Como um empreendedor milionário pode perder tudo? Conheça a história de Eike Batista

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Muito microempreendedor já começa sua empreitada com o sonho de ser grande. Afinal, gerar emprego e renda e, com o tempo, acumular uma grande fortuna, fará com que se viva tranquilo pelo resto da vida, não é mesmo? Mas será que uma fortuna não pode acabar? Pois a realidade mostra que pode sim.

Foi o que aconteceu com o renomado empresário que chegou a ser o 7º homem mais rico do mundo: Eike Batista. Tendo acumulado uma fortuna que passou dos 34 bilhões de dólares em 2012, o empreendedor cometeu uma série de erros que acabaram o levando à queda.

A biografia de Eike é uma grande lição para empreendedores e investidores de qualquer dimensão, já que seu auge e sua estrondosa derrocada mostram que, independentemente de quanto dinheiro se tenha, é imprescindível ter ações de controle eficazes e estar sempre atento aos sinais do mercado. Quer saber mais sobre essa trajetória e as lições que ela pode ensinar? Então confira já:

A ascensão

Mineiro de Governador Valadares, Eike é filho do empresário Eliezer Batista, que já foi ministro de Minas e Energia do Governo João Goulart, entre 1961 e 1964, e gestor da Vale por dez anos. Eike começou a atuar na área de mineração nos anos 1980, mas foi nos anos 2000 que seu nome despontou como o grande empresário do país.

Transformou o “X”, letra presente no nome de quase todas as suas empresas, em sua marca registrada, que, de acordo com sua convicção, poderia fazer tudo ser multiplicado, inclusive a fortuna de suas organizações.

A origem dos erros

Quando o empresário começou a despontar no mundo dos negócios, tornou-se figura presente na mídia nacional e internacional, sempre ostentando muito luxo e glamour. Adquiriu empresas de ramos diferentes, muitos dos quais ele não dominava — como os segmentos de energia e de entretenimento, por exemplo.

Acabou fazendo promessas que não conseguiu honrar. A mais famosa delas envolvendo a empresa de óleo e gás que era sua menina dos seus olhos, a OGX. Ele prometeu a investidores que a empresa produziria 40 mil barris de petróleo por dia, mas a produção real não chegou a 5 mil. Isso provocou a frustração de parceiros e fez com que o empresário perdesse, pouco a pouco, sua credibilidade no mercado.

Outro ponto crítico da trajetória de Eike foi a confiança que depositou nos gestores de suas empresas. Como criou um grande e diversificado império, era impossível estar à frente de todas as instituições, o que fez com que ele tivesse que delegar enormes responsabilidades a funcionários muitas vezes desconhecidos. A falta de unidade nas equipes não permitia que o empresário acompanhasse de perto a atuação e os números de suas unidades.

A bolsa de valores também fez parte do universo que contribuiu para que o patrimônio do grupo ruísse. Em 2008, as ações da OGX foram lançadas na bolsa com o valor de 60 bilhões de reais. Em 2010, chegaram a valer quase 100 bilhões. Já em 2013, elas não valiam nem 20 bilhões. O empresário chegou a admitir que se arrependeu de recorrer ao mercado de ações, mas ainda é otimista.

As lições

Com essa história, pode-se facilmente apreender que é preciso, sim, ser confiante, mas jamais negligente. Percebe-se também que é crucial se dedicar a um segmento conhecido, para que não se perca o controle ao deixar a gestão e a tomada de decisões nas mãos de desconhecidos. E, por último, é imprescindível que se tenha sempre humildade, sabendo exatamente quando recuar se preciso.

E então, já havia parado para pensar sobre as lições que essa história pode ensinar? Comente aqui e divida conosco suas impressões! Participe da conversa!

 

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