O objetivo de todo negócio é buscar formas de alavancar crescimento de maneira ágil e eficiente. Ao criar um planejamento empresarial, é possível utilizar recursos e estratégias para alcançar este objetivo.
No processo de planejamento, são diversos pontos considerados: vantagens da empresa, concorrência, análises internas e externas, entre outros pontos. Com os dados obtidos desta análise, há como traçar estratégias que visem alcançar o máximo de metas possíveis.
Por isso, é importante aprender como fazer planejamento empresarial corretamente, com os indicadores e ferramentas corretos para alcançar o objetivo. Para saber mais, continue nas próximas linhas.
Qual o objetivo do planejamento empresarial?
O objetivo de se estabelecer um planejamento é criar uma série de estratégias capazes de manter a empresa relevante e em crescimento. Assim, por meio de metas, as equipes terão uma série de funções que visem alcançá-las.
Ele tem o papel de antecipar possíveis intercorrências e cenários, a partir de análises profundas das tendências, financeiras, mercadológicas, etc. Dessa maneira, desenha estratégias, considerando o histórico de dados e projeções, para, assim, nortear o processo de tomada de decisões.
Afinal, segundo estudo do Sebrae, cerca de 29% das empresas fecham após 5 anos de atividade. Dentre eles, cerca de 17% alegam não terem feito nenhum planejamento empresarial.
Os dados mostram a importância de planejar os próximos passos da empresa. Mas, além de evitar o fechamento, existem alguns outros pontos que tornam o planejamento importante:
- Criação de um plano de ação para motivar de equipes;
- Descobrir falhas internas e possíveis fraquezas;
- Posicionamento ou reposicionamento a empresa perante ao mercado;
- Descobrir em forças e oportunidades;
- Conhecer e monitorar a concorrência.
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Como fazer um planejamento estratégico empresarial?
Nenhum planejamento empresarial é igual, com as mesmas metas, pontos de atenção, projeção, etc. É por isso que, para planejar, existem diferentes formas, meios e ferramentas que podem ser utilizadas.
Por isso, é fundamental criá-lo com base em algumas dicas que tornarão todo o processo mais eficiente. Confira como fazer planejamento empresarial:
1. Faça um diagnóstico interno
O primeiro passo para a criação de um planejamento é a análise e diagnóstico. Aqui, é importante avaliar anos anteriores e o presente, a fim de compreender integralmente a situação atual.
A partir deste diagnóstico, é possível encontrar os principais problemas para trabalhar, pontuar os acertos, e, para isso, cria-se um plano de negócio, com todas as etapas que a empresa deve percorrer.
2. Determine metas e objetivos
A criação das metas e objetivos definem quais serão os passos que cada responsável deve seguir para o planejamento ser bem-sucedido.
Assim, toda essa avaliação deve considerar a missão, visão e valores da empresa, mas também alinhando às necessidades a médio e curto prazo.
No entanto, esses objetivos e metas devem ser tangíveis, para quantificação e análise, ao final do período estabelecido.
3. Analise os concorrentes
Durante o processo, é importante realizar uma pesquisa e análise da concorrência. Alguns objetivos devem ser traçados considerando também melhorias externas, que tornem a empresa competitiva.
Com base nessas informações, é possível obter diferentes tipos de vantagem competitiva em relação aos concorrentes.
4. Faça mensuração e acompanhamento de resultados
Uma vez que os objetivos são traçados e o plano de ação é compartilhado com a equipe, é fundamental acompanhar o desempenho das atividades executadas durante o período.
Para isso, estabeleça métricas e indicadores de desempenho. Assim, conforme a execução das atividades, entendem-se as partes do plano bem sucedidas e as que estão falhando.
Existem diversas métricas que podem ser avaliadas para medir o sucesso de uma estratégia:
- Key Performance Indicator – KPI: indicadores-chave que ajudam a mensurar a performance de diferentes atividades da organização. Por meio dessas informações, é possível direcionar recursos e esforços de maneira mais assertiva.
- Evasão de clientes (Churn): o cálculo do churn contempla cancelamentos na base de clientes. Ela é importante para medir a expansão da empresa.
- Índice de lucratividade: mede a eficiência operacional do negócio, demonstrando o quanto a empresa consegue gerar de receita sobre o trabalho realizado em determinado período. Assim, entendendo se receita consegue pagar a operação e gerar lucro.
- Nível de satisfação dos clientes (NPS): capaz de medir quão satisfeitos estão os consumidores sobre um produto ou serviço oferecido pela empresa. Estão ligados à qualidade do atendimento oferecido e como o cliente sente que suas necessidades são supridas.
- Retorno sobre o investimento (ROI): é usado para avaliar quanto a empresa lucra a partir das atividades realizadas, também considerando os investimentos feitos em diferentes setores para atingir resultados.
6 ferramentas de planejamento e gestão empresarial
Apesar do diagnóstico ser o primeiro passo, ele deve ser feito considerando, também, algumas metodologias importantes, como a matriz SWOT e o ciclo PDCA, por exemplo.
Essas ferramentas para empreendedores têm o objetivo de identificar pontos positivos e negativos, enquanto organizam os processos de melhoria que serão propostos no planejamento. Explicaremos brevemente como funcionam a seguir:
Matriz SWOT
A matriz SWOT auxilia a compreensão de forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Durante a análise, devem ser observados tanto aspectos do ambiente interno quanto externo.
Ela é dividida em 4 fatores, e suas informações dão uma análise mais geral do ambiente organizacional, considerando todos os seus pontos. Veja:
- Forças (Strengths): são as vantagens em fatores internos que contribuem para o desenvolvimento do negócio, como boa infraestrutura, funcionários capacitados e sistemas de automatização, etc.
- Fraquezas (Weaknesses): também relacionado ao ambiente interno, esses pontos são os limitadores, que podem impedir a empresa de atingir seu potencial máximo.
- Oportunidades (Opportunities): tratam dos fatores externos, que a empresa não pode controlar, mas que são potencialmente benéficos para ela. Como o aparecimento de uma nova classe consumidora, novas leis e tributações, etc.
- Ameaças (Threats): analisam também os fatores externos ao negócio, que impedem o desenvolvimento, como: concorrentes, mudanças mercadológicas/econômicas, etc.
Ciclo PDCA
O ciclo PDCA é uma metodologia utilizada para solucionar problemas, avaliando todos os esforços que estão trazendo o resultado esperado, ou que possuem falha.
As letras formam a sigla significam: Planejar, Desenvolver, Checar e Atuar.
A partir desses quatro tópicos, devem-se elencar as prioridades para negócio, além das medidas necessárias para alcançar os objetivos. É um ciclo contínuo, visando sempre a melhoria, com adaptações ao longo do processo, se necessário.
Business Model Canvas
O Business Model Canvas define o modelo da empresa, auxiliando na estruturação das atividades. A partir disso, há como compreender como a organização pode gerar valor ao consumidor.
Na prática, o Canvas é um diagrama que considera a proposta de valor do negócio, segmento de atuação, canais de venda e comunicação, captação de recursos, fonte de receita, etc.
Para preenchê-lo, é necessário responder a quatro questionamentos:
- “Como?”: referente a quais serão as principais atividades e recursos do negócio;
- “O quê?”: apresentando uma proposta de valor, com aquilo que é oferecido para o cliente;
- “Para quem?”: definindo o público-alvo e os canais de contato;
- “Quanto?”: abordando os investimentos que serão feitos na estrutura do negócio, receita, etc.
5W2H
Um pouco semelhante ao Canvas, o diagrama 5W2H é um conjunto de questionamentos cujas respostas são utilizadas para compor os planos de ação.
Seu propósito é definir tarefas eficazes para os setores da empresa, além das técnicas de acompanhamento empregadas. Para, assim, tudo ocorrer de maneira visual, ágil e eficiente.
Como o nome sugere, essa ferramenta possui 5 “W” (What, Why, Who, Where e When) e 2 “H” (How e How much). No português, esses questionamentos se traduzem em: “O quê?”, “Por quê?”, “Quem?”, “Onde?”, “Quando?”, “Como?” e “Quanto?”.
Ao responder esses questionamentos, define-se um plano de ação funcional, capaz de levar ao sucesso da empresa.
Meta SMART
As Metas SMART são um acrônimo em inglês para “Específico, Mensurável, Atingível, Relevante e Temporal”.
Cada termo representa um critério para concentrar os esforços do time, visando, com base nessas informações, atingir as metas:
- Específica (Specific): com uma definição clara, objetiva e detalhada do que está sendo buscado;
- Mensurável (Measurable): deve ser quantificável, com informações que podem ser medidas;
- Atingível (Attainable) : se é possível de ser alcançada;
- Relevante (Relevant): se os pontos atingidos com essa meta realmente fazem a diferença para a empresa;
- Temporal (Timely): com periodicidade para a finalização.
Software de gestão financeira
Um software de gestão, torna os processos mais simples e automatizados, para organização de projetos e, até mesmo, para a gestão financeira.
Em uma plataforma como o Asaas, existem diversas soluções que tornam os times mais operacionais e eficientes. A ferramenta concentra todas as informações financeiras da sua empresa em um único ambiente.
O software de gestão financeira ainda conta com um sistema ERP, que centraliza diversas outras informações da empresa, como: estoque, emissão de notas, propostas de negócio, fornecedores, etc.
Com a plataforma integrada, há como avaliar os processos, principalmente os financeiros, que fornecem indicadores importantes para a tomada de decisões.
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