aconteceu. O leitor não faz uma decisão informada, de saber mais sobre um conteúdo que o tenha interessado, ele clica para satisfazer sua curiosidade e para descobrir, aí sim, se o conteúdo é de fato interessante.

Mas as novas regras do Facebook penalizam esse tipo de conteúdo. Assim, páginas que publicam esse tipo de chamada com frequência certamente perceberão que seu conteúdo aparecerá em um número cada vez menor de timelines. Mas como resolver essa questão?

A otimização da página

Naturalmente, boa parte do trabalho do Facebook de verificar iscas de cliques é feito automaticamente, por algoritmos, e não por funcionários. Por isso, mesmo que o post da sua empresa não seja uma click-bait de verdade, pode acabar sendo confundido com uma. Para não correr o risco de perder audiência pelas novas regras no Facebook, adote as seguintes práticas:

Pense no fim e não no começo

Todo mundo quer oferecer uma embalagem atraente, mas isso não pode vir antes do produto, certo? Com isso em mente, assegure-se de que a principal preocupação de qualquer post ou vídeo seja fazer a diferença na vida de quem leu ou assistiu até o final, e não apenas em conquistar aqueles primeiros segundinhos de atenção.

Faça conteúdos mais longos

Um dos critérios do Facebook para detectar a isca de cliques é o tempo gasto na página. Se o leitor fecha a página rapidamente, é um indicador de que o que viu não era bem aquilo em que clicou. É como você comprar uma revista na banca por causa da chamada de uma matéria e se decepcionar com o conteúdo. Pois bem, produzindo conteúdo mais longo, você aumenta o tempo médio do leitor na página, evitando a armadilha dos algoritmos.

Mostre o link no texto

Pesquisas do próprio Facebook mostraram que as pessoas clicam com mais frequência — e confiam mais — quando podem ver o link no texto. Por exemplo: “leia mais em htpp://xyz”. Nesse caso, o link escondido na foto vale menos.

Raciocine como um jornal

Tente contar as informações mais importantes no título e no texto de descrição — “fulano fez isso na cidade tal”, por exemplo. Títulos incompletos ou propositalmente enganosos costumam deixar muitos leitores decepcionados. E isso não faz nada bem para a estratégia da sua empresa.

Agora comente aqui e nos conte sobre suas experiências! Você por acaso já clicou em algum link e chegou a um conteúdo totalmente diferente do proposto? Compartilhe suas impressões conosco!

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